quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

MAURO Santayana: o crime organizado, carnaval e futebol



CONHECIDOS jogadores de futebol, ídolos do público, como Ronaldo e Neymar, defendem o Sr. Ricardo Teixeira das acusações que lhe estão sendo feitas. Para os dois profissionais, o presidente da CBF é um homem excepcional, que prestou grandes serviços ao esporte, e não deve ser afastado de seu cargo. Ao mesmo tempo, diretores de escolas de samba investem contra o governador Sérgio Cabral, que fez declarações contra a participação dos bicheiros no carnaval carioca. Ora, se se confirmarem as denúncias contra Teixeira e seu sogro, João Havelange, eles poderão ser qualificados como participantes de uma forma de crime organizado. E o jogo do bicho, até que haja leis em contrário, é uma atividade criminosa. 

Por mais importante seja a alegria do povo, nas arquibancadas dos estádios e das passarelas do carnaval, uma coisa não pode ser confundida com a outra. A corrupção e o jogo do bicho são atividades criminosas, e devem ser investigadas e punidas. O episódio nos conduz a pensar um pouco sobre a tolerância nacional para com os que violam as leis. Homens públicos de biografia conhecida se tornam facilitadores de negócios, sob o rótulo genérico de consultores. A atividade de consultores está ligada à especialidade de cada um deles. Um jornalista pode dar consultoria em divulgação de empresas: é sua especialidade. Um engenheiro calculista faz o mesmo, e o mesmo pode fazer um geólogo. Os médicos e advogados são consultores de tempo integral. Mas os lobistas não são consultores: são corretores de negócios – geralmente negócios com o poder público. 

Os ídolos do público, jogadores de futebol ou sambistas, vivem em outra dimensão da realidade. Os craques de futebol, principalmente os de hoje, estão afastados da maioria da sociedade. Ganham fortunas, porque, com seu talento, geram fortunas ainda maiores. Fora alguns casos – e Romário é um deles -, distanciam-se das coisas cotidianas e vivem, como é natural, navegando nas nuvens da própria glória. Não deviam, sendo assim, imiscuir-se nas coisas políticas. 

É de se recordar a desastrada declaração de Pelé, a de que o povo não sabe votar, feita ainda durante o regime militar. Recorde-se que grande parte de sua carreira coincidiu com o auge da Ditadura, quando um dos presidentes, Garrastazu Médici, se jactava de ser o maior torcedor brasileiro, a ponto de dar palpites sobre o elenco da seleção e receber a corajosa resposta de João Saldanha: “ao presidente cabe escalar o Ministério, e, a mim, escalar o time”. 

É velha a tolerância nacional para com os bandidos simpáticos. Durante muitos anos reinou, absoluto, como o maior contrabandista do Rio, o célebre Zico, proprietário do famoso Bar Flórida, da Praça Mauá. O bar era o ponto mais conhecido da boemia carioca, freqüentado por prostitutas, marinheiros e malandros. Milionário, Zico era, como todos os sujeitos de sua estirpe, generoso por esperteza, a fim de angariar o apoio de parcelas da população, e financiador de vereadores cariocas. Conta-se que até mesmo Dutra, presidente de sua época, o recebia no Catete. Ao que se sabe, ele nunca foi incomodado pela polícia. Estamos em uma fase de saneamento moral na atividade política, com a aprovação definitiva da exigência de ficha limpa aos candidatos aos cargos eletivos. Alguns governos estaduais – e o primeiro deles foi o de Minas – já adotaram a exigência e se comprometem a não nomear quem não possa cumpri-la. Seria bom que as escolas de samba não se deixassem governar por notórios bicheiros, e que o futebol voltasse a ser o que foi no passado. Tudo isso é difícil, mas não podemos esmorecer. (Mauro Santayana)

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

CASO acreditem...

O ÚLTIMO final de semana foi repleto de campeões do primeiro turno pelos Campeonatos Estaduais 2012. Fluminense, Figueirense, Cametá, Atlético-PR e ABC deram a volta olímpica nos Campeonatos Carioca, Catarinense, Paraense, Paranaense e Potiguar, respectivamente.

Após um post paulista (Veja aqui!), o blog rbrito emenda, nesta segunda-feira, uma matéria em cima deste quinteto campeão. O Fluminense, por exemplo, encerrou um jejum de 19 anos sem vencer a Taça Guanabara no Estadual do Rio de Janeiro. A notícia fica ainda melhor se olharmos as duas últimas temporadas.

Nos dois anos anteriores, o campeão do primeiro turno também faturou a Taça Rio (2º turno) e, consequentemente, o Campeonato Carioca. Foi assim com o invicto Flamengo, então comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo, além do Botafogo, em 2010.

E a campanha do time de Abel Braga nem foi tão eficiente assim se comparada com o então 100% do Vasco. No geral, o Fluminense conseguiu cinco triunfos, dois empates e duas derrotas. Agora, o Tricolor, além da Taça Rio, terá que se dedicar a Libertadores da América.

Exceção?
Para ser campeão estadual, o Figueirense terá que quebrar um tabu que já vem desde 2008. Naquela oportunidade, este mesmo Figueira ganhou o primeiro turno e, depois, também levou o título do Campeonato Catarinense. A questão está nos últimos campeões de Santa Catarina.

No ano passado, a Chapecoense surpreendeu todos ao ficar com o trofeu estadual. O time de Chapecó, porém, ganhou o returno e depois o Estadual. O mesmo aconteceu com o Avaí em 2009 e 2010. O Leão catarinense levou o segundo turno antes de ser o dono de Santa Catarina por duas vezes consecutivas.

Após conquistar seis vitórias, dois empates e apenas uma derrota no primeiro turno, o Figueirense terá que provar ser exceção e que pode repetir o feito de 2008.

Contra ou a favor!
Nem Remo e muito menos Paysandu. O dono do primeiro turno do Campeonato Paraense é o Cametá. Após eliminar o Tuna Luso, o Cametá faturou a Taça Cidade de Belém em cima do Águia. No Estadual do Pará não há tabu para incomodar o campeão.

