sábado, 10 de fevereiro de 2018

MAIS médicos!

Por J. Roberto Militão

MAIS MÉDICOS, um sucesso que a mídia não divulga. Um longo e bem fundamentado artigo analisa um dos melhores programas de políticas públicas do governo Dilma


Médica cubana atende (fonte: Internet)
EM 2013, pela primeira vez no Brasil, o governo da então Presidente Dilma implementou o MAIS MÉDICOS, um amplo programa de assistência médica, a locais em que os médicos não chegavam, atende, atualmente, a 63 milhões de brasileiros.

Decorridos mais de quatro anos, e por pressão da própria população e dos prefeitos do fundão do Brasil, o governo golpista tem ampliado o programa. O silêncio [da mídia] revela um programa bem-sucedido.

Muito criticado no início, quando de sua implementação, patrulhado por preconceitos e viés político, o programa se consolidou. Dos cubanos que se imaginava a maioria iria desertar e continuar no Brasil para receber o salário integral, apenas 2,3% tomaram essa decisão. Apenas 146 movem ações judiciais visando a permanência no Brasil. Diante do apelo capitalista e da sociedade de consumo, um número insignificante foi seduzido ou induzido.

Diante do preconceito inicial - a maioria dos cubanos são pretos e pardos - a qualidade do atendimento médico e o compromisso com as relações comunitárias pelos profissionais recebe muitos elogios nas comunidades carentes e pequenas cidades onde atuam.

Pesquisas da ONU e de universidades brasileiras atestam o sucesso do programa.

Por onde andam os médicos cubanos?


Um dos programas mais criticados de Dilma Rousseff, Mais Médicos é ampliado no governo Temer, e cubanos continuam a atuar no país longe dos holofotes.

Por Luísa Lucciola, da Agência Pública

Miguel Rafael Acea Baró havia chegado fazia poucos meses de Cienfuegos, Cuba, para trabalhar no posto de saúde do Tucão, em Vilar dos Teles, na Baixada Fluminense, quando sentiu na pele, pela primeira vez, o preconceito. “Fui à casa de um paciente idoso e ele falou para mim que não queria ser atendido. Disse que eu era muito jovem. ‘Mas eu tenho 50 anos!’, respondi. Ele disse que não, que eu era cubano…”, lembra.

Dias depois, a filha do paciente correu ao posto de saúde onde Miguel trabalhava. O pai estava passando mal. “Eu fiz o que tinha que fazer como médico: atendi ele. E isso mudou aquela imagem. Depois de um dia, ele fala para a filha: ‘Vamos fazer um bolo para o médico, porque ele é ótimo’. Isso marcou minha vida”, sorri o esguio e agitado senhor, com o estetoscópio sempre pendurado no pescoço. Miguel continuou tratando o paciente por quase um ano, até a sua morte. “Entendi que o principal é a comunicação entre médico e paciente. Ele ouvia falar muito mal dos cubanos, mas não conhecia nenhum”, conclui.

Já faz mais de quatro anos desde que, em agosto de 2013, os primeiros doctores cubanos começaram a chegar ao Brasil para trabalhar no programa Mais Médicos – criado para ampliar o acesso à saúde básica no país. Os 8,5 mil médicos intercambistas vindos do país caribenho têm mais em comum do que o português carregado de sotaque. Vítimas de um duro preconceito, eles conseguiram, por meio do trabalho e dos laços profundos criados com colegas e pacientes, atestar o sucesso do plano, reconhecido nacional e internacionalmente.

O Mais Médicos foi criado pela Medida Provisória nº 621, de 8 de julho de 2013, pela então presidente Dilma Rousseff (PT). Além do recrutamento de profissionais bolsistas para regiões carentes – eles são contratados dentro de um modelo de formação em serviço, e não de vínculo de trabalho –, o programa previa também a reformulação e a expansão dos cursos de medicina no Brasil. De fato, até 2016, o último dado disponível pelo Ministério da Educação, foram criadas quase 10 mil novas vagas em cursos de medicina, mais de 70% delas em instituições privadas. Porém, a remodelagem, que tornaria o programa mais prático e voltado para a atenção básica de saúde, foi alvo de duras críticas de associações médicas e nunca se concretizou.
Médicos protestam contra o programa em julho de 2013
 (foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em novembro passado, a colunista da Folha de S.Paulo Mônica Bergamo afirmou que o governo federal iria impedir a criação de novos cursos de medicina no país durante cinco anos. Embora a medida nunca tenha sido oficialmente confirmada, a Associação Médica Brasileira (AMB) afirmou à Pública que “um decreto impedindo a abertura de novas escolas” será publicado após a conclusão de um edital de 2017 aberto. O Ministério da Educação afirma apenas “que há estudo sobre a possibilidade de decreto sobre o assunto”.

Na íntegra, aqui

“Existe uma diferença muito grande entre os médicos cubanos e os brasileiros. É como se eles fossem mais carinhosos, mas não só isso. Eles olham no olho, prestam atenção, criam relações, enquanto os outros médicos já chegam pensando na hora de ir embora”

“A população aqui é muito carente. Quando tem alguém que se dedique um pouquinho mais, pra eles já é uma atenção. Muitas vezes, a gente chega na casa do paciente e não atende só ele, acaba fazendo abordagem de todo mundo. Aí senta, conversa. Se você chegar, só fizer o que tem que fazer e for embora, eles realmente vão ficar chateados. Se você der um pouquinho mais de atenção, já é excelente. E o doutor Miguel tem isso, ele conversa, tira dúvidas… Toma um cafezinho”

“Muitas coisas me estimularam a sair de Cuba. Tinha ido à Venezuela e percebi a dificuldade do povo, porque em Cuba a saúde já é muito legal. Mas lá, não. Tinha muitas pessoas necessitadas. Por isso, resolvi vir para cá depois. E me sinto bem porque estou resolvendo os problemas de muitas pessoas”

(Luís Nassif, acesso em 10fev2018)



Fico extremamente maravilhado por isso. Governos existem justamente para apoiar os mais pobres, porque o rico não precisa. Nosso apoio integral ao programa Mais Médicos e pela sua ampliação. A população mais carente dos diversos rincões brasileiros agradece penhoradamente. 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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