sexta-feira, 28 de setembro de 2018

O MITO ruiu!

Mito do herói honesto é soterrado por avalanche de trapalhadas e acusações


A CAMPANHA de Bolsonaro caminhava sobre a uma montanha sob risco iminente de uma avalanche, sem que o eleitorado disso soubesse e sob um cerco de proteção das elites e da mídia conservadora. Mas a terra ruiu, veio a avalanche e o "mito" caiu montanha abaixo. O mito do homem honesto está soterrado sob toneladas de denúncias e debaixo de uma sequência de trapalhadas e barbaridades raramente vistas na cena política nacional. Será o suficiente para abalar sua candidatura? Ele irá muito enfraquecido para o segundo turno ou sequer passará pela peneira do primeiro?

Fonte: Internet


Cedo para dizer, teremos que esperar pelas próximas pesquisas. O eleitorado de Bolsonaro parece em boa medida operar numa bolha, infenso ao mundo exterior, que enxerga como uma ameaça, cercado por inseguranças, medos e ódio contra a esquerda, o comunismo, a liberdade sexual, a cultura. O sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituo Vox Populi, acredita que o mais provável é um enfraquecimento de Bolsonaro, sem que a avalanche consiga tirá-lo do segundo turno.

Foi uma sucessão vertiginosa.

De "homem honesto" e "candidato da família" a acusado pela ex-mulher de furto, violência, indício claro de corrupção (aqui).

De candidato fascista a caminho de uma candidatura de perfil neoliberal a líder de uma trupe de patetas. Seu economista-chefe, o ex-posto Ipiranga Paulo Guedes, causou um desastre de enormes proporções ao propor a recriação da CPMF e uma mudança nas regras do Imposto de Renda mais regressivas que já se tem conhecimento. O general do capitão, seu candidato a vice, tornou-se uma usina de desastres, da defesa de um golpe militar a uma Constituinte sem eleição, de xingamentos a indígenas e quilombolas a ofensas a mães e avós chefes de família, até o último desastre, o ataque frontal ao 13º salário. Uma confusão tamanha que ambos, posto Ipiranga e general, foram recolhidos ao silêncio por ordem expressa de Bolsonaro.

O problema da ordem de Bolsonaro é que ela levanta uma questão. Quem manda na campanha? O jornalista José Roberto de Toledo, apontou com precisão e mordacidade: na hierarquia e mentalidade militar capitão não manda em general. "Estivessem ambos na ativa, Bolsonaro seria preso por quebra de hierarquia", escreveu Toledo (aqui). O fato é que Bolsonaro mandou Mourão ficar quieto há pelos menos duas semanas. E o general ignorou solenemente até agora.

O mito está soterrado. Até a mídia conservadora, que vinha tratando-o com a deferência de Bolsonaro ter se tornado seu "plano B" depois que Alckmin naufragou, perdeu a paciência e começa a produzir manchetes contra o ex-mito. A revista Veja, à beira da falência, deixou de lado por uma semana seu ódio a Lula para dedicar uma rara capa a outro tema: o processo da ex-mulher contra o capitão.

As revelações da reportagem a partir do processo movido por Ana Cristina Siqueira Valle no processo de separação de Bolsonaro em ação a partir de abril de 2008 são contundentes. As acusações de Ana Cristinar relatadas em Veja: 

• Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006. Quando foi candidato a deputado federal, declarou que tinha um terreno, uma sala comercial, três carros e duas aplicações financeiras, que somavam, na época, 433 934 reais. Sua ex-mulher, no mesmo processo, anexou uma relação de bens e a declaração do imposto de renda do ex-marido, mostrando que seu patrimônio incluía também três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. Os bens do casal, em valores de hoje, somariam cerca de 7,8 milhões de reais.

• Bolsonaro tinha uma "próspera condição financeira" quando era casado com Ana Cristina, segundo ela própria. A renda mensal do deputado chegava a 100 000 reais — cerca de 183 000 reais, em valores atualizados. Na época, oficialmente, Bolsonaro recebia 26 700 reais como deputado e 8 600 reais como militar da reserva. Para chegar aos 100 000 reais, diz a ex-mulher, Bolsonaro recebia "outros proventos", que ela não identifica.

