quarta-feira, 27 de junho de 2018

MANUELA D'Ávila!

É assim todo dia com as mulheres, e não só na política

Manuela D'Ávila (fonte: DCM)

A JORNALISTA Heloisa Aun do Catraca Livre entrevistou Manuela D’Ávila sobre o machismo em sua entrevista no Roda Viva.

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Em entrevista ao Catraca Livre, Manuela falou sobre o caso e agradeceu o apoio das pessoas. “O fato do Roda Viva, um programa de televisão com alcance, ter entrevistado daquele modo uma mulher pré-candidata à presidência fez com que muitas pessoas ficassem indignadas com o tratamento que recebi. Agradeço a solidariedade e os elogios por ter, em ambiente tão violentamente hostil, apresentado propostas consistentes e lutado o bom combate”, afirma.

“É revoltante o que houve. Mas é assim todo dia com as mulheres, e não só na política: no trabalho, na universidade, em casa. Por isso não quero que pensem e tratem o que aconteceu como uma coisa excepcional. Até porque a palavra vem de exceção, né? O que aconteceu é a regra e não a exceção! É assim que nós mulheres fazemos nossa luta e vivemos nossa vida todo dia”, completa.

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Além de interromperem constantemente a pré-candidata do PCdoB, os entrevistadores fizeram poucas perguntas sobre suas propostas de governo, tendo insistido em questionamentos sobre o ex-presidente Lula. “Todos nós aqui sabemos porque o ex-presidente Lula está preso. Ele está preso porque é primeiro nas pesquisas. Todo o povo brasileiro sabe”, retrucou ela.

Um dos participantes chegou a chamar Manuela de “advogada de Lula”. Ela, então, declarou: “Minha defesa do Lula é assim porque eu decidi defender não o que era mais fácil, mas o que é certo”. Após alguns participantes afirmarem que havia provas contra o petista, a candidata disse: “Não tinha. Juiz não é Deus. Quando juiz quer fazer política, tem que tirar a toga”.

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(DCM, acesso em 27jun2018)


NÃO SEI se posso me considerar um feminista, já que o seu quase oposto -- o machismo -- também não me considero. Na verdade, luto pela igualdade, pelo respeito a todos os meus irmãos. Quem são meus irmãos? O homem, a mulher, o branco, o negro, o pardo (gente de todas as matizes raciais), o rico e o pobre, o empresário e o operário, o cristão, o muçulmano, o ateu... Todos são meus irmãos.




Sou pai de seis mulheres, produtos de três uniões conjugais. A todas amo profundamente. Desde cedo conduzi a todas elas ou, ao menos, procurei orientá-las no sentido da independência. Estudar, preparando-se para a vida, trabalhar, lutar, tudo em condições de igualdade com o homem. Sei que a sociedade, uma parte dela, ainda não pensa assim, e o machismo -- no sentido de o homem desrespeitar a mulher, fruto de uma sociedade patriarcal milenar -- predomina ainda hoje ao ponto de alguns marmanjos -- todos cidadãos de bem -- assediarem de forma vergonhosa uma jovem na Rússia, conforme reverberou exaustivamente as redes sociais.

É verdade, infelizmente. E eu, como pai, filho, irmão e homem, me quedo envergonhado por isso. 

Essa mesma sociedade, porém, vem se empenhando em superar esses preconceitos e essas posturas reprováveis. Ao menos uma parte dela, que haverá de prevalecer.

L.s.N.S.J.C.! 

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