quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A PERIGOSA candidatura de Jair Bolsonaro!


Recorte de jornal com a notícia do assalto de que Jair Bolsonaro foi vítima em 1995: "Me senti indefeso" (fonte: Internet)

PERIGOSÍSSIMA a candidatura do capitão do Exército Jair Messias Bolsonaro. O perigo não reside apenas na pessoa em si do polêmico parlamentar. Sim, porque, na hipótese de sua eleição (toc toc toc!), pode ele e sua equipe reformular parcela de suas propostas e abandonar alguns de seus discursos eleitoreiros (por serem inviáveis), que vem fazendo para agradar o eleitorado ultraconservador. No entanto a esta altura ninguém em sã consciência acredita nisso, tal é o estado de decrepitude do dito cujo.

Trata-se, na verdade, de candidato pragmático.


O oportunista!


Ainda no EB, o capitão Bolsonaro  em 1986 ganhou notoriedade nacional ao escrever um artigo para a revista Veja protestando sobre os baixos salários dos militares, tema de interesse para a totalidade dos milicos de baixa patente (de soldados a capitães), mormente nessa época.

Mas não ficou aí, talvez porque ainda obtivera o resultado pretendido.

Em 1987, um ano depois, Bolsonaro levou ao conhecimento da mesma revista Veja a operação "Beco sem Saída", que era uma forma de protesto utilizando bombas de pouco potencial em instalações militares do Rio e em alguns pontos da cidade. Os atos de terrorismo visavam a chamar atenção, mais uma vez, para os baixos salários da classe militar.

Era aí a gota d'água para a sua exclusão do Exército. No entanto, por insuficiência de provas, o militar acaba absolvido. Logo, porém, seria transferido para a Reserva Remunerada no posto de capitão, entrando na carreira política no ano de 1988, vencendo o pleito para vereador do Rio. 

Em 1990, elege-se deputado federal, estando agora na sua sétima legislatura. O aumento salarial dos militares foi a sua primeira bandeira política, credenciando-o a uma carreira parlamentar que já dura trinta anos.

De início era a melhoria de soldo dos militares, por isso, no começo, a família militar do Rio de Janeiro constituiu-se na absoluta maioria de seus eleitores.  Logo depois essa bandeira se alargaria em direção aos demais militares: policiais e bombeiros.

Não se tem notícia, todavia, de que o parlamentar tenha conseguido de aumento um centavo sequer em favor de seus representados. Esse pormenor, no entanto, parece não interessar a seu eleitorado cativo, eleitores incondicionais do capitão Bolsonaro.

Com o passar do tempo, e principalmente com a chegada do Partido dos Trabalhadores e partidos de esquerda aliados ao poder, Bolsonaro, vendo que surtia efeito, foi pegando carona nos pensamentos dos setores da sociedade mais à direita e ampliou suas bandeiras, passando também a combater o comunismo e as esquerdas, os programas sociais, os movimentos sociais, as minorias raciais e sexuais e outros. 

Não queremos, porém, traçar a biografia do polêmico e preconceituoso candidato.

O perigo maior está no seu eleitor, uma vez que tende a sentir-se autorizado a perseguir tais grupos.


Armar a população: uma proposta simplista, perigosa e demagógica!


Veja mais:



https://noticias.r7.com/sao-paulo/policial-militar-e-baleado-durante-assalto-na-zona-leste-de-sao-paulo-29062018

Uma das propostas do candidato é armar a população, viabilizando o acesso do chamado "cidadão de bem" a armas de fogo e munições. Visa, segundo alega, a combater a marginalidade, dar segurança a cada cidadão.

Essa proposta simplista -- é necessário esclarecer -- omite  perigos reais para a população e, em vez de protegê-la, tem tudo para produzir efeito contrário, ou seja, deixá-la mais insegura, "indefesa" nos termos que o próprio declarou em 1995. 

Em primeiro, não diz o candidato que para massificar a venda de armas, essa proposta necessariamente tem de passar pela aprovação do Congresso Nacional. Começa a mentir aí.

Ademais, o candidato não entra em detalhes sobre os custos para quem quer possuir uma arma de fogo, cujo valor mínimo é na casa de 3 mil reais, e um único projétil (bala) custa 10 reais. Aulas tiro não custam menos que 6 mil reais; depois documentação etc. Tudo isso e ainda não se sentirá seguro. 

