sexta-feira, 30 de março de 2012

GANSO não vai render nada a Paissandu e Tuna


Ganso não vai render nada a Paysandu e Tuna

Pelos registros na FPF, Paulo Henrique Ganso foi do Estrela a partir de 21 de julho de 1999, quando transferiu-se para a Tuna, onde permaneceu com vínculo federativo por quatro anos. E no Paysandu foi registrado de 30 de maio de 2003 a 20 de dezembro de 2005. A Lei Pelé garante comissão aos clubes formadores. São 0,25% por ano, dos 12 aos 15, e 1% por ano, dos 16 aos 19 anos. Portanto, a cada  venda futura de Ganso, a Tuna teria direito a 1% e o Paysandu 0,9%.

 
Pelo valor da multa rescisória prevista no atual contrato do craque (US$ 50 milhões), seriam cerca de R$ 900 mil para a Tuna e R$ 810 mil para o Paysandu. Mas, por descumprimento das normas da Fifa, os dois clubes paraenses não terão direito algum. A questão é mais grave ainda. Nenhum clube do Pará está registrado na CBF como formador de atletas, nem cumpre qualquer dos outros pré-requisitos para obter comissão. Isso significa chance zero para o Remo no sonho de faturar nas futuras transferências de Thiago Alves, também do Santos. E o pior: chance zero também para comissões sobre Yago, Bartola, Thiago Costa, Billy, Neto, Thiago Cametá, Jhonatan, Betinho, Reis, Jaime, Jader, Perema, Elder, Lineker e companhia.

Orientações em vão

O presidente da FPF, Antônio Carlos Nunes, disse ao colunista que os clubes paraenses foram orientados sobre as condições impostas pela Fifa, mas nunca agiram para se habilitar (na CBF) como formadores de atletas, nem guardam provas documentais dos investimentos. Ao contrário do que imaginam, súmulas de jogos não são documentos suficientes. Precisariam juntar recibos, imagens, reportagens... Tudo o que servir de prova. Enquanto não se cumprirem os pré-requisitos e não investirem verdadeiramente nos atletas da base, os clubes do Pará vão continuar impossibilitados de faturar comissões de formadores.

E essa é só mais uma inadequação dos nossos clubes à Lei Pelé, tanto nos direitos como nos deveres. Os clubes profissionais do Pará nunca se adequaram à Lei Pelé, nem aos avanços de mercado, como marketing e parcerias comerciais, ou à legislação, como o Estatuto do Torcedor. Rejeitam tudo o que é moderno nos negócios. Não se importam nem com credibilidade. Estão obsoletos a partir dos Estatutos, cujo processo de reforma, que está em curso, vai revelar em breve um caloroso conflito de mentalidade, entre os poucos conselheiros avançados e os muitos retrógrados.

Papão deu vida ao próprio fantasma

Derrota em Santarém, para o São Raimundo, não apenas elimina o Papão deste campeonato como pode colocá-lo em risco de rebaixamento. O clube bicolor deu vida ao próprio fantasma, que tende a interferir negativamente no emocional dos atletas no próximo domingo. É um peso extra de responsabilidade, num jogo em que a equipe não terá Vânderson, o capitão e ponto de equilíbrio, que se lesionou por uma volta precipitada. Além dele, Neto e Kariri, suspensos. Três sérios desfalques para o meio de campo.

O clube já ficou fora das semifinais nos dois últimos turnos (2º de 2011 e 1º de 2012). Se acontecer novamente, será a terceira vez consecutiva. O Paysandu terá domingo uma decisão das mais tensas. Se perder, pode manchar a trajetória quase centenária com o vexame histórico de um inédito rebaixamento no campeonato estadual. Se empatar, terá que torcer pelo Águia, secando o Independente, para entrar na semifinal do turno. Se vencer, estará classificado e livre de rebaixamento. O problema é que o adversário está em flagrante ascensão, jogará unicamente pela vitória para não cair e até para ter alguma chance de classificação. Certamente, o São Raimundo vai usar todos os recursos de pressão. Ou seja, o Papão terá uma prova de fogo.

Flávio Lopes só fica com organização

Classificando o Remo para a Série D, você permanece no clube? Diante desta pergunta, o técnico Flávio Lopes foi taxativo: 'Quero ficar, mas somente com organização numa situação aí'. Não quis explicar, mas a situação a que se referiu é a administração do departamento de futebol, que tem sido tumultuada e embaraçosa. O técnico teve que pisar em ovos e se esquivar de espinhos para conduzir o time nos dois primeiros meses de trabalho. Se for campeão, ou simplesmente colocar o clube na Série D, já terá moral suficiente para impor suas condições. Flávio Lopes tem dois encantos no Remo: a garotada do elenco profissional e a torcida. Está atraído pela possibilidade de colocar o nome na história do clube. (Portal ORM, Belém - PA, Brasil)

PALPITAÇOS de Miltão Neves: Santos vence; Timão perde



Portuguesa 0 x 3 Santos. A Lusa está se esforçando para cair para a Série B… E o Peixe não terá nenhuma dificuldade para fazer três gols. 

Palmeiras 1 x 1 Mirassol. Tropeço do Verdão. Castigo no último minuto de jogo… 

Oeste 2 x 1 Corinthians. Mesmo lá embaixo na tabela, o Oeste consegue derrotar o Timão. 

Ituano 2 x 1 São Paulo. Mantendo seus altos e baixos, o Tricolor volta de Itu tristinho… 

Flamengo 0 x 1 Bangu. Rememorando seus áureos tempos, o Bangu ganha do cambaleante Flamengo. 

Fluminense 0 x 3 Botafogo. Vou apostar nessa goleada do Fogão, apesar do time do Fluminense viver uma fase ótima. 

Macaé 1 x 2 Vasco. Puxa, e não é que o Vascão vai conseguir ganhar do Macaé? 

Boa Esporte (Varginha) 2 x 1 Cruzeiro. A Raposa consegue fazer um golzinho… 

Uberaba 1 x 4 Atlético-MG. Que beleza o Galo goleando mais uma, em Uberaba, um dos vértices do Triângulo Mineiro. Falando em Triângulo Mineiro, lembrei de gado, leite, e do João Leite. Então, clique aqui para rever o goleirão do Galo na seção “Que Fim Levou?” 

Internacional 3 x 0 Universidade. Apesar do nome imponente, será o o Colorado que ganha o diploma!!! 

Pelotas 1 x 2 Grêmio. Satolep é Pelotas escrita ao contrário, outro jeito que a turma chama a cidade no extremo sul gaúcho. O Imortal viaja bastante e volta recompensado com três pontos. 

Santa Cruz-PE 3 x 0 Náutico. Tranquilíssima vitória Cobra Coral!!! Sem chances para o Timbu. 

Bahia 4 x 0 Serrano. O Bahia embalou nas goleadas. Então, mais uma!!! 

Itabuna 3 x 1 Vitória. Ao contrário do Bora Bahêa Minha Porreta, o Vitória não embalou goleadas. Quero dizer, vai levar uma goleadazinha… Hehehehe!!! 

Joinville 4 x 1 Criciúma. No duelo entre duas camisas lindíssimas, a força do JEC vai sobrepujar. Gostaram? Sobrepujar!!! E um dos maiores ídolos do JEC você pode ver na seção “Que Fim Levou?”, clicando aqui!!! 

Atlético-PR 1 x 1 Iraty. Esse empate já está bom demais para o Furacão… 

Rio Branco 2 x 2 Coritiba. O Coxa vai bobear e acaba dando essa tropeçada… Recuperação certeira na próxima rodada!!!

quinta-feira, 29 de março de 2012

NO PARAENSE, São Francisco de Santarém já é semifinalista do returno



DO LEITOR e torcedor azulino Luiz Barra, pelo contato do blog:

Caro Jeso,

PUBLIQUE no seu respeitado blog que o Clube do Remo e o São Francisco Futebol Clube já estão nas semifinais do 2º turno do Campeonato Paraense de 2012.

O Leão santareno só não está garantido como mandante do jogo de volta, ao contrário do que comenta, equivocadamente, a maioria da imprensa local. Senão vejamos:

Imaginemos que o Leão de Santarém seja derrotado pelo Leão de Belém e, Águia e Paysandu vençam o Independente e o São Raimundo, respectivamente.

São Francisco – 10 pontos – classificado como 4º colocado
Águia – 13 pontos
Paysandu – 12
Independente – 8
São Raimundo – 6 pontos

Ao contrário, Independente e São Raimundo vençam Águia e Paysandu:
São Francisco – 10 pontos – classificado. Decisão da colocação no saldo de gols ou confronto direto com o Águia. Nesse caso, leva desvantagem, mas classifica em 4º.
Águia – 10 pontos
Paysandu – 9 pontos
Independente – 11 pontos
São Raimundo – 9 pontos

A tabela de classificação do 2º turno depois da rodada de ontem (28)
Tabela do Parazão 2012, após a 7ª rodada

(blog do Jeso Carneiro, Santarém - PA, Brasil)

quarta-feira, 28 de março de 2012

RODOLFO Brito: na caça!

OUTROS clubes considerados grandes tiveram a oportunidade de jogarem em casa na Copa do Brasil, mas não foram páreo para o Independente. O time do Pará - eliminado na primeira fase pelo São Paulo - segue na liderança do ranking de público pagante. O blog rbrito, sempre com a colaboração de Marcos Neves, traz, nesta quarta-feira, a atualização de público na Copa BR.

