quinta-feira, 3 de maio de 2012

TORCIDA bicolor quer vingança contra o Coritiba


Torcida Bicolor quer vingança contra o Coritiba (Foto: Mario Quadros)
(Foto: Mario Quadros)



PRECISANDO golear, o Paysandu enfrenta o Coritiba (PR), às 19h30, no estádio Mangueirão, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Como perdeu o jogo de ida por 4 a 1, o Papão tem que vencer os curitibanos por 3 a 0, ou por mais de quatro gols de diferença, caso sofra gols.

Esta partida não envolve apenas uma possível, porém difícil, classificação bicolor às quartas de final da competição. Envolve também a honra do apaixonado torcedor paraense que foi menosprezado pelo repórter Dorival Chirspim, da Rádio Transamérica de Curitiba. Ele afirmou que o Paysandu não teria uma torcida grande, pelo menos maior o suficiente para superar o público de um pouco mais de nove mil espectadores que compareceram ao Couto Pereira, por ser o clube de Série C do Campeonato Brasileiro.

A declaração do repórter catalisou uma grande manifestação de paixão do torcedor ao Paysandu em 2012. Fez o torcedor bicolor ir às bilheterias do clube, nos dois primeiros dias de venda antecipada e comprar mais de 20 mil ingressos, criando uma expectativa de um público superior a 40 mil espectadores.

E com a Avalanche Bicolor fazendo o seu papel, o time bicolor tem uma única e exclusiva obrigação: honrar essa imensa torcida. Como? Demostrando o mesmo futebol que impôs sobre o Sport (PE) aqui em Belém. Só que sem a obrigação da classificação, se vier ótimo, mas com a responsabilidade de apresentar um futebol envolvente e incisivo, capaz de agradar a nação alviceleste e produzir um coro de gol de 40 mil vozes vingadoras presentes no Mangueirão.

Afinem essa defesa!
O trabalho que o ataque bicolor tem que desempenhar na noite de hoje não é um dos mais fáceis - tentar reverter o largo placar construído pelo Coritiba (PR), no Couto Pereira. Mas, para quem acompanha o Paysandu bem de perto, sabe que o time comandado pelo técnico Lecheva tem condições de descontar os três gols necessários para chegar às quartas de final, devido as inúmeras oportunidades que o Papão cria em seus jogos.

Porém, o setor que determinará uma possível classificação não será, essencialmente, o ataque, mas a defesa, porque se alguma bola passar pelo goleiro Ronaldo, a tarefa de chegar à próxima fase se complicará, pois o Paysandu terá que vencer os curitibanos por uma vantagem de quatro gols. “Temos que fazer os gols e ter a preocupação de não tomar, por isso vai ser bem árdua a tarefa”, analisa o zagueiro Douglas.

Portanto, a postura bicolor para realizar um bom jogo será a de concentração total. “Os 15 e 20 primeiros minutos vão ser cruciais, muito importantes para desempenhar uma grande partida e sair com essa classificação”, observa Douglas, que reconhece o fraco futebol apresentado pela equipe na partida de volta, principalmente no primeiro tempo. “Infelizmente fizemos por onde estar nessa situação, por conta do jogo passado. Tínhamos que ter entrado com um pouco mais de atenção, mas não aconteceu”, lamenta. “Isso faz parte do futebol e agora é cabeça pra cima”, completa. (A.S.)

INFLAMADA Resposta da torcida bicolor é a imensa procura por ingressos na Curuzu

É partir pro tudo ou nada!
Com dúvidas para a melhor formação da equipe, o técnico Lecheva deve revelar a onzena que inicia a partida de hoje à noite, no Mangueirão, minutos antes de entrar em campo. Durante a semana, o treinador bicolor experimentou a formatação do meio campo com Vanderson, Billy, Harison e Djalma; avançando o meia Thiago Potiguar para jogar ao lado de Rafael Oliveira, no ataque. “Ainda tem algumas dúvidas, tanto é que nos coletivos realizei duas mudanças, mas ambas tiveram o seu lado bom e o seu lado ruim, mas somente momentos antes da partida que podemos definir”, despistou Lecheva.

Só que, segundo Lecheva, independentemente de quem começar jogando a postura da equipe será a mesma dos últimos jogos. “Um time ofensivo. Vamos jogar sempre em busca do resultado, ainda mais jogando em casa”, acrescenta. Porém, a equipe tem que jogar em equilíbrio, mesmo precisando marcar três gols ou mais, o time não pode sofrer gols. “Não podemos desguarnecer atrás, porque se tomarmos um gol aqui, as coisas ficarão muito mais complicadas. Então a gente tem que ter um equilíbrio, mesmo precisando fazer três gols para ter a classificação”, explica.

Com a experiência vivida em Curitiba, o comandante bicolor conseguiu detectar, de forma mais concreta, as virtudes e defeitos do alviverde curitibano. Agora é colocar o treinamento em prática para vencer o adversário no Mangueirão. (Diário do Pará)

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