É verdade que no ano passado, o Independente faturou o returno para depois ficar com a taça em definitivo. Mas em 2010, o Paysandu levou o turno e depois a competição. Ou seja, o Cametá já caminhou metade da distância, basta seguir em frente.

Enquanto isso, no Paraná, o Atlético também tem boas notícias. Afinal, nos últimos três anos, o vencedor do primeiro turno acabou como campeão estadual. Em 2009 e 2010 o regulamento era diferente, mas o clube que ficou na ponta na primeira fase acabou se tornando dono do Estado do Paraná.

Aliás, desde 2009, seu último título estadual, o Furacão não ganhava o turno. Também pudera. Nos últimos dois anos, o rival Coritiba reinou absoluto no Campeonato Paranaense. Na temporada passada, o Coxa foi campeão do turno e do returno, eliminando até a final do Estadual.

E ai?
Atual bicampeão Estadual e maior vencedor do Brasil (Veja o post aqui!), o ABC tenta fazer diferente dos últimos dois anos. Em 2010 e 2011, o Mais Querido foi campeão potiguar após faturar o segundo turno. Nesta temporada, o ABC ganhou o turno.

Apenas em 2009, o campeão do turno também foi campeão do Estado no Rio Grande do Norte. Naquela oportunidade, o ASSU surpreendeu todos com os títulos no primeiro turno e no Estadual.

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(blog do Rodolfo Brito)

domingo, 26 de fevereiro de 2012

FLU ganha do Vasco e é campeão da Taça Guanabara

O FLUMINENSE foi melhor que o Vasco desde o começo da decisão da Taça GB numa belíssima tarde de sol no Rio e com o Engenhão cheio. 

Claro que teria sido melhor jogar às 17 horas, como reclamou Abel Braga com toda razão. 

Mesmo assim o primeiro tempo agradou o observador neutro, deixou eufórico o torcedor tricolor e deprimido o cruzmaltino. 

Porque se o Flu era mesmo melhor, sendo vítima de um impedimento mal marcado logo de cara, assim como o Vasco também foi mais adiante, as chances mais agudas de gol eram vascaínas. 

Numa delas, Diego Souza mandou um balaço na trave que foi um pecado. 

No ataque seguinte, infantilmente, Fágner derrubou Wellington Nem na área e Fred abriu o placar. 

Era até justo, sem dúvida. 

O exagero veio em seguida, num golaço de Deco, da intermediária pela esquerda. 

Ao perceber que Fernando Prass esperava o cruzamento, Deco enfiou a bola no ângulo do goleirão. 

E 2 a 0, sem dúvida, era demais. 

Mas, que sabe, sabe e Deco sabe e joga no Flu. 

Reclamar de quê? 

Aliás, quem poderia reclamar seria o torcedor tricolor, porque, no derradeiro minuto, Thiago Neves jogou bisonhamente fora o terceiro gol, o que liquidaria a decisão. 

Sorte dele que logo aos 11minutos  do segundo tempo e ele pôde se redimir, ao dar o terceiro gol para Fred e começar a festa que o Flu não fazia desde 1993. 

100% até hoje, o torcedor vascaíno amargará mais uma vez o rótulo de vice, apesar de o time ter mostrado brio, ter diminuído com Eduardo Costa, aos 37, e ainda mandado, aos 40, uma bola na trave com Dedé, além de sufocar Diego Cavalieri até o fim. (Blog do Juca Kfouri)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

LOCO Abreu perde penal e Flu vai à final da Taça

Carioca: Com "ajudinha" de Loco Abreu, Flu vai à final da Taça Guanabara. Agora, o Tricolor vai enfrentar o Vasco na decisão, no próximo domingo

 

BOTAFOGO e Fluminense fizeram uma partida nervosa, brigada, pelas semifinais da Taça Guanabara, nesta quinta-feira, no Engenhão. O equilíbrio se refletiu no empate por 1 a 1 no tempo regulamentar, com gols de Elkeson e Leandro Euzébio no segundo tempo. Na decisão por pênaltis, melhor para o clube tricolor por 4 a 3, que avança para encarar o Vasco na grande final do primeiro turno do Campeonato Carioca, no próximo domingo, às 16 horas, no mesmo estádio.

A classificação se consumou quando o uruguaio Loco Abreu, ídolo alvinegro e famoso por suas cavadinhas, cobrou tradicionalmente e parou nas mãos de Diego Cavalieri, na última cobrança da disputa por pênaltis. Andrezinho, Herrera e Renato marcaram para o Botafogo - Lucas perdeu. Fred, Thiago Neves, Rafael Moura e Anderson converteram para os tricolores, com Jean falhando. 

"Muitos não acreditavam que nós chegaríamos na final. O grupo todo está de parabéns, não só eu", comentou Diego Cavalieri logo após a vitória. Questionado, o técnico Abel Braga promoveu mudança significativa na equipe titular e na relação dos reservas, mostrando que cedia a pressões de bastidores. Wellington Nem entrou no lugar de Rafael Sóbis, que sequer ficou no banco, assim como Wagner. Caros, mas pouco produtivos, os jogadores perdem espaço no grupo gradativamente. 

Dentre os alvinegros, faltavam Maicosuel, suspenso e machucado, além de Loco Abreu em boa forma. O atacante uruguaio voltava de lesão muscular na coxa. 

Gols só no segundo tempo
O Botafogo começou tomando a iniciativa do jogo, mas com isso abria espaços na retaguarda para os contra-ataques tricolores. Foi dessa forma que Fred quase abriu o marcador, aos 15 minutos, mas Jefferson evitou o gol. Quando Elkeson e Lucas subiram de produção, o time alvinegro melhorou, mas o único perigo à meta de Diego Cavalieri foi um chute rasteiro de Andrezinho, já aos 43 minutos. 