• Bolsonaro, de acordo com Ana Cristina, furtou seu cofre numa agência do Banco do Brasil, em outubro de 2007, e levou todo o conteúdo: joias avaliadas em 600 000 reais, 30 000 dólares em espécie e mais 200 000 reais em dinheiro vivo — totalizando, em valores de hoje, cerca de 1,6 milhão de reais. O cofre ficava na agência do Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio. Seu conteúdo é incompatível com as rendas conhecidas do então casal.

• Bolsonaro era um marido de "comportamento explosivo" e de "desmedida agressividade". Essa foi a razão que levou Ana Cristina a separar-se, segundo ela mesma informa.

Bolsonaro conseguirá, mesmo assim, ir ao segundo turno? Resposta em uma semana. (247, acesso em 28set2018)

Não há nada oculto que não venha a ser revelado!

L.s.N.S.J.C.! 

terça-feira, 25 de setembro de 2018

EXAME de DNA prova que capitão da Marinha é estuprador!


UM EXAME de DNA realizado em uma bituca de cigarro comprovou que o capitão da Marinha Andre Charmarelli Teixeira foi o responsável por estuprar uma mulher no Rio de Janeiro.

Fonte: Pragmatismo

O homem, de 36 anos, já era o principal suspeito de praticar o crime contra uma vizinha. Em depoimentos à polícia, ele sempre negou qualquer envolvimento.

Nas redes sociais, Andre Charmarelli apresenta-se como um homem ‘honrado’ por servir a Marinha do Brasil e afirma ser um cristão devoto.

O caso ocorreu em abril, no apartamento da vítima. Ela estava dormindo quando acordou com o agressor na sua cama, encapuzado e portando uma arma de fogo, tentando sufocá-la com um pano embebido em uma substância entorpecente.

Após entrarem em luta corporal, ela mordeu a mão de André e se desvencilhou. Contudo, ele a ameaçou com a arma e voltou a cometer o abuso sexual, largando então a pistola calibre 40 ao lado da cama.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

KAI Michael Kenkel!

CADA um é formado pela sua história pessoal. Eu sou alemão, crescido nos Estados Unidos, acadêmico de relações internacionais (política). A guerra e a intolerância política afetaram profundamente a minha família. Isso me norteia politicamente.

Fonte: Internet


Como alemão de minha geração, o ponto fixo inescapável que orienta toda a consciência na minha formação cidadã é o legado do fascismo: o Holocausto e a Segunda Guerra, e a firme missão de nunca deixar isso acontecer de novo, em lugar nenhum. Não existe nenhum princípio político mais sagrado que esse.

Como norte-americano, nas aulas cívicas você de criança aprendia – mesmo com todas as hipocrisias e contradições que se tornaram aparentes ao crescer – que a democracia é para todos, e que ela é como um ser vivo que precisa ser defendido ativamente se vai sobreviver. Temos que pensar o sistema para todos e defendê-lo ativamente.

Como acadêmico de ciências sociais, vivo e trabalho ciente do fato que as palavras são ações em si: o falado/escrito pode ter consequências devastadoras. As palavras contam, e se tornam ações num piscar de olhos. Uma frase, um livro, um poster mata ou emancipa milhões se falada por uma pessoa com poder.

Também sei com base nesse histórico que o paradoxo da tolerância do Popper é uma realidade: a tolerância é a chave de tudo, e por isso não podemos ser tolerantes com a intolerância. Porque sem resistência, a intolerância sufoca a tolerância – ela é o caminho de menor resistência para a mente simples.

No contexto brasileiro, isso me posiciona muito claramente contra o Bolsonaro. Não tenho candidato que estou a favor, mas nunca na minha vida inteira vi um caso mais claro de um político que viola todos os princípios acima. Quando você vive com antenas muito bem desenvolvidas para o renascimento da intolerância e do fascismo, o alarme não poderia soar mais claramente que no caso desse homem e seus apoiadores. É só substituir LGBT, negro e mulher por “judeu” e estamos tão claramente em 1933. O paralelo é de extrema aplicabilidade sim. Os campos de concentração também começaram com palavras. E me desculpem dizer, mas a democracia brasileira – nas cabeças da grande massa das pessoas – ainda é muito frágil para se defender contra esse ataque. Não que seja, no momento, tão mais firme em outro lugar – está enfraquecendo no mundo inteiro.

