sábado, 21 de abril de 2012

Coxa e Atlético se enfrentam no topo da artilharia nacional

Coritiba e Atlético adotam estratégias diferentes, mas ambos aparecem entre os times que mais marcaram gols no país em 2012

 
Duas equipes que marcam muitos gols – estão entre as sete que mais balançaram as redes no país em 2012 –, mas que atuam de maneiras diferentes para chegar à meta adversária. O Atletiba de amanhã, às 16 horas, no Couto Pereira, coloca frente a frente rivais ofensivos em uma partida decisiva do Paranaense. E que promete muitos gols.

Entre os 40 clubes que disputam as Séries A e B do Brasileiro, Coxa e Furacão têm artilharia privilegiada. O time de Marcelo Oliveira é dono do sétimo ataque mais positivo, com 52 gols em 24 jogos – média de 2,16 por partida. Já os comandados de Juan Ramón Carrasco anotaram três tentos a mais (média de 2,29 gol/jogo) e só estão atrás de Bahia (65), Vitória (59), Santos (58) e Ceará (57).

Além de volumosos, os ataques da dupla Atletiba também têm sido constantes. Em 24 partidas na temporada, o Atlético passou em branco apenas duas vezes; o Coritiba, quatro. No quesito número de goleadas (diferença mínima de três gols) o cálculo aponta vantagem de 9 a 6 para o visitante deste domingo.
Pelo Coxa, 17 atletas diferentes marcaram. No Furacão, a divisão de gols envolve 15 nomes.

“Até jogo-treino eu gosto de ganhar. Você pode ver que no padrão de jogo que temos tido até agora, o Atlético vai para cima. Faz muitos gols e toma poucos”, explica Carrasco, que trouxe do Uruguai a fama de treinador ofensivo. “Sempre dá para agregar. No futebol é assim. Se você sentir que está bem demais, que está perfeito é a hora que tende a decair. Estamos sempre trabalhando para melhorar e é isso que eu sempre peço aos meus jogadores”, opina Oliveira.

Os números positivos escondem, no entanto, diferenças entre os dois times. Enquanto o Coxa não encaixou as peças ofensivas no início do Estadual, o sistema tático implantado no Furacão funcionou de imediato. Com dois pontas e muita movimentação – sem uma referência na área –, a equipe utiliza a velocidade para furar o bloqueio dos rivais. O ponta-direita Guerrón, em boa fase, é o artilheiro do time no ano. O equatoriano fez 11 gols.

“Ficamos felizes porque temos um técnico que gosta de ganhar e de ganhar bem... Nós vemos o quanto ele quer que os atletas façam gols, que aquilo que treina seja feito dentro de campo, independentemente do adversário ou de qual seja o placar. E nós estamos adquirindo esse pensamento dentro de campo”, diz o meia Marcinho, autor de cinco gols em 2012.

No Coritiba, a jogada de maior destaque vem pelo alto. Quando o cruzamento para a área encontra a cabeça do zagueiro Emerson, as chances de gol são altas. O jogador já fez oito neste ano e lidera a artilharia alviverde. 

Mas não é so­­mente de bolas paradas que o alviverde sobrevive. A partir do momento em que Roberto e Anderson Aqui­­no se tornaram titulares, o time ganhou em rapidez e relembrou os melhores momentos de 2011. Algo que os torcedores esperam que se repita amanhã. “Sempre tem de melhorar, tanto a parte ofensiva como defensiva. Isso é trabalho”, prega o artilheiro Emerson. (Gazeta do Povo, Curitiba - PR, Brasil)

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