"É um duelo difícil, duro. Temos que aproveitar as chances que aparecerem. Tenho certeza que virão no segundo tempo", analisou Fred. De fato, o camisa 9 tricolor teve outra chance logo no início da segunda etapa, mas parecia que a noite não era sua. Ele subiu para cabecear livre, mas mandou à esquerda de Jefferson, que apareceu bem em nova cabeçada de Thiago Neves, pouco depois. 

Quando o Fluminense era melhor, os botafoguenses chegaram ao gol. Lucas lançou Herrera, a zaga tricolor fez linha de impedimento e errou. O argentino rolou para Elkeson, que não desperdiçou, aos 30 minutos. Erro de um lado, erro do outro. Desta vez foi a zaga alvinegra que falhou na saída do impedimento e Leandro Euzébio apareceu livre para empatar, aos 34. 

Os minutos finais foram de apreensão e as equipes evitaram se arriscar, satisfazendo-se em levar a definição da vaga para as cobranças de pênaltis.

Torneio de consoloAssim como ocorre em São Paulo, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, também tem um troféu de consolo para os times pequenos. Neste primeiro turno, chama-se Troféu Edilson Silva. Nova Iguaçu e Friburguense garantiram suas vagas na decisão, também nesta quinta-feira. À tarde, o Frizão bateu o Resende, por 1 a 0, no Estádio Giulite Coutinho, em Mesquita. O único gol foi anotado por Marquinhos, aos 13 do segundo tempo.

Na partida de fundo, o Nova Iguaçu bateu o Boavista, por 3 a 1, no mesmo local. Agora, os dois finalistas se enfrentarão no próximo domingo, às 13h20, no Engenhão, na partida preliminar da grande decisão da Taça Guanabara, entre Fluminense e Vasco. (Agência Estado)

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

GRÊMIO contrata Luxemburgo

Luxa acerta com o Grêmio e acalma o mercado

O GRÊMIO anunciou a contratação de Vanderlei Luxemburgo para o lugar de Caio Júnior, demitido na segunda-feira. A informação enche de esperança a parte azul do sul do país, mas também acalma uma porção de treinadores que não vinham dormindo desde a saída do treinador do Flamengo. 

Explica-se: um nome com o de Vanderlei Luxemburgo à disposição no mercado da bola pressiona os treinadores empregados, pois fomenta o desejo dos dirigentes. Foi isso que aconteceu com o Grêmio que, depois de iniciar a temporada com Caio Júnior, opta agora por Luxemburgo, abrindo mão do trabalho que vinha sendo feito no Olímpico. 

E os exemplos são muitos. Quem não se lembra a troca de Jorginho, um interino que vinha dando certo no Palmeiras pelo badalado Muricy Ramalho? Mesmo com o Verdão “voando” em campo sob a batuta de Jorginho, o então presidente Luiz Gonzaga Belluzzo resolveu apostar num treinador com “grife”. No entanto o tiro saiu pela culatra e o castigo veio a cavalo: o time despencou com o treinador de ponta no comando e a frustração tomou conta do Palestra Itália. 

A vida dos treinadores de futebol é cruel. Não existe estabilidade no cargo. A degola é uma ameaça a cada rodada. Luxemburgo foi vítima disso, assim como Caio Júnior. E vem mais por aí. A dança dos técnicos no futebol brasileiro acontece a cada competição que se inicia.
Os próprios treinadores também não se ajudam. Falta união à classe, assim como falta também mobilização entre os atletas. No futebol é cada um por si e Deus por todos. Um pensamento mesquinho, pequeno e que deixa todos os profissionais na berlinda. 

Joel Santana não respeitou Vanderlei Luxemburgo no cargo de treinador do Flamengo e negociou com o Rubro-Negro. Assim como duvido que o namoro de Luxa com o Grêmio já não havia começado com Caio Júnior no comando do Tricolor gaúcho. É uma briga de foice no futebol. Lamentável... 

Vanderlei Luxemburgo chega como salvação ao Olímpico. Assim como o Grêmio, o treinador precisa também dar a volta por cima e retomar o período de conquistas importantes que parou em 2004, com o título nacional com o Santos. Já o Tricolor Gaúcho não vence um caneco de expressão desde 2001. Então os dois se merecem. E precisam, juntos, dar a volta por cima. 

Agora se isso vai acontecer é uma outra história. A pressão, essa mesma que derrubou Caio Júnior do comando, segue rondando o Olímpico. Luxemburgo sabe disso. Principalmente se algum colega seu "de grife" levar cartão vermelho e ficar à disposição no mercado. Aí os dirigentes não aguentam e passam a cobiçar o profissional alheio. Afinal, o jardim da casa do lado é sempre mais verde, não é mesmo? (Blog Salgueiro FC)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

ONDE estão os bobos do mundo do futebol?


O FUTEBOL mundial vive uma nova realidade. E não é de hoje. Admito que relutei para aceitar a máxima que diz: “Não existem mais bobos no futebol.” Refiro-me àqueles times inocentes, que sempre foram presas fáceis das equipes com mais tradição e qualidade técnica. Estes sumiram do mapa e impuseram uma nova realidade no mundo da bola. 

Hoje o futebol prega peças e não só pelo fato de essas equipes “nanicas” terem evoluído, mas também porque as grandes potências regrediram. O futebol está nivelado por baixo. É fato. 

O Mazembe eliminou o Internacional do Mundial de Clubes da Fifa. O desconhecido Tolima derrubou o Corinthians da Pré-Libertadores da América. A Bolívia já goleou a poderosa Argentina, enquanto a Coréia do Sul terminou uma Copa do Mundo na terceira colocação. Existem milhares de exemplos que comprovam essa mudança no futebol mundial. 

No entanto não podemos confundir isso com tradição. Quem é grande, sempre será grande. O Boca Juniors sempre será poderoso, assim como as seleções de primeira linha, por mais que tropecem, sempre serão esquadrões de ponta. As camisas são respeitadas historicamente. 

Só lembrarmos o ressurgimento do Peñarol na última Libertadores da América. A equipe uruguaia voltou ao cenário do futebol sul-americano com o vice-campeonato do torneio continental, porém nunca deixou de ser grande, temida e respeitada. O futebol é assim, seja em qual for o canto do planeta. 

