quarta-feira, 9 de maio de 2012

DAREMOS um tempo

POR razões de foro íntimo, darei um tempo neste blogue. Obrigado a todos que nos honraram com sua visita.


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

quinta-feira, 3 de maio de 2012

FLAMENGO continua devendo

O BALANÇO do Flamengo referente a 2011 mostra que o clube continua devendo… Ao seu torcedor. Sim, também tem as dívidas, ainda maiores agora, mas a dívida maior do clube é com a grande massa que o tem no coração.



Na tabela acima, mostrando os maiores faturamentos (até o momento, mas não creio que vá haver alguma mudança) por ordem de receita total dos clubes, a posição que o Clube de Regatas do Flamengo ocupa não é condizente com a posição que ocupa no cenário do futebol e do marketing. E isso é devido, nítida e claramente, aos problemas de gestão e de política interna do clube.

A receita com direitos de transmissão, o Broadcasting, foi impactada pelas luvas e, provavelmente, pelo adiantamento recebido das emissoras. Tal como apontei no texto sobre o balanço do Corinthians, os números reais estarão abaixo desses a partir desse ano. O faturamento do marketing foi razoável, mas abaixo do que se esperava com a chegada de Ronaldinho. Na verdade, o Flamengo enfrentou problemas nessa área, ainda não solucionados, a ponto do clube estar sem patrocínio máster. O reflexo do ano ruim pode ser visto na receita de bilheteria, bem abaixo de 2010 e, principalmente, 2008 (21,1 milhões de reais) e 2009 (20,0 milhões).




Essa outra tabela mostra a evolução das receitas totais desses seis clubes (os seis com balanços disponíveis até a manhã dessa segunda-feira, dia 30 de abril) nos últimos 5 anos. Um período razoável, suficiente para uma boa ideia do comportamento desse mercado e desses players. Reparem que os dois clubes com menor crescimento percentual no período são os dois que mantiveram-se estáveis, tanto nos gramados como nos balanços. No período, a receita rubronegra evoluiu bem, a ponto de nos três primeiros anos desse ciclo ter permitido uma redução pequena, mas significativa, no estoque da dívida.



Na tabela acima podemos ver a receita com transferências de atletas de cada um dos clubes entre 2007 e 2011, ano a ano. Na sequência vemos a receita total obtida com essas transferências e a receita total do clube. Na última coluna temos a proporção entre a receita com transferência comparada à receita total do clube. Nesse caso, nesse trabalho, a baixa participação desse quesito sobre a receita total é um ponto positivo, no sentido de mostrar que a evolução do faturamento deu-se numa base mais sólida e menos sujeita aos humores da formação de atletas. Todavia, mesmo analisando por essa perspectiva, a receita total do clube continua baixa, em total descompasso com a posição e o papel (teóricos) do clube no mercado.

Fica claro, igualmente, pela visão desses números, que o clube precisa investir fortemente na formação de jogadores e também na contrate precisa investir fortemente na formação de jogadores e também na contrate precisa investir fortemente na formação de jogadores e também na contratação de atletas com potencial para evoluir e deixar receita no clube.

Dirão muitos que isso é um atraso, que um clube tem que contratar bem para ganhar campeonatos. É uma visão, mas de difícil implementação, além de sujeita a chuvas & trovoadas, como demonstra, não por coincidência, a própria relação Flamengo/Ronaldinho.


Passivo explosivo
O passivo do clube explodiu, simplesmente. O passivo circulante aumentou 52%, o não circulante aumentou 109% e no total o passivo deu um pulo extraordinário e assustador de 172%.

Numa visão preliminar, as dívidas junto a instituições financeiras, tributárias e fornecedores, aumentaram de 293,2 milhões em 2010 para 335,3 em 2011, um avanço de 14,4%, o que seria uma evolução pequena e pouco preocupante quando comparada à receita. Entretanto, a visão geral do passivo muda a entonação. Esses números foram impactados por reavaliação patrimonial e alguns outros ajustes, e exigem uma análise mais cuidadosa e aprofundada. Conversei com duas pessoas com ampla vivência na Gávea e o que ouvi foi pouco animador e nada esclarecedor, pois também elas estão entre perplexas e preocupadas com a realidade mostrada – ou não mostrada – pelo balanço. Por isso, peço que considerem esses valores de dívida como provisórios, pois prefiro aguardar outras análises, feitas por profissionais da área contábil, mais aprofundadas e melhor embasadas.

Por sinal, nessa temporada os especialistas terão que trabalhar um bocado para entender e explicar muitos números, mas não só do Flamengo, que, definitivamente, não está sozinho nessa situação. (Olhar Crônico Esportivo, Emerson Gonçalves)

TORCIDA bicolor quer vingança contra o Coritiba


Torcida Bicolor quer vingança contra o Coritiba (Foto: Mario Quadros)
(Foto: Mario Quadros)



PRECISANDO golear, o Paysandu enfrenta o Coritiba (PR), às 19h30, no estádio Mangueirão, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. Como perdeu o jogo de ida por 4 a 1, o Papão tem que vencer os curitibanos por 3 a 0, ou por mais de quatro gols de diferença, caso sofra gols.

Esta partida não envolve apenas uma possível, porém difícil, classificação bicolor às quartas de final da competição. Envolve também a honra do apaixonado torcedor paraense que foi menosprezado pelo repórter Dorival Chirspim, da Rádio Transamérica de Curitiba. Ele afirmou que o Paysandu não teria uma torcida grande, pelo menos maior o suficiente para superar o público de um pouco mais de nove mil espectadores que compareceram ao Couto Pereira, por ser o clube de Série C do Campeonato Brasileiro.