Mais no blog rbrito:
Pela primeira vez, Santa Cruz não lidera ranking de público!

Ranking de público das Séries A1, A2 e A3 do Campeonato Paulista!

O Grêmio passou sufoco em campo, mas foi o time que mais se aproximou da média do Independente. O Tricolor gaúcho eliminou o River Plate-SE com a presença de 16.719 pagantes. Atual campeão paraense, o Independente está no topo, com média de 22.184 pagantes.

Com a presença do Grêmio, o São Paulo caiu para o terceiro lugar (15.404). Na quarta colocação temos outro Tricolor. O Fortaleza mostrou sua tradicional força nas arquibancadas e arrastou 12.439 pagantes ao estádio. O Tricolor cearense lidera o Campeonato Estadual.

Outros dois clubes que ultrapassaram o Santa Cruz (9.849) - eliminado na primeira fase - foram Palmeiras e Coritiba. O Verdão ostenta média de 11.143 pagantes, contra 11.079 do Coxa. Os dois clubes estão classificados à segunda fase.

Coruripe-AL (8.813), Goiás (8.110) e Vitória (7.165) completam o Top 10 no ranking de público pagante na Copa do Brasil. A grande decepção da semana foi o Botafogo. Além de eliminar o Treze-PB apenas nos pênaltis, o time de Oswaldo de Oliveira amargou um público de apenas 3.086 pagantes.

Falando em públicos pífios chegamos ao lanterna Madureira. Na derrota, por 2 a 0, para o Criciúma, só 93 pagantes foram ao estádio. Uma posição acima está outro clube do Rio de Janeiro, comprovando, mais uma vez, o fracasso de público no Estado.

O Boavista amarga a penúltima colocação, com média de 140 pagantes, contra 226 do Trem-AP. São Mateus-ES (266), América-MG (269), Sapucaiense-RS (296), Aquidanuaense-MS (585), Auto Esporte-PB (773), América-RN (829) e Portuguesa-SP (987) são os outros clubes com média abaixo de mil pagantes.

No geral, em 53 jogos, a Copa do Brasil ostenta média modesta de 4.245 pagantes e público total de 225.000.

Legenda:
Os números em vermelho ainda não foram confirmados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

O blog rbrito acompanhará os públicos de TODOS os Estaduais e da Copa do Brasil. Fique sabendo da evolução das médias de público. E você, jornalista, lembre de dar crédito, caso utilize qualquer dado dos levantamentos de público do blog rbrito.

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terça-feira, 27 de março de 2012

RODOLFO Brito: tradição Re-Pa

O CLÁSSICO paraense entre Remo e Paysandu é o oitavo mais antigo do Brasil. O Re-Pa ou Clássico-Rei da Amazônia teve início na temporada de 1914. No último domingo, os rivais empataram sem gols pelo Campeonato Paraense. O jogo foi visto por 30.220 pagantes. Este é o quarto maior público no Brasil em 2012 - ganha do Ba-Vi, mas perde para Santa Cruz x Sport, São Paulo x Santos e Vasco x Fluminense.

Mais no blog rbrito:
Contradições paraenses! Bem na arquibancada e mal em campo!

Embalado por estes bons públicos e a pedido do torcedor-internauta Antonio Valentim (@ANTONvalentim), o blog rbrito, nesta terça-feira, apresenta o ranking de público pagante do Estadual do Pará. Até aqui, o Paraense ostenta média de 3.911 pagantes e total de 211.206. A Federação Paraense de Futebol (FPF), porém, ainda precisa confirmar o público da vitória do Paysandu sobre o Águia (3.073).

Voltando ao ranking, temos uma mudança na liderança. Se na atualização passada, o Paysandu estava no topo, desta vez o primeiro lugar é do rival Remo. O Leão subiu sua média de 8.072 para 10.662 pagantes. O total de público do Remo também é superior aos rivais (74.632).

Na segunda colocação está o Paysandu. O Papão viu sua média de público cair de 9.128 para 7.070 pagantes. Assim como o Remo, o Paysandu ostenta seu maior público na competição durante o Re-Pa. Mas ao contrário do rival, o Paysandu conseguiu vencer o clássico - 2 a 0, sob os olhares de 26.706 pagantes.

O restante do ranking não sofreu alterações. O São Raimundo completa o Top 3, seguido por São Francisco, Cametá - campeão do primeiro turno -, Independente, Águia e o lanterna Tuna Luso. Apenas o último colocado não ultrapassa a marca de mil pagantes (890).

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Confira o ranking de público do Paraense 2012:

1 - REMO (TOTAL: 74.632 / MÉDIA: 10.662)

Remo 1 x 0 Águia (10.201)
Remo 1 x 0 São Raimundo (8.525)
Remo 1 x 2 Tuna Luso (5.489)
Remo 4 x 2 Águia (9.997)
Remo 2 x 1 Independente (4.609)
Remo 2 x 0 Cametá (5.591)
Remo 0 x 0 Paysandu (30.220)

2 - PAYSANDU (TOTAL: 42.418 / MÉDIA: 7.070)

Paysandu 1 x 2 Cametá (2.544)
Paysandu 2 x 1 Tuna Luso (1.652)
Paysandu 2 x 0 Remo (26.706)
Paysandu 0 x 1 São Raimundo (5.611)
Paysandu 0 x 3 São Francisco (2.832)
Paysandu 2 x 1 Águia (3.073)

3 - SÃO RAIMUNDO (TOTAL: 26.368 / MÉDIA: 4.395)

São Raimundo 1 x 1 São Francisco (10.423)
São Raimundo 2 x 1 Tuna Luso (2.868)
São Raimundo 2 x 2 Independente (4.513)
São Raimundo 1 x 1 Cametá (2.494)
São Raimundo 2 x 1 Remo (3.824)
São Raimundo 2 x 2 Águia (2.246)

4 - SÃO FRANCISCO (TOTAL: 21.637 / MÉDIA: 3.606)

São Francisco 2 x 1 Paysandu (4.223)
São Francisco 1 x 1 Cametá (4.896)
São Francisco 2 x 0 Remo (1.978)
São Francisco 1 x 0 São Raimundo (4.140)
São Francisco 3 x 3 Independente (2.650)
São Francisco 2 x 0 Tuna Luso (3.750)

5 - CAMETÁ (TOTAL: 14.257 / MÉDIA: 2.037)

Cametá 1 x 0 Independente (2.964)
Cametá 2 x 2 Remo (1.420)
Cametá 0 x 0 Águia (1.712)
Cametá 3 x 0 Tuna Luso (1.482)
Cametá 4 x 1 Águia (4.433)
Cametá 0 x 0 Paysandu (1.697)
Cametá 6 x 4 São Francisco (549)

6 - INDEPENDENTE (TOTAL: 11.396 / MÉDIA: 1.899)

Independente 1 x 2 Tuna Luso (2.339)
Independente 0 x 1 Remo (1.944)
Independente 1 x 1 São Francisco (1.137)
Independente 1 x 2 Paysandu (1.932)
Independente 2 x 0 Cametá (2.461)
Independente 1 x 3 São Raimundo (1.583)

7 - ÁGUIA (TOTAL: 14.264 / MÉDIA: 1.585)

Águia 3 x 1 São Raimundo (1.181)
Águia 2 x 1 Paysandu (1.697)
Águia 3 x 2 São Francisco (1.163)
Águia 1 x 2 Independente (1.231)
Águia 3 x 0 Remo (3.154)
Águia 3 x 1 Cametá (3.232)
Águia 1 x 4 Remo (1.322)
Águia 2 x 1 Tuna Luso (721)
Águia 3 x 0 Cametá (563)

8 - TUNA LUSO (TOTAL: 6.234 / MÉDIA: 890)

Tuna Luso 0 x 1 Águia (794)
Tuna Luso 3 x 1 São Francisco (345)
Tuna Luso 1 x 1 Cametá (814)
Tuna Luso 4 x 1 Cametá (1.300)
Tuna Luso 1 x 3 Independente (295)
Tuna Luso 0 x 3 Paysandu (2.472)
Tuna Luso 3 x 1 São Raimundo (214) 
(blog R. Brito)

segunda-feira, 26 de março de 2012

TORCIDA paraense vai em peso e bate recorde do dia




Mangueirão recebe o maior público do domingo no País


O DOMINGO de chuva e muita ventania em Belém até tentou estragar a bela festa dos mais de 33 mil torcedores de Remo e Paysandu que compareceram ao clássico disputado ontem, no Mangueirão. Mas a paixão das duas nações é tamanha que resistiu ao "dilúvio". Desde a abertura dos portões do estádio, o clima de rivalidade estava presente. Foi o maior público nos jogos de domingo no Brasil.

Em maior número, e contando com a permissão para adentrar ao estádio com faixas e sinalizadores, os azulinos faziam muito barulho. Mas os bicolores tentavam responder no mesmo volume, com a força dos gritos de guerra, que eram entoados sem parar. Nenhuma briga entre torcedores de Remo e Paysandu foi registrada nas cercanias do estádio ou em seu interior, respeitando o clima de paz proposto pelos atletas das duas equipes durante a semana, por meio das mídias sociais.