Na nossa realidade, Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Vasco, Grêmio e os demais grandes clubes sempre serão equipes de tradição e favoritos nas competições que disputarem. Mas foi-se o tempo em que ganhavam por goleada ou na véspera. O Figueirense atualmente faz frente a estas equipes, assim como Avaí, Ceará, América-MG. Os resultados provam isso... 

O futebol regrediu tecnicamente. Antigamente não tínhamos escassez de craques, tampouco de laterais, meias armadores, os chamados camisas 10. Em outros tempos, estes jogadores brotavam aos montes e em todos os continentes. 

Nos anos 80, apenas para citar alguns, tínhamos uma constelação de meias da qualidade do uruguaio Francescoli (foto), do francês Platini, do brasileiro Zico, do argentino Maradona... Todas as seleções tinham seus craques da camisa 10 e os clubes apresentavam também seus gênios do meio de campo. Hoje não mais. 

Por aqui, Montillo é visto como raridade. Assim como Douglas, que deixou o Grêmio e voltou para o Corinthians, é apontado como um dos últimos moicanos na arte de armar o time de forma cadenciada. O meia clássico, aquele que arma o jogo e faz o time pensar, é artigo raro. Nunca foi assim. Isso prova que a qualidade técnica caiu. Soma-se a isso a evolução, pequena, é verdade, dos centros menos importantes do futebol e explica-se o atual momento do futebol mundial. 

Os chamados bobos do futebol deixaram de existir. Hoje qualquer um com a bola no pé se acha esperto e apto a jogar futebol. E isso é verdade. A realidade é essa, gostem ou não os mais saudosistas. (Blog Salgueiro FC)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

PODE ser hoje...





(blog do Birner)

FLAMENGO estréia com empate, jogando como time pequeno.

Dava pra ganhar, mas isso é Joel !!

Com quatro volantes, Fla sai na frente, mas empata com Lanús 


 
RUBRO-NEGRO se propõe a defender, abre vantagem, mas cede à pressão. Na Argentina, times ficam iguais na estreia no Grupo 2 da Libertadores: 1 a 1
 
Por Janir Júnior, Lanús, Argentina

 
O ESTILO  era conhecido. O torcedor rubro-negro com a memória em dia deve ter lembrado da formação tática do Flamengo de 2007. Para aproveitar os avanços dos laterais Léo Moura e Juan, Joel Santana montava o meio-campo com quatro volantes. Cinco anos depois, o treinador repetiu a opção na Argentina. Desta vez, com Léo e Junior Cesar. Nesta quarta-feira, no estádio Ciudad de Lanús, conhecido como La Fortaleza, Joel armou um muro no meio-campo e conseguiu segurar o Lanús. Poderia até ter vencido pelo que fez nos últimos dez minutos, mas falhou nas finalizações. Na estreia no Grupo 2 da Libertadores, o Rubro-Negro fechou a porta, saiu na frente, mas permitiu o empate: um justo 1 a 1. Léo Moura, destaque do time neste início de temporada, abriu o placar no fim da primeira etapa. No segundo tempo, Carranza, que acabara de entrar, empatou.

Com o resultado, as equipes ficam empatadas na segunda posição, com um ponto cada. O Emelec, do Equandor, que derrotou o Olimpia na sexta-feira passada, tem três e lidera. Os paraguaios estão na lanterna, ainda sem pontos.

Na segunda rodada, o Lanús visita o Olimpia, do Paraguai, na próxima quinta-feira, no estádio Defensores del Chaco. O Rubro-Negro joga no dia 8 de março, no Engenhão, contra o Emelec, do Equador.

Flamengo joga mal, mas acha o gol

Flamengo é Flamengo. Na véspera da partida, Joel Santana usou a frase de Ronaldinho para dizer aos jornalistas argentinos que o time dele jogaria contra o Lanús para vencer, mesmo fora de casa. Só que o Flamengo de Joel joga com quatro volantes no meio-campo, não tem rumo e carece de criatividade. Procura, mas não consegue encontrá-la. Saída de bola? Não existe. Sem Vagner Love, suspenso, o treinador tinha a opção de lançar Bottinelli no meio-campo, mas deixou o argentino no banco. Luiz Antonio, até então titular, foi barrado.

A formação com Airton, Maldonado, Willians e Renato teoricamente deveria permitir os avanços de Léo Moura e Junior Cesar pelas laterais, mas sempre que um deles partia ao ataque era um Deus nos acuda na defesa rubro-negra. Sem cobertura, ambos se viram travados pelo ataque veloz e consistente do Lanús, que rondava a área de Felipe com frequência. Simplesmente não havia ligação entre meio-campo e ataque. Os chutões de David Braz e Welinton não davam em nada, e Deivid e Ronaldinho foram peças nulas a maior parte do tempo no gramado de La Fortaleza.

Pavone, Pavone, Pavone. O camisa 9 granate é o dono do time. O jogo argentino acaba sempre nele. O centroavante é finalizador, mas também tem velocidade. Em chute de longe, Felipe teve de se esticar todo para espalmar. E ainda tinha Neira e Valeri. Aos seis, Valeri cruzou para a área, Renato e Deivid furaram, e Balbi ficou com a sobra na segunda trave. O chute forte parou no pé esquerdo do goleiro brasileiro.

Apagado, Ronaldinho pouco apareceu e quase não encontrou a bola. Uma cobrança de falta na barreira foi o máximo. Pouco para o homem que Mano Menezes tem como pilar da Seleção Brasileira. Renato, em cobrança de muito longe, e Deivid, em chute da entrada da área, conseguiram levar algum perigo ao goleiro Marchesin. Ambos erraram o alvo.

Além de qualidade, faltou cuidado aos rubro-negros. Aos 20, Welinton tentou desarmar Pavone na área e solou o argentino. O árbitro marcou jogada perigosa. Em cobrança ensaiada, Araujo rolou para a marca do pênalti, Neira, sem marcação, bateu de primeira, e a bola explodiu no travessão de Felipe.