A declaração do repórter catalisou uma grande manifestação de paixão do torcedor ao Paysandu em 2012. Fez o torcedor bicolor ir às bilheterias do clube, nos dois primeiros dias de venda antecipada e comprar mais de 20 mil ingressos, criando uma expectativa de um público superior a 40 mil espectadores.

E com a Avalanche Bicolor fazendo o seu papel, o time bicolor tem uma única e exclusiva obrigação: honrar essa imensa torcida. Como? Demostrando o mesmo futebol que impôs sobre o Sport (PE) aqui em Belém. Só que sem a obrigação da classificação, se vier ótimo, mas com a responsabilidade de apresentar um futebol envolvente e incisivo, capaz de agradar a nação alviceleste e produzir um coro de gol de 40 mil vozes vingadoras presentes no Mangueirão.

Afinem essa defesa!
O trabalho que o ataque bicolor tem que desempenhar na noite de hoje não é um dos mais fáceis - tentar reverter o largo placar construído pelo Coritiba (PR), no Couto Pereira. Mas, para quem acompanha o Paysandu bem de perto, sabe que o time comandado pelo técnico Lecheva tem condições de descontar os três gols necessários para chegar às quartas de final, devido as inúmeras oportunidades que o Papão cria em seus jogos.

Porém, o setor que determinará uma possível classificação não será, essencialmente, o ataque, mas a defesa, porque se alguma bola passar pelo goleiro Ronaldo, a tarefa de chegar à próxima fase se complicará, pois o Paysandu terá que vencer os curitibanos por uma vantagem de quatro gols. “Temos que fazer os gols e ter a preocupação de não tomar, por isso vai ser bem árdua a tarefa”, analisa o zagueiro Douglas.

Portanto, a postura bicolor para realizar um bom jogo será a de concentração total. “Os 15 e 20 primeiros minutos vão ser cruciais, muito importantes para desempenhar uma grande partida e sair com essa classificação”, observa Douglas, que reconhece o fraco futebol apresentado pela equipe na partida de volta, principalmente no primeiro tempo. “Infelizmente fizemos por onde estar nessa situação, por conta do jogo passado. Tínhamos que ter entrado com um pouco mais de atenção, mas não aconteceu”, lamenta. “Isso faz parte do futebol e agora é cabeça pra cima”, completa. (A.S.)

INFLAMADA Resposta da torcida bicolor é a imensa procura por ingressos na Curuzu

É partir pro tudo ou nada!
Com dúvidas para a melhor formação da equipe, o técnico Lecheva deve revelar a onzena que inicia a partida de hoje à noite, no Mangueirão, minutos antes de entrar em campo. Durante a semana, o treinador bicolor experimentou a formatação do meio campo com Vanderson, Billy, Harison e Djalma; avançando o meia Thiago Potiguar para jogar ao lado de Rafael Oliveira, no ataque. “Ainda tem algumas dúvidas, tanto é que nos coletivos realizei duas mudanças, mas ambas tiveram o seu lado bom e o seu lado ruim, mas somente momentos antes da partida que podemos definir”, despistou Lecheva.

Só que, segundo Lecheva, independentemente de quem começar jogando a postura da equipe será a mesma dos últimos jogos. “Um time ofensivo. Vamos jogar sempre em busca do resultado, ainda mais jogando em casa”, acrescenta. Porém, a equipe tem que jogar em equilíbrio, mesmo precisando marcar três gols ou mais, o time não pode sofrer gols. “Não podemos desguarnecer atrás, porque se tomarmos um gol aqui, as coisas ficarão muito mais complicadas. Então a gente tem que ter um equilíbrio, mesmo precisando fazer três gols para ter a classificação”, explica.

Com a experiência vivida em Curitiba, o comandante bicolor conseguiu detectar, de forma mais concreta, as virtudes e defeitos do alviverde curitibano. Agora é colocar o treinamento em prática para vencer o adversário no Mangueirão. (Diário do Pará)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

NEYMAR e a heresia

Fernando Borges/Terra)
 (Crédito: Fernando Borges/Terra)

NEYMAR é o melhor jogador brasileiro. É titular da Seleção Brasileira e a grande esperança do Brasil no próximo mundial.É o maior astro do futebol do País.

Mas,  virou uma heresia apontar um defeito ou ousar fazer uma crítica sobre a execução do seu trabalho.

Quem se atreve a dizer que algumas firulas poderiam ser evitadas é acusado até de anti-pátria. Aquele que sugere cuidado para não confundir a exibição do seu farto talento, com gestos de humilhação aos limitados marcadores, é considerado amante da mediocridade. Se é alertado para que não corra riscos desnecessários, não “pedindo” faltas duras ou desleais, o alerta é considerado castração da genialidade.Quando alguém observa que, hoje, o futebol é um grande negócio e quem está nele não quer ser menosprezado ou humilhado, é vítima de risos irônicos.

Embalar Neymar com declarações ufanistas e considerar destruidoras simples observações para correção de rota, é um equivoco. Nos últimos tempos,  pensar diferente sobre alguns “vôos” de Neymar após receber marcação ou faltas, deixa você na condição de herege. Quando alguém é contrario a algumas mensagens que Neymar deixa fazendo o seu trabalho em campo, corre o risco de ser considerado inimigo do estado.  E a Santa Inquisição durou cinco séculos.

Não basta achar Neymar um novo gênio da bola.  Para escapar da Inquisição é preciso a idolatria.