Então, para mim, quando um candidato fala que quer fuzilar a oposição, quer estuprar mulheres, que negro só serve para procriar, que refugiados são escória, que o erro da ditadura foi só torturar e não matar, isso passa de longe de ser só retórica, ou um cara que se “expressa mal”. Ele é político -produzir discursos é a profissão dele. Ele pode ser muito limitado moral e intelectualmente, mas ele sabe exatamente o que ele está fazendo quando abre a boca e fala essas coisas. Indo além das palavras: votou em favor de reduzir a licença-maternidade, contra o obrigatoriedade do SUS tratar vítimas de violência sexual, e são inúmeros os exemplos de discursos intolerantes dele.

Tem quem considera o Bolsonaro honesto e não corrupto (aliás, manifestamente um engano, olhem para o patrimônio da família e os funcionários-fantasma) ou acha que ele vai tornar o Brasil mais seguro (está cientificamente comprovado que armar todo mundo vai obter o resultado exatamente contrário). Gente de saco cheio que quer um salvador, que identifica o alvo para resolver. (Já vi isso nalgum lugar…)

Digo claramente: se você aceita a intolerância, o racismo e a misoginia – presentes intencionalmente e com a maior clareza no discurso de Jair Messias Bolsonaro – porque o candidato promete a salvação de uma política ineficaz, você está aceitando o fascismo de exatamente a mesma forma que nasceu em 1933. Ponto. Não existe nada – absolutamente nada – que se sobrepõe ao nosso dever de resistir ativamente o estabelecimento dessa ideologia em qualquer país.

A resistência ao fascismo e à intolerância é o princípio no qual eu creio mais firmemente na minha vida. E eu identifico claramente o Bolsonaro como vetor dessa ideologia. Então a resistência a ele, mesmo não podendo votar, é algo que levo muito a sério. Não é só para passar tempo e roubartilhar no Facebook.

Então, se você apoia ele, ou aceita ele sabendo o que ele representa como consequências vividas na pele e nos ossos de seus concidadãos que são de minorias, nossa divergência não é só política ou de discurso, mas do mais profundo nível moral.

Para quem ainda enxerga algum mal maior que o Bolsonaro, parem para pensar. Os alemães em 1933 também estavam prontos para aceitar o que eles achavam que era o mal menor, e foram totalmente enganados porque era mais fácil seguir o discurso sedutor do que pensar para si. Ele é o mal maior.

Parem de banalizar esse fenômeno e pensar só em vocês mesmos, e pensem nas consequências para o nosso país e todas as pessoas que vivem nele. É seu dever de ser humano decente”.

Kai Michael Kenkel é professor do Instituto de Relações Internacionais da PUC-Rio.

(DCM, acesso em 21set2018)

L.s.N.S.J.C.!

sábado, 22 de setembro de 2018

ENQUANTO pastores evangélicos apoiam Bolsonaro, Igreja Católica lava as mãos!


Estaria Jesus, nestas eleições, a favor de um candidato que prega a violência como panaceia para todos os males?


HA MOMENTOS na história dos povos, como hoje no Brasil, onde os cristãos não podem ser omitir quando os direitos fundamentais das pessoas, como suas liberdades e defesa dos mais fracos, estão em perigo. No Brasil, 166 milhões de pessoas, cerca de 86% da população, declaram-se cristãs. Nessa parcela, 64,6% são católicas e o restante, evangélicas. Para ambos os grupos, sua constituição religiosa são os textos da Bíblia, do Antigo e do Novo Testamento. Ambas os grupos cristãos têm como lema a paz e a fraternidade, bem como a defesa dos mais humildes e esquecidos pelo poder.

Apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) reunidos no hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde o candidato está internado. (Foto: Fernando Bizerra, reproduzido de El País)


As igrejas evangélicas pregam, como vi escrito até em um caminhão, que "Cristo está voltando". Pergunto-me, no entanto, se os evangélicos e católicos não seriam pegos de surpresa se, de fato, o inocente e pacífico Jesus de Nazaré, crucificado por defender os perseguidos e desprezados pelo poder, aparecesse nos dias de hoje entre eles. Estaria Jesus, nestas eleições, a favor de um candidato que prega a violência como panaceia para todos os males, que zomba das minorias ameaçadas pela intransigência, que ensina crianças a usar as mãos inocentes para imitar um revólver e que, vítima de um ataque injusto, como são todos os atos de violência, continua, de seu leito no hospital, fazendo gestos como se estivesse disparando uma arma? 