Antes da partida, o clima de otimismo contagiava os torcedores. O comerciante Ulysses Ferreira, 53 anos, acreditava em uma vitória remista por 2 a 0. "Não tem nada pro Paysandu neste ano. Vamos ganhar o título com tudo o que temos direito, incluindo a vitória no Re x Pa de hoje (ontem)", previa o otimista torcedor azulino.

No lado alviceleste, o bancário José Luiz Carvalho Júnior, 37 anos, além de apostar em uma vitória do Paysandu por 2 a 1, destacou a importância do maior clássico do futebol paraense. "O Re x Pa é o ponto alto do nosso futebol, independentemente de ser um jogo decisivo ou não. Além disso, ganhar deles é bom demais", provocava o bicolor.

O que ambos não previam é que o otimismo de antes da partida daria lugar à frustração ao final do clássico. Resultado de um jogo de baixo nível técnico, no qual o bom futebol naufragou em meio ao temporal que desabou na tarde de domingo.

Esquema - De acordo com o Governo do Estado, dois mil homens do Sistema de Segurança Pública do Pará foram mobilizados para o policiamento dentro e fora do Mangueirão, garantindo a tranquilidade dos torcedores que acompanharam a partida. A operação contou com 800 policiais militares e 1.200 agentes de segurança.

Responsável por comandar todo este efetivo, o major Sandro Queiroz, comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar, explicou que o esquema de segurança funcionou em três etapas. "Antes da partida os policiais fiscalizaram os principais acessos ao Mangueirão. No final do clássico, a dispersão dos torcedores também foi acompanhada pelos agentes de segurança. Com o apoio dos comandos intermediários, o patrulhamento foi realizado a pé, por viaturas, motocicletas e cavalaria".

Lecheva diz que equipe bicolor merecia os três pontos do jogo

O técnico do Paysandu, Lecheva, não gostou do empate de ontem, no Mangueirão. Para ele, o Papão teve mais volume de jogo que o adversário, o Remo, e, por isso, merecia ter deixado o gramado, após os 90 minutos, com três pontos. "No segundo tempo criamos, no mínimo, três boas chances de gol contra uma do Remo", disse. O comandante alviazul admitiu que a chuva que caiu em Belém, na verdade, um grande temporal, prejudicou o segundo Re x Pa do ano. "No primeiro tempo, todos viram, não houve futebol. As condições do gramado não permitiam o toque de bola de ambos os lados", observou.

Na opinião de Lecheva, o Paysandu foi o mais prejudicado pelo estado do gramado. "Temos um time leve, de jogadores jovens, que costumam conduzir muito a bola. Num gramado como estava o do Mangueirão, não dá para fazer esse tipo de coisa", justificou. "Todas as vezes que encontrarmos um gramado desses, alagado, vamos ter dificuldades", completou. Lecheva parabenizou seus jogadores pelo que ele chamou de "espírito guerreiro" que tiveram no Re x Pa, mas ele destacou as apresentações de Thiago Potyguar e de Neto.

"Potyguar voltou a jogar aquele futebol que a gente conhece e o Neto mostrou que está pronto para jogar sempre que for chamado", disse. Os elogios do treinador fazem sentido, já que Potyguar foi a referência na criação das jogadas a partir do meio-campo, enquanto Neto atuou com boa desenvoltura no desarme e, em alguns momentos, na saída para o ataque.

Flávio Lopes não gosta do empate e afirma que o Remo foi melhor

O técnico Flávio Lopes deixou claro que não gostou do empate sem gols no Re x Pa, ontem à tarde, no Mangueirão, pela quinta rodada da Taça Estado do Pará - o returno do Parazão 2012. O treinador remista disse que esperava um triunfo no seu primeiro clássico, principalmente pelo que o time mostrou na etapa inicial. Mas ele admitiu que o desgaste físico provocado pelo acúmulo de água no gramado foi um obstáculo para o Leão Azul.

"Acredito que (o empate) não foi bom para a gente, pelo volume de jogo do primeiro tempo, quando tomamos conta da partida e criamos as melhores chances de abrir o placar. Os jogadores sentiram mais o cansaço no segundo tempo, mas ainda assim tivemos o mesmo número de chances do Paysandu", avaliou o comandante.

"Não tenho a menor dúvida de dizer que nosso time foi o maior prejudicado pela chuva, pois todo mundo sabe que é impossível jogar com um gramado encharcado. Além do mais, o planejamento que havíamos traçado para este clássico era o de partir para cima no primeiro tempo e tentar fazer o resultado o mais cedo possível", disse.

Jogadores do papão aceitam o resultado

Os jogadores do Paysandu, com exceções, deixaram o gramado do Mangueirão, ontem, satisfeitos com o empate sem gols, diante do maior rival, o Remo. Para eles, o resultado acabou sendo justo pelo futebol apresentado pelos dois lados. "Acho que as duas equipes estão de parabéns por terem lutado para superar o estado do gramado. O empate, pelas chances que foram desperdiçadas, foi o resultado mais adequado", declarou o zagueiro Douglas Tesouro. Apontado como a principal peça do meio-campo alviazul no quesito desarme, o volante Neto mostrou-se contente com sua atuação e com o resultado.

"Pude mostrar que estou em condições de jogar seja que partida for", disse. "Procurei fazer a minha parte e acho que fui bem", prosseguiu. Sobre o resultado, o meio-campista comentou: "Pelo que fizeram os dois times, num gramado sem condições, principalmente no primeiro tempo, acho que o empate acabou sendo justo", salientou. O goleiro Paulo Rafael também gostou do empate. O arqueiro chegou a passar maus bocados quando Joãozinho, de cara para o gol, quase marcou, embora o atacante remista estivesse em impedimento, marcado pelo árbitro Dewson Freitas.

"Naquele momento procurei diminuir os espaços do Joãozinho e ele acabou perdendo o gol", contou. O meia Kariri admitiu que ficou devendo uma atuação melhor. "Realmente hoje não deu para fazer o mesmo que fiz em outros jogos", reconheceu. "O gramado, na situação em que estava, sobretudo no primeiro tempo, não permitia o toque de bola e o drible, que são o meu forte", observou.

Diego Barros: "Poderíamos ter saído com a vitória, mas faz parte"

O Remo criou boas oportunidades de gol, principalmente no primeiro tempo, mas apenas empatou com o Paysandu no clássico Re x Pa disputado ontem, no Mangueirão. E o 0 a 0, ao final, foi bastante lamentado pelos jogadores do Leão Azul, até pelo gol perdido por Joãozinho aos 38 minutos do segundo tempo em bela jogada do garoto Jayme.

Na saída de campo, o zagueiro Diego Barros disse que o Remo poderia ter vencido, mas considerou o empate justo pelo pouco que as duas equipes fizeram em um gramado impraticável, em virtude da chuva. "Poderíamos ter saído com a vitória, mas faz parte. Acredito que o empate foi até justo. Afinal, as duas equipes criaram praticamente a mesma quantidade de oportunidades", argumentou o defensor azulino. "Infelizmente, os dois times foram muito prejudicados pelo estado em que ficou o gramado por causa da chuva", complementou.

O meia-atacante Reis pensa o mesmo e manifestou-se de forma parecida. "O jogo estava muito difícil. A bola não corria e quase não chegava ao ataque", disse. 
 (Amazônia Jornal, Belém - PA, Brasil)

REMO e Paysandu ficam no empate sem gols

O vencedor poderia ter assegurado vaga nas semifinais

NESTE domingo, todas as atenções estavam voltadas para o maior clássico da região Norte, entre Remo e Paysandu, que aconteceu no Estádio Mangueirão, em Belém. Os times não sairam do empate, por 0 a 0, em partida válida pela quinta rodada da Taça Estado do Pará, o segundo turno do Campeonato Paraense.

A vitória no clássico poderia deixar o Leão do Norte a um passo da vaga nas semifinais.  Dependendo dos resultados da rodada, o Remo poderia abrir oito pontos para o quinto colocado, faltando três rodadas. Mas com 11 pontos, o Leão segue líder, porém, a diferença é de quatro pontos. 
 
O Papão, por sua vez, faz uma campanha de recuperação. Após passar as duas primeiras rodadas sem vitórias, vinha de dois jogos com vitórias e conseguiu entrar no G4. Atualmente, o Bicolor é o terceiro colocado, com oito pontos.

Mais do Clássico Rei da Amazônia

O Re-Pa ou Clássico Rei da Amazônia é o clássico mais vezes disputado no futebol brasileiro. Até hoje, Remo e Paysandu já se enfrentaram em incríveis 711 oportunidades. São 249 vitórias remistas, 241 empates e 221 vitórias bicolores. O Leão anotou 929 gols e sofreu 917. 

A maior invencibilidade na história é remista. De 31 de janeiro de 1993 a 7 de maio de 1997, o Leão ficou 33 clássicos sem perder para o rival. Foram 21 vitórias e 12 empates. A maior série invicta do Papão foi de apenas 13 jogos (seis vitórias e sete empates), em 1970. 

No entanto, nem só de estatísticas negativas vive o Paysandu. O time bicolor pode se gabar de ter a maior goleada da história do confronto. Aconteceu em 1945, quando aplicou 7 a 0 sobre o rival. Além disso, no primeiro turno deu Bicolor, por 2 a 0. 

