sexta-feira, 30 de março de 2012

GANSO não vai render nada a Paissandu e Tuna


Ganso não vai render nada a Paysandu e Tuna

Pelos registros na FPF, Paulo Henrique Ganso foi do Estrela a partir de 21 de julho de 1999, quando transferiu-se para a Tuna, onde permaneceu com vínculo federativo por quatro anos. E no Paysandu foi registrado de 30 de maio de 2003 a 20 de dezembro de 2005. A Lei Pelé garante comissão aos clubes formadores. São 0,25% por ano, dos 12 aos 15, e 1% por ano, dos 16 aos 19 anos. Portanto, a cada  venda futura de Ganso, a Tuna teria direito a 1% e o Paysandu 0,9%.

 
Pelo valor da multa rescisória prevista no atual contrato do craque (US$ 50 milhões), seriam cerca de R$ 900 mil para a Tuna e R$ 810 mil para o Paysandu. Mas, por descumprimento das normas da Fifa, os dois clubes paraenses não terão direito algum. A questão é mais grave ainda. Nenhum clube do Pará está registrado na CBF como formador de atletas, nem cumpre qualquer dos outros pré-requisitos para obter comissão. Isso significa chance zero para o Remo no sonho de faturar nas futuras transferências de Thiago Alves, também do Santos. E o pior: chance zero também para comissões sobre Yago, Bartola, Thiago Costa, Billy, Neto, Thiago Cametá, Jhonatan, Betinho, Reis, Jaime, Jader, Perema, Elder, Lineker e companhia.

Orientações em vão

O presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes, disse ao colunista que os clubes paraenses foram orientados sobre as condições impostas pela Fifa, mas nunca agiram para se habilitar (na CBF) como formadores de atletas, nem guardam provas documentais dos investimentos. Ao contrário do que imaginam, súmulas de jogos não são documentos suficientes. Precisariam juntar recibos, imagens, reportagens... Tudo o que servir de prova. Enquanto não se cumprirem os pré-requisitos e não investirem verdadeiramente nos atletas da base, os clubes do Pará vão continuar impossibilitados de faturar comissões de formadores.

E essa é só mais uma inadequação dos nossos clubes à Lei Pelé, tanto nos direitos como nos deveres. Os clubes profissionais do Pará nunca se adequaram à Lei Pelé, nem aos avanços de mercado, como marketing e parcerias comerciais, ou à legislação, como o Estatuto do Torcedor. Rejeitam tudo o que é moderno nos negócios. Não se importam nem com credibilidade. Estão obsoletos a partir dos Estatutos, cujo processo de reforma, que está em curso, vai revelar em breve um caloroso conflito de mentalidade, entre os poucos conselheiros avançados e os muitos retrógrados.

Papão deu vida ao próprio fantasma

Derrota em Santarém, para o São Raimundo, não apenas elimina o Papão deste campeonato como pode colocá-lo em risco de rebaixamento. O clube bicolor deu vida ao próprio fantasma, que tende a interferir negativamente no emocional dos atletas no próximo domingo. É um peso extra de responsabilidade, num jogo em que a equipe não terá Vânderson, o capitão e ponto de equilíbrio, que se lesionou por uma volta precipitada. Além dele, Neto e Kariri, suspensos. Três sérios desfalques para o meio de campo.

O clube já ficou fora das semifinais nos dois últimos turnos (2º de 2011 e 1º de 2012). Se acontecer novamente, será a terceira vez consecutiva. O Paysandu terá domingo uma decisão das mais tensas. Se perder, pode manchar a trajetória quase centenária com o vexame histórico de um inédito rebaixamento no campeonato estadual. Se empatar, terá que torcer pelo Águia, secando o Independente, para entrar na semifinal do turno. Se vencer, estará classificado e livre de rebaixamento. O problema é que o adversário está em flagrante ascensão, jogará unicamente pela vitória para não cair e até para ter alguma chance de classificação. Certamente, o São Raimundo vai usar todos os recursos de pressão. Ou seja, o Papão terá uma prova de fogo.

Flávio Lopes só fica com organização

Classificando o Remo para a Série D, você permanece no clube? Diante desta pergunta, o técnico Flávio Lopes foi taxativo: 'Quero ficar, mas somente com organização numa situação aí'. Não quis explicar, mas a situação a que se referiu é a administração do departamento de futebol, que tem sido tumultuada e embaraçosa. O técnico teve que pisar em ovos e se esquivar de espinhos para conduzir o time nos dois primeiros meses de trabalho. Se for campeão, ou simplesmente colocar o clube na Série D, já terá moral suficiente para impor suas condições. Flávio Lopes tem dois encantos no Remo: a garotada do elenco profissional e a torcida. Está atraído pela possibilidade de colocar o nome na história do clube. (Portal ORM, Belém - PA, Brasil)

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