domingo, 24 de setembro de 2017

SEM perdão para o puxa-saco!

SE HÁ um crime que definitivamente não compensa é o de puxar o saco.

Ontem eu soube que um expert em bajulação foi mandado embora. Não adiantou ele participar da ação de marketing da empresa, perdendo um dia de folga para balançar bandeirinhas pela cidade. De nada adiantaram suas gargalhadas de Fafá de Belém para as piadas sem graça contadas pelo chefe e tão pouco as lágrimas de crocodilo que derramou quando soube que o rebento do manda-chuva levou pau em matemática.

Não há perdão para o puxa-saco, inclusive por parte do chefe a quem ele bajula, este, por sinal, quase sempre acaba sendo seu algoz. Isso porque a bajulação desmedida se torna um fardo para o bajulado. É constrangedor, mas o puxa-saco não tem noção do seu ridículo.

O dia do juízo final do puxa-saco demora, mas chega. Até a data fatídica, ele se mantém puxando outra coisa: o tapete dos colegas. A delação é uma especialidade do puxa-saco, assim como acender fogueiras para queimar a reputação alheia. Nesse último caso, o único perigo é o fogo pegar em sua cara-de-pau.

A razão pela qual um ser humano se dedica a esse papel degradante é que ele sabe que é um incompetente. Mais do que o medo de perder o leite das crianças, o fato de o puxa-saco não confiar em si mesmo é determinante.

O homem pode ser grande, um herói. Por exemplo, quando inventa algo que ajudará a humanidade ou ao realizar proezas atléticas formidáveis. Mas um homem desce ao degrau mais baixo da mesquinharia quando puxa o saco alheio.

Primo-irmão do imbecil, o puxa-saco não contesta, não questiona e jamais pensou em discordar de seu superior hierárquico. Por isso, toda empresa que se alicerça em puxa-sacos vai para o buraco. Mais cedo ou mais tarde.

Dizem por aí que há blogueiros que puxam o saco de seus leitores.

Não sou desses, mas se você por acaso espirrar, saúde! 
(Rio Acima, Marcelo Migliaccio)


O escriba já foi, e não só uma vez, vítima dessa gente da pior espécie. 
É como diz um pensamento atribuído a Indira Gandhi:
 "No mundo há dois tipos de gente: os que trabalham e os que levam o crédito. Fique no primeiro grupo, onde há menos concorrência."


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

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