Não bastasse estes números, o Papão detém a melhor estatística de todas: É o recordista de títulos estaduais. São 44 taças contra 42 do rival. E ainda conquistou os últimos dois títulos paraenses, antes do Independente levantar a taça em 2011. 

Confira a 5ª rodada da Taça Estado do Pará:
 
Sábado
Águia 3 x 0 Cametá
Independente 1 x 3 São Raimundo
Domingo
Remo 0 x 0 Paysandu
São Francisco 2 x 0 Tuna Luso

Confira a classificação!
 
 
(Agência Futebol Interior)

domingo, 25 de março de 2012

ÁGUIA e São Raimundo vencem na rodada do Re-Pa

A quinta rodada será marcada pelo duelo entra Remo e Paysandu, quem leva a melhor?

NESTE sábado, dois jogos abriram a quinta rodada do Campeonato Paraense. O Águia recebeu o Cametá e fez o deve de casa ao vencer o jogo por 3 a 0. Já o Independente, dentro de casa, perdeu para o São Raimundo, por 3 a 1.
 
Com a vitória, o Águia está na quinta colocação, com sete pontos. O Cametá, cokm a derrota, segue decepcionando e é apenas o sétimo, com quatro pontos conquistados até aqui. Clássico no domingo!
Neste domingo, todas as atenções estarão voltadas para o maior clássico da região Norte, entre Remo e Paysandu, que acontece a partir das 16 horas, no Estádio Mangueirão, em Belém.
A vitória no clássico pode deixar o Leão do Norte a um passo da vaga. Dependendo dos resultados da rodada, pode abrir oito pontos para o quinto colocado, faltando três rodadas. Hoje, o time azulino ocupa a liderança do returno, com dez pontos.
O Papão, por sua vez, faz uma campanha de recuperação. Após passar as duas primeiras rodadas sem vitórias, venceu os últimos dois jogos e conseguiu entrar no G4. Atualmente, o Bicolor é o quarto colocado, com sete pontos, e pode ficar em situação confortável se vencer novamente.

Mais do Clássico Rei da Amazônia

O Re-Pa ou Clássico Rei da Amazônia é o clássico mais vezes disputado no futebol brasileiro. Até hoje, Remo e Paysandu já se enfrentaram em incríveis 710 oportunidades. São 249 vitórias remistas, 240 empates e 221 vitórias bicolores. O Leão anotou 929 gols e sofreu 917.

A maior invencibilidade na história é remista. De 31 de janeiro de 1993 a 7 de maio de 1997, o Leão ficou 33 clássicos sem perder para o rival. Foram 21 vitórias e 12 empates. A maior série invicta do Papão foi de apenas 13 jogos (seis vitórias e sete empates), em 1970.

No entanto, nem só de estatísticas negativas vive o Paysandu. O time bicolor pode se gabar de ter a maior goleada da história do confronto. Aconteceu em 1945, quando aplicou 7 a 0 sobre o rival. Além disso, no primeiro turno deu Bicolor, por 2 a 0.

Não bastasse estes números, o Papão detém a melhor estatística de todas: É o recordista de títulos estaduais. São 44 taças contra 42 do rival. E ainda conquistou os últimos dois títulos paraenses, antes do Independente levantar a taça em 2011.

Confira a 5ª rodada da Taça Estado do Pará:
Sábado
Águia 3 x 0 Cametá
Independente 1 x 3 São Raimundo
Domingo
16h
Remo x Paysandu
18h30
São Francisco x Tuna Luso
Confira a classificação!
 
 
(Agência Futebol Interior)

CEARÁ vence Choque-Rei e diminui distância para o Fortaleza

O gol da vitória do Vovô foi somente aos 47 minutos do segundo tempo

O CEARÁ diminuiu a diferença para o Fortaleza no Campeonato Cearense. Na tarde deste domingo, o Vovô venceu o rival, por 1 a 0, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza, pela 18.ª rodada. O único gol do jogo foi assinalado por Erivélton, aos 47 minutos do segundo tempo. Assim, o Tricolor segue na primeira colocação, mas estacionou nos 41 pontos. Já o Ceará chega aos 39 pontos, ficando a somente dois pontos.
O Fortaleza, que até a rodada passada estava invicto, conheceu sua segunda derrota seguida. Antes, o Tricolor tinha perdido para o Horizonte, por 1 a 0. Por outro lado, o Vovô chega a sua quarta vitória consecutiva, confirma sua ascensão e fica mais próximo da vaga nas semifinais do Estadual. Assim, as quatro vagas na fase seguinte seguem indifinidas.

No jogo dos outros dois integrantes do G4, o Tiradentes venceu o Horizonte, por 2 a 1, fora de casa. Neílton marcou os dois do time vencedor, enquanto que Wanderley fez para os donos da casa. Assim, o Tiradentes chegou aos 31 pontos, na quarta colocação. O Horizonte, com 33 pontos, é o terceiro colocado, permanecendo na zona de classificação.
Outros que se aproximaram do G4 foram Crato e Guarani. O Crato venceu o Guarany, por 3 a 2, em casa, e agora é o quinto colocado, com 30 pontos. Já o Guarany permaneceu com 14 pontos, na décima colocação. Já o Guarani goleou o Crateús, por 4 a 1, fora de casa, e com 28 pontos é o sexto colocado. O Crateús, com 24, é o sétimo.

Confira os resultados e jogos da 18.ª rodada:
Sábado
Trairiense 2 x 1 Itapipoca
Icasa 0 x 0 Ferroviário
DomingoCrateús 1 x 4 Guarani
Crato 3 x 2 Guarany
Fortaleza 0 x 1 Ceará
Horizonte 1 x 2 Tiradentes
Confira a classificação!
 
 
(Agência Futebol Interior)

No Pará, Paysandu é o rei do século XXI

Bicolor tem dez títulos conquistados contra apenas cinco do Remo. vantagem também aparece no saldo de gols.


Ferreira da Costa
Do Amazônia Jornal

O PAISSANDU saiu na liderança e conquistou um "título" invejável em cima do rival, Remo, em campeonatos que contaram com a participação de ambos: é o time mais vitorioso do século XXI, com 10 títulos ganhos. O Papão conquistou 6 Campeonatos Paraenses (2001, 2002, 2003, 2005, 2006, 2009 e 2010), o Campeonato Brasileiro da Série B de 2001, que teve a participação do Clube do Remo, a II Copa Mais TV (fevereiro de 2001), a Copa Regional do Norte, em 2002, que também contou com o Leão, além do título do Torneio Internacional dos 90 Anos da Federação de Futebol do Suriname, em janeiro de 2011.

O Clube do Remo conquistou os títulos do Parazão de 2003, 2004, 2007 e 2008, além do Torneio Ama Belém, promoção da prefeitura, que teve a participação do bicolor, em dezembro de 2007.

Dessa maneira, no confronto direto entre os dois gigantes paraenses, no século XXI, o Paysandu leva vantagem até aqui, somando 10 títulos contra 5 do Clube do Remo.

A Série C de 2005, na qual o Remo foi vitorioso, não conta para essa estatística específica, pois não teve a participação do Paysandu. Do mesmo modo, a Copa dos Campeões do Brasil, de 2002, na qual o Papão foi o vencedor também não entra não entra nos cálculos, pois o Remo não tomou parte.

Duelos: Quarenta e seis jogos já foram disputados no século XXI entre Remo e Paysandu, computados amistosos e partidas oficiais, e o que se nota é um certo equilíbrio entre os rivais, tanto em termos de vitória quanto no saldo de gols assinalados no confronto direto. O Remo leva ligeira vantagem sobre o Papão em número de vitórias: foram 13 partidas vencidas pelo Leão e apenas 11 pelo Paysandu. O empate prevaleceu nesses 46 jogos e somaram 22. Foram assinalados 110 gols nessas 46 partidas, com uma média de 2,39 gols por jogo. O ataque do Paysandu foi mais produtivo, pois se venceu só 11 jogos - contra 13 dos azulinos - foi quem mais balançou as redes do adversário, com 56 gols, contra 54 gols do Leão Azul. Uma pequena diferença de 2 gols.

Tabus: As torcidas do Leão e do Papão adoram tabus, para gozar com a cara do adversário. Nesse período, iniciado em janeiro de 2001, aconteceram alguns "tabuzinhos". No início da temporada de 2001, o Paysandu sob a batuta do treinador Givanildo Oliveira, armou uma boa equipe no Paysandu e ficou 9 jogos sem perder para o Remo, incluindo-se aí duas goleadas de 4 a 0. O Leão reagiu e ficou 8 jogos sem perder para o Paysandu. Depois, o Remo estabeleceu uma nova série invicta, ficando 9 jogos sem perder para o rival.

Balão ficou com o posto de maior goleador, com 7 tentos marcados

Balão foi quem mais assinalou gols nesse espaço de quase 12 anos. O atacante marcou 4 gols vestindo a camisa do Remo, transferiu-se para o Paysandu e marcou mais 3 gols, totalizando 7 gols. Moisés, do Paysandu marcou 6 gols contra o Remo, na temporada de 2010. Foi negociado pelo Paysandu e não reeditou mais a sua fama de goleador em outras praças.