Por que?

Como prova a notícia do recorte de jornal lá do início desta postagem, ninguém está seguro pelo simples fato de portar uma arma. Ao contrário, os marginais não atacam sozinhos e utilizam o elemento surpresa (nem se precisa ser militar para saber disso), e, sabendo que você porta uma arma, o cidadão de bem acaba reforçando o arsenal do crime. Nenhum ficará seguro simplesmente por possuir uma arma e até mesmo policiais militares e civis são vítimas, pagando até mesmo com a própria vida, apenas por possuírem esse objeto cobiçado.

Além disso, há a questão do temperamento do brasileiro. Uma discussão em casa ou um desentendimento no trânsito podem descambar numa tragédia. Resultado: o agressor vai parar na cadeia e sua família vai sofrer muito com isso, além de -- é claro -- a família da vítima. 

Sabemos de casos de suicídio. Muitos jovens ou adultos se suicidam porque encontram uma arma em casa.

Então, meus amigos, o candidato é mentiroso e demagógico quando passa a ilusão de que, armada, a população estará segura.


Recortes de notícias sobre a violência armada e o perigo que representa para a população em geral (fonte: Internet)


Educação plena e melhor distribuição de renda, incluindo aí reforma agrária, são, sim (e não as soluções simplistas) fatores que tornarão o país mais seguro e socialmente mais justo.

Falando em educação e distribuição de renda, lembremos que Bolsonaro votou a favor do projeto do Temer que congela por vinte anos os investimentos em saúde e educação (veja aqui). E sobre a distribuição de renda, é dele o projeto do imposto único, que faz com que as camadas mais pobres paguem o imposto das camadas mais altas. Tudo exatamente o contrário do que o Brasil precisa.

Talvez se as pessoas lessem um pouco mais, se informassem mais, não estariam tratando o assunto de modo tão simplista e ingênuo.

O despreparado!


Os endereços eletrônicos seguintes atestam, por si só, o despreparo do candidato, não precisando de mais comentários:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/roda-viva-expoe-o-perigo-de-um-pais-de-milhoes-de-bolsonaros-por-ricardo-kotscho/

https://www.pragmatismopolitico.com.br/2018/07/mentiras-entrevista-bolsonaro-roda-viva.html?utm_source=push&utm_medium=social&utm_campaign=artigos


https://altamiroborges.blogspot.com/2018/08/o-perigo-de-um-pais-de-milhoes-de.html



Patrimônio incompatível com a renda declarada!

Ah sim! Você vai votar em Bolsonaro porque ele é honesto. Nem digo nada sobre ele estar na política há 30 anos e quase nada (ou mesmo nada) de efetivo tenha feito nem ao menos pelos militares que nele confiam. Nem contar sobre seus filhos, com três deles na política, nada diferente de tantos outros politiqueiros carreiristas.

O candidato entrou pobre na política e hoje tem um patrimônio de 15 milhões de reais, conforme você pode atestar numa busca pela internet. 

Veja essas postagens:

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/01/1948526-patrimonio-de-jair-bolsonaro-e-filhos-se-multiplica-na-politica.shtml


https://congressoemfoco.uol.com.br/especial/noticias/bolsonaro-e-filhos-acumulam-pelo-menos-r-15-milhoes-em-patrimonio-imobiliario/



Além de mentiroso, despreparado e antidemocrático, ainda que nenhuma das propostas polêmicas do candidato sejam efetivadas, o simples fato de sua possível eleição desencadearia uma onda de ódios e preconceitos. 



Fonte: Internet


Mas há uma coisa boa no fato de Bolsonaro ter se candidatado a presidente da República: ficará sem mandato, desonerando a Nação de mais um come-e-dorme lambanceiro.

Mas, como dizia Jorge Ben, os alquimistas estão chegando e isso também é perigoso.

L.s.N.S.J.C.!


2 comentários:

  1. É incrível como funciona a mente de determinada parte da nossa população...

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    1. O povo brasileiro vem sendo manipulado há 500 anos.
      Admiro até que boa parcela hoje está melhor esclarecida, caro Moita.

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