A parte final do primeiro tempo até apresentava equilíbrio na posse de bola, mas enquanto o Flamengo tocava para os lados e abusava dos erros de passe, o Lanús jogava de forma aguda. Só que uma diferença importante pesou no resultado do primeiro tempo: o Rubro-Negro soube aproveitar o único erro dos argentinos. Aos 45, após longa troca de passes, a jogada foi de lateral para lateral: Junior Cesar cruzou rasteiro da esquerda, dois defensores enrolados deixaram a bola passar, e Léo Moura, livre, completou de pé direito na segunda trave: 1 a 0. Segundo gol dele nesta edição da Libertadores. Léo começa a temporada como destaque da equipe.

Antes de partirem para o vestiário, Felipe e Ronaldinho foram até o árbitro Roberto Silvera. Com um corte no rosto, o goleiro reclamou que torcedores do Lanús atiraram um isqueiro sobre ele.

La Fortaleza rubro-negra não suporta pressão

Lanús no ataque, Flamengo na defesa. O segundo tempo foi uma reedição do primeiro. O dominínio argentino continuava, mas a retranca de Joel suportava bem. Em muitos momentos, o Rubro-Negro mantinha todos os jogadores dentro do próprio campo. Pavone, principal jogador granate, saiu mais da área e arriscou algumas jogadas individuais, mas sem sucesso. Tentou também um chute de longe que saiu sem direção. O técnico Gabriel Schurrer decidiu mudar. Lançou o atacante Romero no lugar do meia Neira.

O Flamengo passou a ter mais posse de bola a partir dos 20 minutos, mas errava muito na troca de passes. Além de jogar mal, Ronaldinho foi desatento. Numa inversão de bola da direita para esquerda, armou um contra-ataque que deixou a defesa em apuros. O camisa 10, nada produtivo, quase criou um problemão. Joel decidiu mudar, aos 27. Airton saiu para a entrada de Darío Bottinelli. Um minuto depois, Pereyra saiu no Lanús para a entrada de Carranza. A troca de Gabriel Schurrer funcionou de cara. Em jogada de raça, os argentinos ganharam duas divididas e chegaram na área brasileira. Pavone recebeu de costas para o gol, ajeitou com um toque, e Carranza fuzilou Felipe de esquerda para empatar: 1 a 1.

A igualdade deixou o jogo aberto. Com um volante a menos, o Flamengo passou a atacar mais e com qualidade, cresceu na saída de bola e até conseguiu envolver o adversário. Em cinco minutos, Bottinelli e Deivid tiveram boas chances. O argentino chutou duas vezes: isolou na primeira, livre na área, e parou em Marchesin na segunda. Deivid tentou de longe, e o goleiro novamente espalmou. Tivessem um pouco mais de capricho, a estreia poderia ter sido com vitória. No balanço dos dois tempos, um resultado justo. (blog do Vicente Cidade, Belém - PA, Brasil)


CORINTHIANS empata no último minuto na Venezuela

Emoção até o fim: com gol no último minuto, Timão empata na Venezuela

NO ÚLTIMO lance, o Corinthians escapou de começar com derrota a edição 2012 da Taça Libertadores. Ralf, o protetor da defesa, fez no momento decisivo aquilo que os atacantes alvinegros não conseguiram em 90 minutos. Com uma cabeçada certeira no minuto final, o volante marcou o gol do empate por 1 a 1 contra o Deportivo Táchira, nesta quarta-feira, no estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal, pelo Grupo 6. Alívio alvinegro na Venezuela.

A atuação não foi ruim, mas esteve aquém do nível de um dos favoritos ao título, sobretudo no sistema ofensivo, incapaz de finalizar com precisão. Tite trocou todo o setor durante o jogo até o gol salvador sair aos 48 minutos da cabeça de um defensor. Herrera, em lance "sobrenatural" com Chicão, anotou para o Aurinegro.

O Cruz Azul lidera o Grupo com três pontos. Corinthians e Táchira têm um. O Nacional do Paraguai ainda não pontuou. Os paraguaios são os próximos adversários do Timão, dia 7 de março, no Pacaembu. Pelo estadual, o Alvinegro enfrenta o São Caetano, sábado, às 16h20m, no ABC, em partida que deve marcar o retorno de Adriano à equipe.

emerson corinthians x deportivo Táchira venezuela (Foto: AP)
Emerson Sheik se esforça em jogo contra o Deportivo Táchira, na Venezuela (Foto: AP)
 

Placar injusto no primeiro tempo - Não foi uma atuação primorosa, mas encerrar o primeiro tempo perdendo, talvez, não tenha sido justo com o Corinthians. Mesmo fora de casa, o Timão dominou boa parte dos 45 minutos, criou algumas chances para marcar, mas, em um lance de infelicidade da defesa, voltou para o vestiário  com uma derrota por 1 a 0.

O Táchira apostou na cautela e em travar as descidas dos laterais Alessandro e Fábio Santos. Nada, porém, que impedisse os paulistas de controlarem o jogo com certa tranquilidade desde o início. Avançado, o Timão chegou fácil ao ataque, mas as peças do setor renderam pouco, principalmente Liedson, muito abaixo do que se espera dele.

Os venezuelanos se arriscaram somente com segurança. Chacón, capitão e ídolo da torcida, era a melhor opção arrancando da defesa pelo lado direito. Por lá, saiu o gol, uma verdadeira trapalhada, aos 21 minutos. Após desvio de Chourio em cobrança de lateral, Chicão tentou cortar, a bola bateu em Herrera e encobriu Julio Cesar.

O placar desfavorável fez o Corinthians voltar a apertar. O empate quase veio com uma cabeçada de Danilo que encontrou o travessão. Sheik também teve sua oportunidade momentos depois. Alessandro chegou à linha de fundo e cruzou para trás. Livre na marca do pênalti, Emerson chutou fraco e Rivas defendeu.