Confira os goleadores do Remo: Balão (4), Marlon (4), Marciano (3), Lenílson (3), Landu (3). Marcaram 2 gols, cada: Chicão, Gian, Maico Gaúcho, Alex Oliveira, Beto, Levy, Heliton, Landu. Marcaram 1 gol: Souza, Marcelo Soares, Ivo, Negretti, Carlos Walber, Rodrigo, Odair, Geraldo, André Barata, Izaías, Hélcio, Maurício, Garrinchinha, Leo Guerreiro, Ramon, Helinho, Samir, Fabrício, Velber, San, Marcelo Maciel, Rodrigo Dantas, Thiaguinho.

Veja os goleadores do Paysandu: Moisés (6), Albertinho (5), Robson (5), Zé Augusto (4), Gino (4), Jobson (3), Balão (3), Didi (2), Samuel (2), Trindade (2), Vandick (2). Anotaram 1 gol, cada: André Duarte, Marcos, Renatinho, Rodriguinho, Bernardo, Reinaldo, Zeziel, Cametá, Paulinho, Aldrovani, Samuel Lopes, Rafael Oliveira, Sandro, Vânderson, Fabrício, Bruno Rangel, Leandrinho, Heliton.


O treinador mais vitorioso nesse período foi Givanildo Oliveira, com 5 títulos conquistados, pelo Paysandu. O atleta mais laureado foi Zé Augusto (Paysandu), com 10 títulos.


PAYSANDU

Times Vencedores

01 - II Copa Mais TV - 2001 - Júlio César; Valentim (Gavião), Gino, Sérgio, Marquinhos; Sandro (Vânderson), Rogerinho (Luisinho), Trindade, Lecheva; Zé Augusto (Mauricio), Albertinho (Samuel). Técnicno: Givanildo Oliveira.

02 - Parazão 2001 - Júlio César; Gavião, Gino, Sérgio, André Duarte; Rogerinho, Sandro, Lecheva, Trindade (Vânderson); Albertinho (Vandick), Zé Augusto. Técnico: Givanildo Oliveira.

03 - Campeonato Brasileiro B - Júlio César; Valentim, Gino, Sérgio, Gavião; Sandro, Rogerinho, Lecheva (Vânderson), Jobson (Magnum); Albertinho, Vandick (Zé Augusto). Técnico: Givanildo Oliveira.

04 - Copa Regional do Norte - 2002 - Marcão; Marcos, Gino, Sérgio, Luis Fernando; Vânderson, Sandro, Waldomiro (Rogerinho), Jobson (Lecheva); Zé Augusto, Vandick (Velber). Técnico: Givanildo Oliveira.

05 - Parazão 2002 - Róbson; Marcos, Márcio, Sérgio, Luis Fernando; Vânderson, Rogerinho, Vélber, Trindade (Magnum); Albertinho (Zé Augusto), Waldomiro. Técnico: Givanildo Oliveira.

06 - Parazão 2005 - Ronaldo; Luis Paulo, Tanajura, Alex Pinho, renatinho; Vânderson, Sandro, Rodrigo (Donizete Amorim), Rodriguinho; Balão, Robson (Zé Augusto). Técnico: Sinomar Naves.

07 - Parazão 2006 - Ronaldo; Hugo, Marcelo Heleno (Júnior), Sílvio, Carlos Alberto; San, Augusto Maranhense (Jobson), Marcinho, Rogerinho (Alexandre Pinho); Balão (Zé Augusto), Robson. Técnico: Samuel Cândido.

08 - Parazão 2009 - Rafael Córdova; Alex Sandro (Reinaldo), Roni, Luciano, Aldivam; Dadá, Mael, Rossini, Zeziel; Zé Carlos (Zé Augusto), Velber (Balão). Técnico: Édson Gaúcho.

09 - Parazão 2010 - Alexandre Fávaro; Flávio Medina, Paulão, Leandro Camilo, Edinaldo (Zeziel); Tácio, Sandro, Fabrício (Alexandre), Thiago Potiguar; Bruno Rangel (Didi), Moisés (Zé Augusto). Técnico: Charles Guerreiro.

10 - Torneio Internacional de Paramaribo - Nei; Cláudio Allax (Sidny), Ari, Cristiano Laranjeira, Brayan (Adson); Billy (Vaninho), Alexandre Carioca, Alisson, Marquinhos (Heliton); Thiago Potiguar (Zé Augusto), Rafael Oliveira. Técnico: Sérgio Cosme.



CLUBE DO REMO

Times Vencedores 

01 - Parazão 2003 - Ivair; Moisés, Irituia, Augusto, Ferreti; Romeu, Chicão, Rodrigo, Helinho (André Barata); Ivan (Valderi), Gian. Técnico: Júlio César Leal.

02 - Parazão 2004 - Gilberto; Valdemir, Irituia, Sérgio, Rômulo; Fernando César (Jaílson), Márcio Belém, Gilmar (Rodrigo), Gian; Júnior Ferrim (Wiulson), Júnior Amorim. Técnico: Agnaldo de Jesus.

03 - Torneio Ama Belém 2007 - Weverton; Cicinho, Anelka, Da Silva, Robson; Mauricio Oliveira, Marlon, Levy (Rodrigo), Toninho (Diego); André Barata (Garrinchinha), Felipe Mamão. Técnico: Ronaldo Bagé.

04 - Parazão 2007 - Adriano; Lucas, Xavier, André Astorga, G. Silva (Julinho); Beto, Jobson, Alexandre, Élvis; Beá (Magrão), Landu (Luis Gustavo). Técnico: Samuel Cândido.

05 - Parazão 2008 - Adriano; Levy, Diego Barros, Da Silva, Marlon; Diego Maciel (Mauricio Oliveira), Ratinho, Ewerton, Lenílson; Maurício (Leo Guerreiro), Marcelo Maciel (Garrinchinha). Técnico: Artur Oliveira.

Título "invejável". Como é tendencioso esse jornalista, que nada falou sobre os 100% do título remista em 2004.



sábado, 24 de março de 2012

FUTEBOL não é mesmo para troglodita


DANA Withe, presidente da sigla UFC, aquela que trata do Vale Tudo que agora tem nome mais pomposo e que uma grande rede de TV quer transformar a todo custo em esporte neste país, criticou o futebol porque segundo ele não exige nenhum talento para ser praticado.

Duvido que Dana (foto) com seus pés paquidérmicos consiga dar o efeito que os grandes jogadores dão a bola.

Há esportes bem mais nobres nesse ramo: boxe, judô, taekwondo, a leveza da nossa capoeira e o jiu-jítsu.

Dana elogiou o hóquei, que ele também não gosta muito, e desancou o pau no futebol.

“Não sou grande fã de hóquei, mas eu respeito o talento que você precisa ter para jogar. Mas futebol? É outra coisa. Não suporto futebol. É o esporte que requer menos talento no planeta Terra”, disse Dana.

“Existe uma razão para crianças de três anos conseguirem jogar futebol. Como se joga um esporte em que a rede é daquele tamanho e os placares são 3 x 1, estão de brincadeira? Sabe quanto talento é necessário para acertar três vezes dentro daquela rede enorme?”  aduziu o grandalhão.

É verdade, Dana. É um esporte que qualquer criança pode praticar embora eu não conheça nenhum atleta de futebol com apenas três anos de idade.

Mas conheço muitas crianças mal-criadas que já praticam o Vale Tudo. Daqui a pouco vão dizer que trote escolar também tem que ser reconhecido como esporte. Falta pouco.

É só aparecer na novela e acharem que dá audiência.
Brigar qualquer criança briga, quero ver bater uma falta, dar um drible, fazer uma tabelinha ou uma grande defesa.

Realmente é necessário muito talento para ficar se agarrando, fazendo cara feia quase lábio com lábio com outro, puxando orelha, dando chutes e murros no adversário.


Veja a foto abaixo.




Quanto talento, não?
Sangue é o que não falta.
Será que fazem teste de aids antes das brigas.
Vá se danar, Dana.
Futebol não é mesmo para troglodita. (Blog do Quartarollo)

PALPITES de Miltão Neves para este final de semana


Corinthians 1 x 4 Palmeiras. O Timão sempre marca um gol por jogo. Mas o Verdão costuma fazer mais, ainda mais na fase maravilhosa de Barcos e Marcos Assunção. 

Santos 2 x 1 Bragantino. Não vai ser um jogo fácil, mas o Peixe ganha mais uma no Paulistão. 

Mirassol 1 x 1 São Paulo. O Tricolor não vai conseguir ganhar do Mirassol. Empate na “bacia das almas”… 

Portuguesa 2 x 0 Comercial. Tadinho do Bafo… Tá difícil mesmo… A Lusa ganha no Canindé, que viu grandes craques rubro-verdes, como o saudoso Enéas.

Ponte Preta 3 x 3 Guarani. Jogão pra ficar na história! Empate maiúsculo!!! 

Botafogo-RJ 2 x 0 Duque de Caxias. Depois de penar para avançar na Copa do Brasil, o Fogão passa sem sobressaltos pelo Duque… 

Bonsucesso 2 x 2 Fluminense. Podem anotar: o Flu faz 2 a 0 e, como 2 a 0 não é placar… leva o empate… 

Volta Redonda 3 x 2 Flamengo. Que dificuldade hein, Mengão? E o Voltaço fatura, de virada!!! 

