sexta-feira, 8 de setembro de 2017

PETER Sellers




O INGLÊS Richard Henry Sellers, mais conhecido como Peter Sellers, nasceu em Hampshire a 8 de setembro de 1925. Sellers é o autor que deu vida nas telas ao atrapalhado policial Inspetor Clouseau, da série de filmes A Pantera Cor de Rosa, seu trabalho mais conhecido do grande público.


Além de Clouseau, Sellers interpretou personagens antológicos como o sinistro Dr. Strangelove (Doutor Fantástico) e o jardineiro Chance Gardiner do filme Being There ("Muito Além do Jardim"), entre tantos outros.







Gosto especialmente de três de seus filmes: O abilolado endoidou (I love you, Alice B. Toklas, 1968), Um convidado bem trapalhão (The Party, 1968) e Muito além do jardim (Being There, 1979).


Em O Abilolado, Sellers é Harold Fine, um advogado de 35 anos, que está ansioso com o seu casamento iminente. Mas sua vida muda quando ele se apaixona por Nancy, um espírito livre, um adolescente hippie e inocente, então ele decide romper com tudo e se tornar hippie com ela. 

Já em The Party (Um Convidado bem Trapalhão), Peter Sellers representa Hrundi V. Bakshi, um ator indiano todo atrapalhado, que destrói acidentalmente um grande estúdio de filmagem e é despedido por isso. Entretanto, ele acaba por ser convidado por engano para uma grande festa na casa do produtor, onde cria diversas confusões.

Em cada uma das obras acima nomeadas há um rompimento de padrões sociais, embora no segundo caso seja meramente acidental.

Porém sua obra-prima, para este escriba, é o jardineiro Chance, de Muito Além do Jardim.

Nessa obra, Chance (ou Chauncey) Gardiner é um simples e ingênuo jardineiro, cujo único contato com o mundo externo é por meio da televisão. Morto seu patrão, Chance, que também não sabe ler nem escrever, é despejado e assim, de forma involuntária, é subitamente colocado em confronto com a vida real, com todas as suas cruezas. 


No entanto, sofre um pequeno acidente e é, por essa razão, levado à casa de um magnata (Benjamin Rand, vivido por Melvin Douglas), onde está instalado fabuloso aparato hospitalar, com médico, dezenas de enfermeiras e técnicos, além de toda a sorte de equipamentos médicos-hospitalares, por ser ele, Rand, um doente terminal. Lá todos o tomam por alguém socialmente importante e instruído. Por ser muito simples e ingênuo, Chance trata seus anfitriões milionários como um socialmente igual, ou seja, trata-os por "você", e também por isso todos os empregados e os profissionais de saúde o consideram como um igual aos patrões. 

Ele nada fala além de suas experiências de jardinagem e de televisão, e ainda assim o que diz é tomado como metáforas, com suas palavras sempre tomadas por seu lado positivo. Por ser puro, sua imagem traduz paz e confiança, eis aí o segredo. Uma vez instalado na mansão Rand, é, por meio deste, apresentado à alta sociedade de Washington, tendo inspirado inclusive o presidente dos Estados Unidos, que,  em seu discurso, usa a fala de Chance, referindo-se à Economia. A partir daí as portas da fama, inclusive a televisão, se abrem para Chauncey Gardiner, que logo se torna celebridade nacional. Todos o julgam um sábio, uma sumidade versada em oito idiomas, diplomado em Medicina e Direto.

No final do filme, Rand morre. Já no velório as altas autoridades decidem lançar o nome de Chauncey Gardiner para presidente da república.



Essas obras versam sobre o comportamento humano. E este último filme, em particular, nos diz muito sobre a hipocrisia dos homens, que vêem somente as aparências pouco enxergando a realidade. 

O ator faleceu em 24 de julho de 1980, em Londres, aos 54 anos.

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