quarta-feira, 2 de maio de 2012

NEYMAR e a heresia

Fernando Borges/Terra)
 (Crédito: Fernando Borges/Terra)

NEYMAR é o melhor jogador brasileiro. É titular da Seleção Brasileira e a grande esperança do Brasil no próximo mundial.É o maior astro do futebol do País.

Mas,  virou uma heresia apontar um defeito ou ousar fazer uma crítica sobre a execução do seu trabalho.

Quem se atreve a dizer que algumas firulas poderiam ser evitadas é acusado até de anti-pátria. Aquele que sugere cuidado para não confundir a exibição do seu farto talento, com gestos de humilhação aos limitados marcadores, é considerado amante da mediocridade. Se é alertado para que não corra riscos desnecessários, não “pedindo” faltas duras ou desleais, o alerta é considerado castração da genialidade.Quando alguém observa que, hoje, o futebol é um grande negócio e quem está nele não quer ser menosprezado ou humilhado, é vítima de risos irônicos.

Embalar Neymar com declarações ufanistas e considerar destruidoras simples observações para correção de rota, é um equivoco. Nos últimos tempos,  pensar diferente sobre alguns “vôos” de Neymar após receber marcação ou faltas, deixa você na condição de herege. Quando alguém é contrario a algumas mensagens que Neymar deixa fazendo o seu trabalho em campo, corre o risco de ser considerado inimigo do estado.  E a Santa Inquisição durou cinco séculos.

Não basta achar Neymar um novo gênio da bola.  Para escapar da Inquisição é preciso a idolatria.

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