Vasco 2 x 3 Resende. Ao contrário do Rubro-Negro, o Vasco leva 3 a 2… 

Internacional 1 x 1 São José-RS. O Colorado volta a “respirar” depois do pouco oxigênio de La Paz, quando empatou pela Libertadores. Outro empate, também por 1 a 1… 

Cruzeiro-RS 2 x 1 Grêmio. O Cruzeiro forte, este do sul, ganha do Imortal, que sofre dois gols. Falando em sofrer gols, lembram do goleirão uruguaio Corbo?  


Bahia 4 x 0 Itabuna. Goleada do meu Bora Bahêa Minha Porreta!!! Plenamente recurado da zebra no último Ba-Vi… 

Bahia de Feira 1 x 1 Vitória. Castigo para o Vitória, que ganhou do meu Bahia na semana passada… 

Joinville 6 x 1 Metropolitano-SC. O JEC vai golear fácil. O Metropolitano só faz um golzinho de honra… 

Santa Cruz 8 x 0 Araripina. Pensei em um placar mais “elástico”, mas vou ser modesto dessa vez… 

Náutico 1 x 4 Sport. E o Sport também vai golear nessa rodada, pra azar do Timbu… 

Arapongas 2 x 5 Coritiba. Em uma rodada repleta de goleadas, o Coxa faz a sua parte também!!! 

Atlético-PR 3 x 2 Cianorte. E olhem só!!! Pra quem diz que eu não aposto no Furacão!!! 

Atlético-MG 5 x 1 Democrata. Meu Galo passa com tudo pelo Democrata. 

Cruzeiro 1 x 1 América-MG. O favorito é o América, mas o Cruzeiro vai conseguir este heróico empate… 
(blog do Milton Neves)

sexta-feira, 23 de março de 2012

CBF definiu datas da segunda fase da Copa do Brasil

Confira as datas e confrontos da 2ª fase:

04abr. - Quarta-feira

Ipatinga x Grêmio
ASA x Coritiba
Juventude x Portuguesa
América-MG x Goiás
Horizonte-CE x Palmeiras
Paysandu x Sport
Guarani x Botafogo

05abr. - Quinta-feira
Criciúma x Atlético-PR
Atlético-GO x Ponte Preta

11abr.- Quarta-feira
Penarol-AM x Atlético-MG
ABC x Vitória
Ceará x Paraná
Chapecoense x Cruzeiro
Remo x Bahia
Bahia de Feira x São Paulo

12abr. - Quinta-feira
F
ortaleza x Náutico

quinta-feira, 22 de março de 2012

ENTREVISTA com Edil, ex-artilheiro de Remo e Paissandu


Edil Highlander, o “Rei do Clássico Re-Pa
O folclórico atacante Edil Highlander, se considera o “Rei dos clássicos Re-Pa” (Foto: Mário Quadros)




No próximo domingo (25) o Mangueirão vai receber mais um clássico Re-Pa. O jogo é o segundo entre as duas equipes este ano e valerá pela quinta rodada do segundo turno do Campeonato Paraense 2012. Para alimentar a rivalidade entre Remo e Paysandu, o DOL entrevistou o ex-atacante Edil, o Highlander, jogador que foi artilheiro e ganhou vários títulos por Leão e Papão. Acompanhe a entrevista abaixo:

Edil, o que o Re-Pa significa para você?

Edil: O clássico Re-Pa é o jogo que todo atleta profissional quer jogar. Mesmo que não esteja decidindo o título, sempre é a partida do campeonato, pois envolve todo o Estado do Pará, mexe com as paixões de milhares de torcedores.
Eu já joguei vários clássicos quando vesti a camisa do Vasco, todos com o Maracanã lotado, e nenhum se compara ao clássico da Amazônia.

Qual o favorito para o jogo deste domingo?
Os dois times estão nivelados atualmente, por isso acho que não tem favorito. Na verdade nunca teve favorito em Re-Pa, o que impera é a superação. Já vi várias vezes acontecer do time que estava melhor no momento ser derrotado. O clássico se define nos detalhes, quem errar menos, ganha.

Você torce para Remo ou Paysandu?
Eu torço para os dois clubes. Sempre fico satisfeito quando os dois ganham. Tenho vários títulos pelas duas equipes e por isso conquistei o carinho e o respeito das duas torcidas. Não tenho como puxar mais para um lado.

Quais foram os gols inesquecíveis que você já marcou em um Re-Pa?
Fiz vários gols inesquecíveis e importantes em Re-Pa, mas tiveram alguns que mais me marcaram. Pelo Paysandu, o gol do título do segundo turno do Campeonato Paraense de 1992, em cima do Remo. Depois daquele jogo nós fomos com tudo para conquistar o título e tiramos o que seria o tetracampeonato azulino. Pelo Remo, o gol que eu nunca vou esquecer foi naquele Re-Pa em 1998, quando estávamos com dois jogadores a menos e perdíamos para o Paysandu por 1 a 0. Fiz o gol aos 35 minutos do segundo tempo. Ali estava em jogo a manutenção do tabu dos 33 jogos. Nós conseguimos virar para 3 a 1, e eu fiz o terceiro gol. Foi um jogo de superação da nossa equipe.

Quais foram as tuas principais duplas nos ataques de Remo e Paysandu?
No Remo, foram o Ageu e o Luís Carlos Apeú. Com os dois eu fiz muitos gols e ajudei a manter o tabu de 33 jogos. No Paysandu, me ajudaram muito o Zé Augusto e o Tico, com quem atuei na minha última passagem pelo Papão.

Aceitarias jogar um Re-Pa de despedida?
Claro, eu aceitaria e tenho até pensado nisso. Estou realizando várias partida pelo interior com o time “Os amigos do Edil Highlander F.C” com o interesse de fazer o meu milésimo gol. Estão jogando neste time vários ídolos do futebol paraense, como o Ageu, Bebeto, Cléber, Cléberton, Ney Sorvetão e outros. Inclusive o nosso próximo jogo será no domingo de manhã, em Castanhal.

Tens alguma mágoa com Remo e Paysandu?
Na verdade eu tenho uma lamentação. Fico incomodado com a situação em que estão vivendo vários amigos meus, ex-jogadores de futebol. Eles passam por uma situação financeira muito ruim. As diretorias de Remo e Paysandu nunca valorizaram como deveriam os jogadores da “terra”, e foram esses atletas que resolveram na maioria das vezes. Temos várias pessoas que poderiam estar trabalhando nas divisões de base das duas equipes, mas que não recebem nenhum tipo de proposta ou incentivo. As antigas e atuais diretorias da dupla Re-Pa e a direção da Federação Paraense de Futebol têm responsabilidades com a atual situação dos nossos ex-atletas.

O que achas dos garotos que estão aparecendo nos times principais de Paysandu e Remo?

Esses meninos têm um grande potencial. Se eles forem colocados ao lado de jogadores experientes, que os ensinem as “manhas” do futebol, eles têm tudo para se tornarem grandes jogadores.

Mas é preciso ter cuidado para não “queimar” a garotada. O Paysandu quis colocar todos os garotos no time principal, isso não é bom! É preciso mesclar com jogadores experientes, que sejam contratados de fora. Mas essas aquisições têm que ser feitas com consciência e não como os dirigentes sempre fizeram, contratando um monte de gente que vem para cá e não resolve nada.

O que você acha do trabalho nas divisões de base?
Infelizmente as diretorias de Remo e Paysandu não valorizam como deveriam as divisões de base. Esses garotos não têm centro de treinamento, na verdade não possuem a mínima estrutura para se construírem como grandes jogadores. Esses garotos só despontaram porque têm muito talento. (Felipe Melo/DOL)

POTENCIAL de Consumo das Torcidas Brasileiras

Conspirações e que tais

ÀS VEZES é divertido soltar umas teorias com incríveis e elaboradas conspirações contra isso, a favor daquilo. Damos asas à imaginação e nos divertimos, geralmente com um pastelzinho e um refrigerante ou suco ou outra bebida de cunho social. Acontece, porém, e cada vez mais, que a brincadeira toma conta de toda conversa e ganha tons raivosos, assumindo ares de verdades absolutas, abrindo caminho para manifestações cada vez mais radicais e mais distanciadas dos fatos, da realidade.

Ninguém está aqui para conspirar a favor do Corinthians e contra o Flamengo, ou a favor do Flamengo e contra o Corinthians. Menos ainda a favor ou contra o Vasco da Gama ou quaisquer outros clubes.

Pesquisas reproduzem a realidade. Sim, não são perfeitas, obviamente, por isso mesmo há margens de erro, mas retratam a realidade de forma boa o bastante para que decisões as mais diferentes sejam tomadas.

Pesquisas com base em amostras da população, são usadas em todo o mundo embasando as mais diferentes decisões, desde alocação de verbas governamentais (isso ocorre no Brasil a partir de trabalhos do IBGE) até sobre quanto pagar para uma empresa ver seu nome estampado numa camisa de um time de futebol.

Porque a nossa percepção da realidade é sempre muito limitada e subjetiva, e porque ela, a realidade, é imensa, sofisticada e diversificada demais, somente com ferramentas como essas podemos ter uma visão relativamente mais ordenada da mesma, permitindo-nos decisões mais corretas ou menos incorretas, em todos os níveis e campos.