Se Cristo voltasse, ficaria, certamente, surpreso com a notícia publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, de que a Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil decidiu apoiar a candidatura do capitão reformado Jair Bolsonaro, sob o pretexto de frear uma possível vitória da esquerda. Os evangélicos, como todos os cidadãos, têm o direito de preferir um candidato de esquerda ou de direita. Eles são, no entanto, seguidores do profeta que morreu por defender todas as minorias perseguidas em seu tempo e que se recusou a ser defendido por seus discípulos com a espada. Não poderia, por isso, abençoar aqueles que não só pregam a violência e até mesmo o extermínio dos inimigos, mas também fazem alarde sobre isso.

E, se pode nos surpreender o fato de que as igrejas evangélicas declarem, por meio de seus pastores, seu apoio ao candidato que fez das armas seu estandarte sagrado, também surpreende que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lave as mãos e não tenha a coragem de assumir uma posição clara sob a desculpa de que a Igreja "não se pronuncia sobre candidatos". O cardeal Sérgio da Rocha, que agora preside a CNBB, em uma cerimônia em Brasília no último dia 14, havia defendido que os católicos não devem apoiar candidatos "que promovam a violência", referindo-se a Bolsonaro. Em seguida, os bispos divulgaram um comunicado para esclarecer que o cardeal havia dado sua opinião pessoal, e que a CNBB "não se pronuncia sobre candidatos". Os bispos, mais uma vez, lavaram as mãos, um gesto que traz tristes lembranças, quando Pôncio Pilatos, antes de condenar Jesus à morte, também lavou as mãos.

A Igreja Católica, que carrega nas costas dois mil anos de história, já pagou caro no passado por ter feito uso da violência contra os hereges, nas fogueiras da Inquisição e nas guerras religiosas. Ainda surpreende aquele ambíguo lavar de mãos do papa Pio XII diante de Hitler e do Holocausto. E pagou caro por seus pecados de traição à sua doutrina de paz e de defesa das liberdades, assim como seu apoio às piores ditaduras.

Uma coisa é que, como princípio, as igrejas cristãs proclamem sua independência em assuntos transitórios da política, e outra que, quando a política se torna um perigo nacional, se permitam lavar as mãos ou ficar do lado dos opressores dos fracos e daqueles que desejam fazer da violência o centro de gravidade de um país. Para isso, não existe perdão.

No cristianismo, a neutralidade quando a vida e os direitos das pessoas estão em jogo é um pecado. A Bíblia é clara. No livro do Apocalipse (3:15-16), aqueles que preferem covardemente lavar as mãos são repreendidos: "Assim, porque és morno, e nem és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”. O Deus cristão exige a coragem de saber se posicionar contra os violentos, no pelotão dos indefesos condenados ao esquecimento e principal alvo da violência. (El País, acesso em 22set2018)

Cremos firmemente que o Senhor não está indiferente à nossa sorte.


L.s.N.S.J.C.! 

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

JOEL Zeferino!

Qual o sentido de um cristão apoiar a tortura? 




A gente sempre acha que não dá mais para se surpreender, mas se surpreende. E até se assusta. Estou assustado com a maneira avassaladora como a “igreja brasileira” – usando um termo bastante impreciso para me referir a esse grande fenômeno de massa que ocupa enormes espaços na mídia, arrebanha multidões, e que tem um projeto claro de aparelhamento dos espaços de decisão, inclusive com representações nas câmaras, parlamentos e outros espaços da política nacional, como o Judiciário – vem dando mostras escancaradas de engajamento não apenas político, mas partidário. 

Pois essa “igreja brasileira” – formada por uma salada infinita, que vai do fundamentalismo protestante e seus derivados, até as novíssimas igrejas pentecostais-neo-pós-tudo, e que se somam a um grande contingente de católicos (no plural mesmo, pois longe da uniformidade pensada, o Catolicismo se constitui de numerosíssimos movimentos que guardam entre si uma relação muito mais simbólica, posto que no campo das ideias e práticas são absurdamente diferentes, divergentes e contraditórios) – está se superando a cada dia que passa em seus malabarismos bíblico-teológicos para escancarar o seu apoio a um candidato que apoia abertamente a tortura e a eliminação de grupos divergentes. 

Qual o sentido de um cristão apoiar um candidato que se dizendo cristão, faz apologia à TORTURA??? 