Pressão e empate no fim - O Corinthians voltou para o tempo final tentando pressionar novamente. Tite não fez mudanças, mas a bronca no intervalo deu mais velocidade ao time perto da área adversária. Logo no início, Fábio Santos por muito pouco não empatou em chute cruzado que passou próximo à trave esquerda de Rivas.

A paciência de Tite durou apenas 12 minutos, quando trocou Liedson e Emerson por Elton e Alex. A melhor chance, contudo, foi do Táchira. Chourio recebeu de Herrera na área e finalizou duas vezes para marcar. No entanto, a arbitragem já marcava impedimento. O lance revoltou a torcida, que passou a atirar alguns objetos para dentro do gramado.

O susto fez o Corinthians acordar e criar novamente. Elton, em antecipação à zaga, quase colocou a bola no ângulo direito. Em seguida, foi a vez de Leandro Castán chutar da marca do pênalti para boa defesa de Rivas.

Willian ainda entrou no lugar de Jorge Henrique para dar mais velocidade, mas não conseguiu. Fechado, o Táchira controlava bem as tentativas brasileiras e ainda foi perigoso nos contra-ataques. O Timão assustou nos chutes de longa distância de Alex. E seguiu lutando até o fim. Lutou tanto que acabou sendo recompensado no fim. Aos 48 minutos, numa cobrança de falta da esquerda, Alex alçou na área e Ralf, como homem-surpresa, acertou uma linda cabeçada para empatar a partida e mostrar que ao Corinthians às vezes falta brilho, mas nunca falta brio.

(Fonte: GloboEsporte.com)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

RANKING nacional de clubes


ORGANIZADO pela CBF, lista 431 clubes brasileiros. Abaixo, a relação dos Top 30.
Os trinta melhores ranquiados da Cbf


SOBRE o público pagante dos estaduais de 2012

Quer ver o que?

DEVIDO AO sucesso na temporada passada, o blog rbrito repetirá, nesta quarta-feira, o ranking de público pagante dos Campeonatos Estaduais 2012. Desta vez o foco será nos Estados e, não, nos clubes. Ainda não estão contabilizados os resultados deste meio de semana. No final do post, o blog rbrito ainda deixou uma pergunta para vocês, torcedores-internautas. E não esqueça que o blog rbrito não vai parar no carnaval. Teremos posts todos os dias!

Mais do que falar do ranking, o blog rbrito fará algumas explicações, afinal, nem todas as Federações respeitam os torcedores. Em rodadas duplas, o blog rbrito contabilizou apenas um público e apenas uma jogo na divisão. Os Campeonatos Capixaba, Maranhense e Paranaense têm, ao menos, uma partida com rodada dupla.

O Estadual do Espírito Santo ainda vai além com um jogo de portões fechados, este entrou na conta, e dois jogos faltando. Isso mesmo! A Federação não divulgou o borderô de duas partidas, desrespeitando o Estatuto do Torcedor. Os jogos que faltam não entraram na contagem. Mas esta mancada não acontece apenas no Capixaba.

Em Minas Gerais há uma partida sem borderô. O número cresce para dois na Paraíba, cinco em Sergipe e passa dos limites ao descer para o Rio Grande do Sul. No Campeonato Gaúcho, 15 jogos não tiveram os borderôs divulgados pela amadora Federação Gaúcha de Futebol (FGF).

Os Estados do Amazonas, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também pisaram na bola e não divulgaram nada a respeito. O blog rbrito seguirá na caça destes públicos. Caso alguém saiba os sites das Federações ou até mesmo os links, basta avisar a gente aqui ou através do twitter (@rbrito1984).

Por outro lado, deve-se elogiar e respeitar as Federações de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Estes Estados estão em dia e divulgaram TODOS os borderôs como manda o Estatuto do Torcedor. E por conta disso, o blog rbrito sempre privilegiará os Estados que respeitam vocês, torcedores-internautas. Sempre que possível atualizaremos os rankings de público destes Estaduais.

De 1 a 17!
No ranking de Estados, o blog rbrito listou 17 Estaduais. O líder é o Campeonato Pernambucano. Com públicos generosos graças ao Programa Todos com a Nota, o Estadual de Pernambuco apresenta média de 7.860 pagantes e total de 424.454. O Paulistão ocupa a vice-liderança.

No Estado de São Paulo o total é de 372.919 pagantes e média de 5.327. O Campeonato Goiano ocupa a terceira colocação por causa do Itumbiara. Os jogos deste clube sempre superam a marca de 20 mil pagantes. A prefeitura da cidade dá uma grande ajuda na compra de ingressos. Assim, o Estadual de Goiás apresenta média de 4.561 pagantes.

A grata surpresa é o Campeonato Paraense. Este Estadual teve início em 2011 e, agora, está na final do primeiro turno - sem Remo e Paysandu na decisão. O Paraense ostenta público total de 128.729 pagantes e média de 4.023. Por outro lado, dois Estados estão com públicos de campeonato amador.

A lanterna é do Campeonato Capixaba com média de apenas 683 pagantes. O Campeonato Maranhense também não atingiu a marca de mil pagantes (770). Ainda debaixo pra cima, temos Paraibano, Sergipano, Potiguar, Alagoano e Cariocão. O Campeonato do Rio de Janeiro é uma vergonha e ocupa a nada honrosa 11ª posição, com média de 1.925 pagantes. Detalhe: ao contrário de outros Estados, o Carioca conta com incríveis 16 clubes e tem público total de apenas 86.644.

O blog rbrito acompanhará os públicos de TODOS os Estaduais. Fique sabendo da evolução das médias de público. E você, jornalista, lembre de dar crédito, caso utilize qualquer dado dos levantamentos de público do blog rbrito.