Vamos, então, ao post, que é a parte final desse trabalho cujo objetivo foi dar uma visão do potencial de consumo das torcidas de futebol do Brasil.

Potencial de Consumo das Torcidas Brasileiras – Parte IV – Final

O Potencial de Consumo

Em sua apresentação dessa parte final, a Pluri Consultoria destaca que o potencial de consumo depende de três fatores principais:

1) Da renda do torcedor;
2) Da disposição para consumir;
3) Da oportunidade de consumo.

Tendo a renda estimada, como vimos no post anterior (lembrando que ela foi estabelecida a partir dos dados de renda individual do IBGE), é preciso definir quanto desta renda o torcedor está disposto a destinar a produtos e serviços direta ou indiretamente relacionados ao seu clube. Aqui, mais uma vez, contamos com a providencial ajuda do IBGE, que em suas pesquisas mensura o quanto da renda do brasileiro se destina a cada grupo de gastos (segmentado por região), permitindo melhor qualificar o percentual da renda dos torcedores que se destina ao consumo de produtos e serviços relacionados aos clubes de futebol. Outra variável fundamental, como já foi dito nesse trabalho e de acordo com a metodologia empregada, é a localização geográfica do torcedor, que tem a ver diretamente com a oportunidade de consumo. Portanto, quanto mais próximo do clube estiver o torcedor, em sua função consumidor, maior será a sua disposição ao consumo.

Outro ponto importante a ser destacado é que este potencial de consumo está disponível não apenas para os clubes (na verdade eles ficam com a menor parte), mas para todos os envolvidos no universo relacionado, como empresas patrocinadoras, fornecedores de material esportivo, varejo esportivo ligado a clubes, empresas fabricantes de produtos licenciados, empresas de mídia envolvidas em transmissões esportivas, etc.


Como podemos ver na tabela acima, o Potencial de Consumo total dos clubes brasileiros, chega hoje a 1,5 bilhão de reais por mês, o que representa cerca de 1,2% da renda dos torcedores.

Graças ao seu mix de distribuição geográfica e tamanho, o Corinthians é o clube que lidera esse item, com um potencial estimado em 450 milhões de reais mensais, valor bem acima do segundo e terceiro colocados, praticamente empatados: São Paulo e Flamengo, com 289 e 288 milhões, respectivamente.

Os 14 maiores potenciais são de clubes do Sul e Sudeste. Bahia e Sport, praticamente empatados, lideram a relação dos demais clubes, com 21 milhões de reais mensais.


Vimos na primeira tabela que Flamengo e Vasco, com 49% e 45% respectivamente, são os dois clubes com a maior parcela de potencial de consumo oriunda de outros estados que não o de origem. Nenhum outro clube atinge sequer a marca de 30% nesse ponto.

Observação do OCE: o que hoje é limão, amanhã pode ser limonada. Há uma clara tendência de maior crescimento da economia e renda da população nos estados com economias menos desenvolvidas, fator que, a médio e longo prazo, será benéfico para pôr o potencial de consumo desses dois clubes em um outro patamar.

Nessa última tabela, com a renda per capita dos torcedores, podemos ver o peso que a distribuição geográfica das torcidas representa para o potencial de consumo. O potencial de consumo do torcedor vascaíno no estado do Rio de Janeiro que é de 24 reais mensais, cai para pouco mais da metade quando somado ao potencial de consumo dos torcedores dos demais estados.

Indo para o oposto, clubes como Avaí e Figueirense, sem torcedores fora de seu estado de origem, que apresenta excelente relação PIB/população, mantém seu potencial de consumo no máximo, o que faz desses dois os clubes com maior potencial de consumo por torcedor do Brasil.

Índice de Propensão ao Consumo do Torcedor – IPCT

Para levar a cabo esse trabalho de acordo, a Pluri criou esse índice, que vem a ser a combinação de fatores geográficos e sócio-econômicos. Os fatores geográficos são a localização do torcedor e sua distância em relação à sede do clube. Para os analistas da empresa, quanto mais próximo estiver da sede, maior será a propensão do torcedor a comprar produtos ligados ao clube. Os fatores sócio-econômicos são, principalmente, sexo, idade e renda do torcedor, individualmente.

Vemos um fator interessante: sete dos oito melhores colocados têm o grosso de suas torcidas em cidades com alto nível de desenvolvimento, excelentes IDH e economias de peso mais que respeitável: Florianópolis, Curitiba e Campinas.

Nesse quesito, o Flamengo acaba por ser o clube mais prejudicado em função de três fatores que se somam: grande percentual da torcida fora do estado de origem, grande peso de torcedores de estados com economias de menor porte e parte de seus torcedores com perfil sócio-econômico de baixa renda (classes C, D e E – ver posts do Olhar Crônico Esportivo na categoria Pesquisas – Tamanho de Torcidas). O fato de ter a maior torcida do Brasil ameniza o peso desse índice, naturalmente.

Palmeiras e Vasco apresentam excelentes perfis sócio-econômicos, mas a forte influência da parte da torcida localizada em outros estados afeta o resultado final dos dois clubes.
Considerando a região Nordeste, o Vitória apresenta a torcida com o melhor perfil sócio-econômico, ao passo que Santa Cruz, Fortaleza e Ceará apresentam os mais baixos perfis nessa categoria.

Informações e análises como essas que vimos nesses quatro posts, são usadas há bastante tempo pelas empresas com interesse no futebol e também pelos clubes com departamentos de marketing atentos à realidade e com visão de futuro.

A Pluri inovou em alguns pontos e em outros colocou à disposição do mercado mais uma fonte de informações. É importante termos em mente que decisões de mercado são sempre tomadas com base no maior número de informações possível. Ou seja, nenhum trabalho por si só representará toda a “verdade”, seja do mercado, seja do perfil de uma torcida, seja do valor de uma camisa como veículo, ou mídia, para uma marca.

O futebol brasileiro se profissionaliza e cresce como oportunidade de negócios para as empresas. O crescimento do volume e diversidade de informações a seu respeito, assim como a aparição de novas empresas ligadas à produção dessas informações, são frutos diretos das transformações por que passa o futebol brasileiro fora dos gramados.

A intenção desse Olhar Crônico Esportivo, desde seu início, foi e continua sendo, manter o leitor, o torcedor, não só atualizado, mas também capacitado, dentro de nossas limitações, a compreender essa realidade em transformação. (Emerson Gonçalves em Olhar Crônico Esportivo) 

COM moderação

(blog do Juca Kfouri)


terça-feira, 20 de março de 2012

AS MAIORES torcidas distribuídas pelos diversos estados da federação

VAMOS ver como se distribuem pelo Brasil as grandes torcidas do futebol. Na tabela a seguir, veremos o tamanho de cada torcida dentro de seu próprio estado em relação ao seu tamanho total.







A princípio, o primeiro e maior mercado de cada clube é o seu próprio estado, pensando tanto no potencial de venda de produtos ligados ao esporte, como no potencial mercadológico para um patrocinador. Alguns clubes, entretanto, apresentam dimensão nacional e podem valer-se disso com ótimos resultados.

Considerando os clubes em seus próprios estados, encontramos o Corinthians na frente, seguido por São Paulo, Flamengo e Cruzeiro, este um pouco à frente do Cruzeiro. A liderança paulista é de fácil compreensão, pois o estado de São Paulo tem cerca de 41 milhões de habitantes, representando 21% da população brasileira. Para se ter uma boa dimensão do significado desse número, a torcida do Corinthians no estado é praticamente do mesmo tamanho que toda a população do estado do Rio de Janeiro.

A situação muda de figura quando consideramos os totais fora do estado de origem. Nesse caso, a liderança do Flamengo é absoluta, seguido à distância por Corinthians (com a metade, aproximadamente, do número de rubronegros), São Paulo e Palmeiras.

Dez clubes tem mais de 20% fora de seus estados de origem: os quatro grandes de São Paulo e Rio de Janeiro e os dois grandes gaúchos. Para a Pluri Consultoria esses números já evidenciam uma presença nacional, mas eu, pessoalmente, acredito que Grêmio e Internacional ainda não têm essa dimensão pelo fato de seus torcedores fora do Rio Grande estarem concentrados em poucos bolsões. Mas é o caminho a ser trilhado, sem dúvida.

Dois clubes, Flamengo e Vasco da Gama, se destacam pela participação dos torcedores de outros estados, com 74% e 71%, respectivamente. Esses dois e mais o Palmeiras, são os três clubes com mais da metade de seus torcedores vivendo em outras unidades da federação.

Embora o Rio de Janeiro tenha uma população grande, com 16 milhões de habitantes, o fato de ter quatro grandes clubes dilui bastante o peso local, ao contrário dos grandes gaúchos e mineiros, que têm torcidas de peso em seus próprios estados graças à divisão por apenas dois clubes, basicamente.

As torcidas nos 10 estados mais ricos
Essa é uma consideração importante para os dias de hoje, considerando, principalmente, os patrocínios de camisa: a distribuição das torcidas dos grandes clubes pelos 10 estados mais ricos do Brasil.
São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Distrito Federal, Santa Catarina, Goiás e Pernambuco concentram nada menos que 83% do PIB brasileiro.