Não há sentido bíblico, ao menos não à luz da pessoa e das obras do Jesus de Nazaré. Como combinar “Bandido bom é bandido morto” com o “Ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt. 5:43-44)? Simplesmente não dá para “esticar” o texto para desdizer o óbvio ululante. Ou você apoia o candidato-torturador e abre mão de ser discípulo do nazareno, ou vice-versa. 

Não há, certamente, um sentido lógico. Minimamente uma reflexão lógica há de nos fazer refletir que, por exemplo, dois erros não fazem um acerto. Não é possível achar que por termos uma situação de violência vamos aumentar a violência para diminuir a violência. Não faz sentido.

Não há sentido ético. Se pensamos ética como uma busca pela realização humana, como é possível combiná-la com ideais de eliminação da diferença, imposição de uma moral estrita, e falta de respeito às diferenças? 

Resta o sentido histórico... Sim, talvez seja isso. Pois se lembrarmos que grandes porções dos “cristãos” ao longo da história apoiaram as Cruzadas, apoiaram a Inquisição, participaram das Guerras de Religião, da Caça às Bruxas, estiveram do lado de Hitler e de Mussolini, participaram e participam da “guerra contra o mal” empreendida pelo “gigante protestante” que são os EUA, matando com bombas e disfarçando com bíblias...

Sim, sim... Há um sentido histórico naqueles que cantam louvores ao Jesus, preso, torturado e morto como um bandido entre bandidos, mas que apoiam os torturadores e seus apoiadores de plantão. Talvez retorne aqui a frase de Nietzsche, que dizia lavar as mãos depois de apertar as mãos de um cristão. No caso atual, talvez seja por que essas mãos estão cobertas de sangue.

Joel Zeferino é pastor na Igreja Batista Nazareth (Conic, acesso em 17set2018)

Eis um cristão coerente com o Evangelho de Nosso Senhor!


L.s.N.S.J.C.!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

MONTIEZ Rodrigues!

Ruas, praças e estátuas



ESTÁ começando um movimento em todo o território nacional para se tirar nomes de ditadores e torturadores de ruas, praças, viadutos com que foram homenageados até mesmo após o período da ditadura militar no Brasil. Acho que este movimentos deveriam se ampliar para que se retirem também o nome de políticos corruptos(quase todos), que nunca fizeram bem a este país. Pouco se homenageia cidadãos de bem como escritores, professores, cientistas, músicos e outros que em alguns momentos revelaram grande bravura. A maior parte das homenagens vai para presidentes, governadores, filhos de governadores, prefeitos, deputados e senadores. Alguns becos levam nomes de vereadores. Aqui na Bahia, foram construídos dezenas de colégios "Modelo" com o nome do filho de ACM. Até mesmo o Aeroporto Internacional Dois de Julho, que homenageava a data da Independência da Bahia, passou a se chamar Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, dando a entender que este cidadão foi mais importante para a Bahia do que a data de sua libertação. E assim, sem nenhuma consulta ao povo que dizem representar, vão estendendo o leque das homenagens entre eles. E nesta auto-celebração, a classe política no Brasil continua se colocando acima de seus representados, mas querendo fazer crer que o povo brasileiro ama seus representantes.

Quando cheguei em Natal nos anos setenta, morei no bairro Mirassol, onde todos os nomes de ruas eram nomes de flores: Rua dos Miosótis, Rua das Rosas, das Violetas, Girassóis e outros belos nomes de flores. Era um encantamento de palavras, as ruas pareciam cheirar com a sonoridade das palavras. Depois fui morar no bairro de Ponta Negra, onde o nome de todas as ruas eram nomes das mais belas praias deste país. Rua Praia de Serrambi, avenida Praia de Búzios, Pititinga, Muriú, Tabatinga, Pirangi, Zumbi etc. A rua onde comprei minha primeira casa era a rua Praia do Rio do Fogo. A brisa suave que soprava do Atlântico amenizando os raios daquele sol radiante nos dava a sensação de que cada rua era uma praia em particular. Dava orgulho dizer "moro na avenida Ponta Negra". Nem se comparava com o cheiro de mofo das ruas do centro, todas com nomes de presidentes e interventores. Há até uma com nome de Barata. Não sei como alguns dos ratos que habitam naqueles esgotos do centro também não foram homenageados já que com nome de ratos da política as ruas da capital potiguar estão cheias.