Além do campeonato do seu Estado, qual outro Estadual você acompanharia? Opine! Participe aqui no blog rbrito ou através do www.twitter.com/rbrito1984

Confira o ranking de público dos Estaduais 2012:

1 - PERNAMBUCANO
(TOTAL: 424.454 / MÉDIA: 7.860)

2 - PAULISTÃO
(TOTAL: 372.919 / MÉDIA: 5.327)

3 - GOIANO
(TOTAL: 159.646 / MÉDIA: 4.561)

4 - PARAENSE
(TOTAL: 128.729 / MÉDIA: 4.023)

5 - CATARINENSE
(TOTAL: 106.337 / MÉDIA: 3.038)

6 - CEARENSE
(TOTAL: 135.431 / MÉDIA: 2.944)

7 - BAIANO
(TOTAL: 121.895 / MÉDIA: 2.539)

8 - MINEIRO
(TOTAL: 37.062 / MÉDIA: 2.471)

9 - PARANAENSE
(TOTAL: 99.560 / MÉDIA: 2.428)

10 - GAÚCHO 
(TOTAL: 90.606 / MÉDIA: 2.265)

11 - CARIOCA
(TOTAL: 86.644 / MÉDIA: 1.925)

12 - ALAGOANO
(TOTAL: 85.526 / MÉDIA: 1.900)

13 - POTIGUAR
(TOTAL: 59.892 / MÉDIA: 1.331)

14 - SERGIPANO
(TOTAL: 23.127 / MÉDIA: 1.156)


15 - PARAIBANO
(TOTAL: 10.270 / MÉDIA: 1.027)

16 - MARANHENSE
(TOTAL: 16.939 / MÉDIA: 770)

17 - CAPIXABA
(TOTAL: 17.748 / MÉDIA: 683)

O campeonato paraense já apresentou públicos bem maiores que esse.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ESTA POSTAGEM de RicaPerrone tem tudo a ver. Até quando teremos de aturar árbitros amadores?

Fluminense e Vasco fizeram um clássico para 10 mil pessoas no Engenhão. Se valesse a vaga na semifinal, ou seja, com 5 ou 6 por grupo e não 8, teria 30 mil. Mas não querem pois, como em todo país, o importante é agradar aos amigos não necessariamente fazer um campeonato que o torcedor se interesse.

Até quando? 


NÃO BASTASSE isso, inchada porém melhor fórmula de estadual do país, o jogo tinha seu valor. E tendo, com times completos, não poderia deixar de ser o jogaço que foi.  

Jogaço que o juiz estragou mais uma vez. 

Não vou ficar chovendo no molhado e falando de lances, discutindo pênaltis, etc. A arbitragem do cara foi uma tragédia e desta vez a vítima foi o Flu. E aí que deveria entrar a discussão relevante, não entra.

Não acho que juiz entre em campo pra roubar. Parto do princípio que as pessoas são honestas, mesmo sabendo que estou enganado.

Mas acho que juiz entra em campo com poder de decidir o futuro de 2 times. E aí, caro torcedor, eu imagino a cena mais simples do mundo. Eu gasto 200 milhões por ano pra ganhar um processo através da minha empresa. Meu adversário mais 200, ambos entram no tribunal tensos, cercados de bons advogados e muitos meses de preparação.

Entra o juiz e aparece um padeiro. O que você acha disso?

Pois é. Os dois clubes gastam muitos milhões por mes para manter o que mantém e disputar tudo que disputam. Num momento determinante entre o sucesso e o fracasso, quem pode determinar este resultado é um… caixa de banco? Bombeiro? Um contador?

Que sentido faz o futebol chegar a este nível de profissionalismo com uma das principais figuras no campo sendo um amador fazendo um “bico” de domingo?

Porque diabos as inuteis federações não arrumam o que fazer e colocam os caras com salário, treino diário, concentração, estudando vídeos, etc? Porque não deve dar nenhum beneficio a quem pensa o futebol, é claro.

Ontem no Engenhão tudo terminou com a discussão do pênalti, não pênalti. Quando na verdade essa discussão já deveria ter mudado ha muito tempo.

Quem marca ou não o pênalti tem condições técnicas para decidir isso? 

Não. Então, o erro não é só do juiz.
Abs,
RicaPerrone
(blog do RicaPerrone)


ENTÃO! Já se passou da hora de se profissionalizar os árbitros, qualificando-os adequadamente para a profissão, que é uma profissão de risco, que envolve o interesse de milhões de pessoas, que mexe com milhões em preparação e investimentos ...

É a opinião deste bodegueiro.  

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

PARA não falar no futebol paraense...

por André Kfouri
 
(Vamos retomar o ritmo normal, repetindo o que fizemos no ano passado. Ou seja: não haverá Notinhas Pós-Rodada dos Campeonatos Estaduais. Haverá um comentário, talvez mais, sobre algo que tenha chamado a atenção. Na medida em que a temporada esquentar, o mesmo acontecerá aqui. Não, eu não sou um “comentarista”. Não, eu não “tenho” que ver tudo ou escrever sobre tudo. Obrigado pela compreensão.)

Danilo foi um dos melhores em campo em um jogo importante do Corinthians (1 x 0 no São Paulo: gol dele). De novo. 

Consulte os arquivos do Campeonato Brasileiro do ano passado e veja como Danilo teve impacto em partidas que, apesar de valerem os mesmos pontos de quaisquer outras, têm mais relevância pelo momento e/ou adversário envolvido. 

Dicas: a goleada sobre o São Paulo, no primeiro turno, e o empate com o Vasco, no segundo. São dois exemplos, só. 

Mas para um certo tipo de torcedor (era assim no São Paulo e é assim no Corinthians), Danilo é um alvo fácil. 

Ele é aquele “meia que quer a bola no pé, que não corre e não tem raça”. Maneira pobre de ver o futebol, que impede que se enxergue Danilo como um jogador técnico, inteligente, que usa os dois pés, que cria e finaliza. Um meia que gosta de aparecer na área e marcar gols de cabeça. Que é importante na bola aérea defensiva. 

E que tem o hábito de fazer sua presença ser notada (era assim no São Paulo e é assim no Corinthians) em jogos que “valem” mais. 

Qualidades que permitem que ele fique por perto, mesmo com as constantes críticas e contratações de jogadores que, em tese, têm funções parecidas. 