Essa realidade ajuda a entender o porquê das receitas de mercado do Corinthians e do próprio São Paulo. E torna ainda mais incompreensível os percalços que o Flamengo enfrenta com certa regularidade para obter bons patrocínios. Nada menos que 80% da torcida corintiana está concentrada nesses dez estados, contra 75% da torcida são-paulina e 56% da torcida rubronegra.

Num ranking exclusivo dessas dez unidades da federação, algumas torcidas sobem: Corinthians, Grêmio, Cruzeiro, Internacional, Bahia e Sport. Algumas caem: Flamengo, Vasco, Botafogo, Ceará e Fortaleza. Entre os maiores, São Paulo e Palmeiras mantêm as mesmas posições.


Pelos números da pesquisa Pluri, 79% dos brasileiros torcem por um time de futebol. O estado que apresenta o maior percentual de torcedores é o Rio Grande do Sul – 90% – e depois o Rio de Janeiro e Santa Catarina. Chama a atenção nessa relação o elevadíssimo percentual de paranaenses que não torcem por nenhum clube: 33%.



Como vimos na tabela acima, o Rio Grande do Sul lidera com boa margem na preferência dos torcedores por times do próprio estado. Nada menos que 97,2% dos gaúchos que gostam de futebol torcem por um time do próprio estado.

A média nacional para esse ponto é de 55,6% dos torcedores preferindo os times do estado, contra 44,4% que preferem times de outros estados. Logo depois dos gaúchos vêm os cariocas, com 96%, e os paulistas, com 94,8% de preferência por clubes do estado. Os outros dois estados cujas torcidas preferem os times locais são Minas Gerais, com 63,4%, e Pernambuco, com 60,4% dos torcedores dando preferência às equipes locais.

O estado do Paraná apresenta outro destaque nesse ponto: de cada 3 torcedores paranaenses, 1 torce por times do estado e 2 por times de outros estados.

Esses dados, na avaliação da Pluri e também na minha, são uma comprovação da concentração de torcidas no Brasil. É um processo em andamento, sem dúvida, mas que é acompanhado, também, pelo crescimento de algumas equipes locais. Por enquanto é uma tendência, ainda não dá para bater o martelo e decretar como uma realidade pronta e acabada.

Com esses dados apresentados, fica pronto o caminho para o próximo passo, que será a apresentação dos clubes de acordo com o potencial de consumo de cada torcida. (blog Olhar Crônico Esportivo)

BLOGUEIRO Rodolfo Brito divulga as médias de público da Copa do Brasil





(blog R. Brito)

segunda-feira, 19 de março de 2012

O MELHOR início do Galo desde 1976 embala a campanha do Mineiro

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Galo 1976 - Dionísio, Ortiz, Getúlio, Modesto,
Cerezo e Vantuir (em pé); Marinho, Danival, Reinaldo,
Paulo Isidoro e Marcelo (agachados)

NÃO HÁ comparação entre o histórico time do Atlético,  campeão mineiro invicto em 1976, e o atual.

Aquele entrou na história por levantar a taça sem derrotas, por dar a primeira taça a jogadores como Reinaldo, Danival, Paulo Isidoro, Toninho Cerezo, Marcelo...
Mais, por encerrar uma sequência de quatro títulos seguidos do Cruzeiro que, somados à taça mineira de 1971 do América, deixava o Galo há seis anos sem erguer um troféu.

Mas o time atual...
É o primeiro do Galo a ter números que lembram os daquela equipe. Em 1976, o Atlético iniciou o Campeonato Mineiro com 17 vitórias consecutivas.

Nunca mais se aproximou daquilo.

As sete vitórias consecutivas do Galo de Cuca, em 2012, somadas à estreia na Copa do Brasil fazem do início de ano atleticano o melhor em 36 anos.

Se não serve ainda para comemorar, serve para lembrar, pelo menos. E para dar esperança.

Abaixo, a sequência histórica de 1976:
Democrata-GV 1 x 5 Atlético
Atlético 5 x 0 Nacional
Tupy 0 x 3 Atlético
Atlético 6 x 1 Sete de Setembro
Atlético 3 x 1 Valério
Villa Nova 0 x 2 Atlético
Guarani 0 x 5 Atlético
Atlético 5 x 0 ESAB
Atlético 4 x 0 Sport Juiz de Fora
Atlético 4 x 0 América
Atlético 2 x 1 Cruzeiro
Atlético 8 x 0 Nacional
Guaxupé 0 x 3 Atlético
Atlético 3 x 1 América
Atlético 2 x 0 ESAB
Uberlândia 0 x 1 Atlético
Caldense 1 x 2 Atlético

(blog do PVC)

GORDUCHINHA em 2014



AGORA que Ricardo Teixeira está longe, o blog pode se associar à campanha para dar à bola da Copa do Mundo de 2014 o nome de Gorduchinha, celebrizado por Osmar Santos.

Com Teixeira no poder, a adesão teria efeito contrário, razão do silêncio. Mas agora não.

Além de Gorduchinha ser um nome simpático, prestará a devida homenagem a quem, além de ser marco divisório na história do rádio esportivo brasileiro, conduziu comícios  até com mais de um milhão de pessoas na memorável campanha das “Diretas Já!”. (blog do Juca Kfouri)

OS HOMÔNIMOS no futebol brasileiro

O POST que abrirá a semana do blog rbrito envolverá 63 clubes dos mais diversos Campeonatos Estaduais. Vamos falar dos clubes homônimos da primeira divisão. Todos estes clubes estão separados em 22 "divisões". O recordista de nomes copiados é o Atlético, com oito aparições.

Atlético-MG e Atlético-PR, campeões do Brasileirão, são os mais conhecidos. O Atlético-GO também está famoso e fez uma ótima temporada na Série A 2011. Mas há outro clubes em atividade com a mesma denominação. O Atlético Acreano, por exemplo, está invicto em seu Estadual e soma quatro pontos.

Outro bem posicionado é o Atlético de Alagoinhas. O time está a dois pontos do G4 no Campeonato Baiano. Há ainda o Atlético Ceilandense no Distrito Federal, o Atlético Ibirama em Santa Catarina e o Atlético Campoverdense do Mato Grosso. Se a denominação dos Atléticos não há diferenças, outros clubes apresentam pequenas "anomalias".

Diferenças na igualdade!
O Guarani, segundo colocado nesta lista de homônimos - com cinco aparições -, é representado por clubes com "i" e clubes com "y". No Ceará, por exemplo, há os dois exemplos. O mais tradicional é o Guarani, da cidade de Campinas - interior de São Paulo. O Bugrão é o único clube do interior a ostentar um título brasileiro, conquistado em 1978.

Os rivais Corinthians e Palmeiras são outros clubes que sofrem alterações em alguns Estados. No Rio Grande do Norte, o Corintíans não tem "h" e ainda se escreve com acento no "i". No mesmo Estado, o Palmeira de Goianinha não tem o "s" no final. Outro que sofre com alterações é o Vila Nova. Em Goiás, o Vila tem apenas um "l", mas em Minas Gerais, o Villa Nova duplica a letra "l".

Tradição!
Seguindo a lista de nomes mais comuns nos Estaduais, Corinthians, Botafogo e América aparecem na terceira posição. No ano que vem, porém, o Corinthians deve descer um degrau. Sua parceria com o Corinthians Paranaense chegou ao fim e o time do J. Malucelli mudará de nome pela enésima vez.

Há outros clubes tradicionais que foram homenageados e estão nesta lista. São os casos de Vitória, Santa Cruz, Sport, Flamengo, Fluminense, Bahia, Cruzeiro e por ai vai. Mas temos outros exemplos menos comuns.

O Águia de Marabá atua no Campeonato Paraense e ficou conhecido com seu acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. Mas no Mato Grosso do Sul também tem um Águia, o Águia Negra. O Ypiranga tem representantes em Pernambuco e no Rio Grande do Sul. Já o Operário aparece no Amazonas e no Paraná. Temos ainda Nacional, Rio Branco, São Raimundo, São José e Comercial.

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Confira os clubes com nomes iguais na elite dos Estaduais 2012:

Atlético-AC
Atlético-BA
Atlético-DF
Atlético-SC
Atlético-GO
Atlético-MT
Atlético-MG
Atlético-PR

Guarani-CE
Guarany-CE
Guarani-MG
Guarany-SE
Guarani-SP

Corinthians-AL
Corinthians-PR
Corintians-RN
Corinthians-SP

Botafogo-DF
Botafogo-RJ
Botafogo-PB
Botafogo-SP

América-MG
América de Teófilo-MG
América-PE
América-PE

Nacional-AM
Nacional-MG
Nacional-PB

Vitória-BA
Vitória da Conquista-BA
Vitória-ES

Santa Cruz-RS
Santa Cruz-PE
Santa Cruz-RN

Palmeiras-MT
Palmeira-RN
Palmeiras-SP

Sport-AL
Sport-PE

Rio Branco-AC
Rio Branco-PR

São Raimundo-AM
São Raimundo-PA

Operário-AM
Operário-PR

Bahia-BA
Bahia de Feira-BA

Fluminense-BA
Fluminense-RJ

Flamengo-RJ
Flamengo-PB

Cruzeiro-RS
Cruzeiro-MG

Ypiranga-RS
Ypiranga-PE

São José-RS
São José-MA

Vila Nova-GO
Villa Nova-MG

Comercial-SP
Comercial-MS

Águia-PA
Águia-MS 

(blog R. Brito)