 
Fleury, um delegado que atuou durante os governos militares, ficou conhecido por sua atuação violenta e foi acusado de tortura e homicídio de inúmeras pessoas pelo Ministério Público, mas morreu antes de ser julgado. (fonte: Wikipédia)


Atualmente, ruas com nomes de flores, cheiram; com nomes de políticos, fedem. As estátuas que representam políticos ainda pululam pelas praças do Brasil. O povo ainda não ousou derrubá-las como os russos fizeram com as estátuas Lenin, Stalin e os líderes do comunismo no Leste Europeu. No entanto, urubus, pardais e outros pássaros cagam todos os dias nas cabeças delas. O ácido das bostas e as intempéries corroem sua alvenaria e logo, logo as transformarão nas ruínas que foram as vidas daqueles a quem simbolizam. Destrói o tempo colunas de mármore quanto mais estas ridículas representações deste heróis de merda! (Via Facebook, acesso em 17set2018)


Concordo em gênero, número e grau!

L.s.N.S.J.C.! 

sábado, 15 de setembro de 2018

ARIZERLO Moreno!

A Guia de Licença e outros instrumentos de controle


O SARGENTO entra na sala e apresenta ao chefe, tenente Cipriano, um papel para assinatura deste.

-- O que vai fazer na cidade à tarde, Moreno? Você que acabou de chegar de férias.

-- Como o senhor sabe, a Força Aérea está me dando um pé-na-bunda. Preciso da tarde livre para resolver minhas coisas na cidade antes de zarpar de vez daqui. Meus dias nesta Base Aérea estão contados, tenente.

-- E as férias?

-- Foram em Fortaleza. Mas o que eu tenho agora a fazer é aqui, em Manaus. 

Era assim. 

Um sargento, primeiro-sargento antigo dos seus vinte e poucos anos de serviço que fosse, precisando sair do quartel antes do final do expediente, quatro e meia ou cinco da tarde, via-se na contingência de humilhar-se ao chefe, por novo de idade que este fosse, expondo suas razões. Era o filho que precisava ser levado ao hospital, a esposa que não estava bem, um documento externo que precisava ser apanhado, um problema inadiável no banco. Um constrangimento que bem podia ser evitado. Havia, é verdade, os chefes discretos e compreensivos que nada perguntavam nem queriam saber. Era apenas deixar o documento na bandeja de entrada que saía devidamente assinado lá na bandeja de saída, sem nenhum questionamento.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

O CASO da advogada algemada!


Por Gabriel Prado

NA ÚLTIMA segunda-feira (11), Valéria dos Santos, advogada negra e carioca realizava a uma audiência no 3º Juizado Especial Cível de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, quando foi detida após exigir a leitura da contestação do processo que atuava.

Advogada Valéria dos Santos (Fonte: Folha Uol)


Sob a ordem da juíza leiga e a passividade dos demais colegas de profissão, Valéria foi algemada e arrastada para fora da sala de audiência sem que a defesa de sua cliente fosse apreciada.

O professor Adilson José Moreira, doutor em Direito Constitucional Comparado pela Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, explicou ao Justificando que “a atuação dessa juíza ao chamar um policial para tratar da mulher negra é o tipo específico e comum de como pessoas brancas tratam pessoas negras, ou seja, o tratamento que a pessoa negra deve ter sempre é um caso de polícia.”

Em meio à agressão, os advogados e autoridades presentes assistiram à violação de ao menos seis prerrogativas de Valéria enquanto advogada da OAB. Constituídas para que o livre exercício da profissão não seja interditado pelos interesses das partes ou do juízo presente, conforme salientado em nota das Comissões Nacional, Seccional e Subseccional de Defesa das Prerrogativas e Valorização da Advocacia da Ordem dos Advogados do Brasil.

Matérias relacionadas:

https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2018/09/o-estado-e-racista-mas-se-falo-isso-e-mimimi-diz-advogada-algemada-no-rio.shtml

https://brasil.estadao.com.br/noticias/rio-de-janeiro,mp-vai-apurar-caso-de-advogada-presa-e-algemada-durante-audiencia,70002499802

https://www.ocafezinho.com/2018/09/12/reinaldo-azevedo-sobre-advogada-algemada/

domingo, 9 de setembro de 2018

BOLSONARO, a facada e as eleições!

Fonte: Facebook





EM MARÇO desse ano, quando a vereadora Marielle Franco, do PSOL carioca, e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados, ela com três tiros na cabeça, o deputado Jair Bolsonaro, à época já presidenciável, silenciou. Um de seus assessores justificou o silêncio alegando que “a opinião de Bolsonaro seria polêmica demais”. Dois outros membros da família, no entanto, se manifestaram.

O deputado estadual pelo Rio, Flávio Bolsonaro, chegou a prestar condolências à família em um tuite para, logo depois, apagá-lo. Já Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo, tuitou: “Se você morrer seus assassinos serão tratados por suspeitos, salvo se você for do PSOL, aí você coloca a culpa em quem você quiser, inclusive na PM. Eis o verdadeiro preconceito, a hipocrisia”. E compartilhou outro, de um ferrenho seguidor do clã: “O assassino da vereadora Marielle Franco, se for um PM guilhotina, se for um traficante é vítima da sociedade. Assim é a esquerda”.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

FAMÍLIAS tradicionais dominam a política!


Fonte: Blog do Miro
Por João Filho, no site The Intercept-Brasil:


A PRIMEIRA pergunta feita para Bolsonaro na entrevista no Jornal Nacional foi como que ele se apresenta como o “novo”, “contra tudo o que está aí”, mesmo tendo feito da política a sua profissão e a de boa parte da sua família. O candidato, que assim como seu filho recebe auxílio-moradia mesmo tendo casa própria em Brasília, respondeu que “quando se fala em famílias na política, fala-se em atos de corrupção. A minha família é limpa na política.” Mais ou menos.

Além dos três filhos homens terem virado políticos profissionais, o seu irmão Renato Bolsonaro foi sustentado pelos cofres públicos durante três anos, recebendo R$ 17 mil por mês. Só que, assim como a Val - a funcionária que é quase da família - o maninho nunca apareceu para trabalhar. Ele tinha uma boquinha na Assembleia Legislativa de São Paulo no gabinete de André do Prado (PR) que, vejam só que coincidência, é um velho aliado político de Jair. Quando a casa caiu e o escândalo veio à tona, Bolsonaro fingiu não ter nenhuma relação com o emprego-fantasma do irmão e disse “pau nele!” Mesmo largado ferido na estrada como um vagabundo qualquer, o balanço foi positivo para o irmão, que embolsou ao todo cerca de R$ 612 mil sem nunca ter aparecido para pegar no batente.

Em 2007, Bolsonaro também contratou para trabalhar em seu gabinete a sua então namorada que, em menos de um ano, foi promovida e teve um bom aumento de salário. Nos anos 1990, os filhos de Bolsonaro contrataram para seus gabinetes parentes da sua segunda mulher. A justificativa dele à época foi puro deboche: “É minha companheira. Não somos casados. Portanto, não somos parentes.” Bolsonaro é mesmo o candidato da família brasileira, principalmente o da sua.

O clã Bolsonaro é só mais um que está incrustado na política brasileira. Há diversas famílias em todos os estados do país dominando a política local, controlando estatais e perpetuando a presença privilegiadas no serviço público a cada geração. É impossível entender o Brasil e suas relações políticas sem compreender o papel das grandes famílias.

Essa tradição nepotista dificulta mudanças no funcionamento do sistema político. Nesta semana, Amanda Audi, repórter do Intercept Brasil em Brasília, mostrou como deputados estão tentando driblar a lei que proíbe a indicação de parentes e amigos para cargos de chefia em estatais. A política brasileira é tratada como se fosse um negócio da família e haverá resistência a qualquer ameaça a essa tradição.

Segundo o cientista político Ricardo Costa Oliveira, que estuda a presença das famílias no poder, 62% da Câmara é formada por deputados originários de famílias políticas, enquanto no Senado esse número sobe pra mais de 70%. Ou seja, praticamente dois terços do Congresso brasileiro está tomado por algumas famílias. Mais da metade dos ministros de Temer são representantes de famílias políticas. Só o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM), filho de César Maia, convive no Congresso com dois primos: o deputado Felipe Maia (DEM) e seu pai, o senador José Agripino Maia (DEM). Todos eles são primos do vice-procurador-geral da República Luciano Mariz Maia. Eu precisaria de mais uns 3 parágrafos para citar todos os integrantes da família Maia que ocupam cargos públicos em todo o Brasil.