É verdade que Danilo deu uma sumida durante o BR-11, coincidentemente no período em que o Corinthians patinou um pouco na tabela. 

Coisas normais (tanto em relação a ele quanto ao time) de uma competição longa, em que é impossível manter o mesmo nível de intensidade do começo ao fim. E no caso de Danilo, uma queda compreensível por sua idade e necessidade de estar em forma e saudável. 

É difícil encontrar neurônios no futebol. É mais difícil ainda encontrar neurônios e experiência. 

Danilo possui ambos. Por isso estamos falando dele, de novo.

Só postei esta matéria (do futebol paulista) para não falar no Paraense. Vamos aguardar o returno, pode ser que seja melhor que este.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

JORNAL paraense diz que Clube do Remo põe a mão na vaga para a final do turno

Leão azul põe a mão na vaga

Depois de começar perdendo, remo virou para cima do Águia e vai a Marabá podendo perder por um gol

O Liberal - Depois de uma sequência de três derrotas, com risco de demissão do técnico Sinomar Naves e derrota para o arquirrival Paysandu, o Remo se recuperou em grande estilo. Empurrada por sua torcida, que praticamente lotou o Baenão, a equipe azulina jogou bem e venceu o Águia de Marabá, por 4 a 2, de virada, colocando um pé na decisão da Taça Cidade de Belém - primeiro turno do Campeonato Paraense. O Azulão, por sua vez, viu cair a vantagem do empate que havia sido garantida com a melhor campanha na fase de classificação.

A partida de volta será no próximo domingo, no estádio Zinho Oliveira, em Marabá. O Remo pode até perder por um gol de diferença para ir à final. Quem se classificar pega o vencedor do confronto entre Tuna Luso e Cametá. A Lusa venceu o primeiro jogo por 4 a 1.

O primeiro gol da partida foi marcado por Branco, mas o Remo virou com Juan Sosa, Fábio Oliveira e Marciano. O Águia ainda diminuiu com Diogo, mas Magnum deu números finais à partida. O terceiro gol remista gerou reclamações do técnico João Galvão. Pare ele, não houve o pênalti em Pedro Balu. A irritação do treinador marabaense foi tamanha que ele decidiu não conceder entrevistas após o jogo.

O Remo começou o jogo mostrando um futebol de garra e determinação que há muito não se via. Com três volantes protegendo a zaga, o meia-atacante Magnum e os laterais Pedro Balu (melhor homem em campo) e Aldivan tiveram muita liberdade para chegar ao ataque. Mesmo assim, o atacante Branco abriu o placar para o Águia aos 31 minutos. Após contra-ataque, Branco recebeu lançamento na esquerda, driblou Juan Sosa e bateu de esquerda na saída de Adriano, abrindo o placar.

Em seguida, o Remo passou a pressionar o goleiro Alan, principalmente nas jogadas pela direita, construídas por Pedro Balu. Mas foi após uma bola parada que surgiu o gol de empate. Aos 38, Magnum cobrou falta da direita. Alan tentou afastar o perigo, mas Aldivan pegou o rebote e cruzou para o zagueiro subir bem e cabecear forte para empatar em 1 a 1. A virada veio ainda na etapa inicial. Aos 45, depois de chute forte do volante Allan Petterson, Fábio Oliveira pegou o rebote do goleiro e, com tranquilidade, acertou o canto esquerdo. Leão 2 a 1.

Na etapa final, Pedro Balu continuou levando terror à defesa marabaense e, aos sete minutos, acabou sofrendo um toque dentro da grande área. Pênalti que Marciano pediu para cobrar e não desperdiçou, mandando a bola no canto direito de Alan. Cinco minutos depois, o Águia jogou água fria na fervura remista. Rairo chutou duas vezes, Adriano não segurou e o volante Diogo aproveitou para diminuir o placar.

Mas o Remo não se abateu e manteve a mesma toada, principalmente depois da entrada de Betinho no lugar de Allan Petterson, que saiu machucado. A ousadia do técnico Sinomar Naves foi premiada aos 23 minutos. Pedro Balu partiu do meio-campo, aplicou um drible da vaca em Rayro e cruzou na medida para Magnum desviar, de cabeça, no canto direito de Alan. Vitória por 4 a 2, que garante boa vantagem para os azulinos.

Remo

Adriano; Pedro Balu, Diego Barros, Juan Sosa (Reis) e Aldivan; Allan Petterson (Betinho), Felipe Baiano (Igor João), Adenísio e Magnum; Fábio Oliveira e Marciano. Técnico: Sinomar Naves.

Águia

Alan; Júlio Ferrari, Roberto, Charles e Rayro; Analdo, Diogo, Marquinhos e Flamel; Valdanes (Wando) e Branco.

Técnico: João Galvão.

Local: Baenão (Belém)

Renda: R$ 131.183,00

Público: 9.997 pagantes

Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva.

Cartões amarelos: Juan Sosa, Diego Barros e Magnum (Remo); Charles e Roberto (Águia).

Gols : Águia 1 a 0 - Branco - 31’ do 1º tempo / Remo 1 a 1 - Juan Sosa - 38’ do 1º tempo / Remo 2 a 1 - Fábio Oliveira - 45’ do 1º tempo / Remo 3 a 1 - Marciano - 8’ do 2º tempo / Águia 2 a 3 - Diogo - 13’ do 2º tempo / Remo 4 a 2 - Magnum - 23’ do 2º tempo.
(extraído do blog do DJ Leão, Belém - PA, Brasil)
Calma! Todo cuidado é pouco porque o Águia é uma excelente equipe. Contudo, se o Remo apresentar novamente a vontade de ontem, terá tudo para ir à final do turno paraense deste ano. É a opinião deste bodegueiro.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

SOBRE o público no campeonato paraense de 2012

Do blog do R.Brito

Contradições paraenses!

A SEMIFINAL da Taça Cidade de Belém do Campeonato Paraense começará, nesta quarta-feira. Antes da bola rolar para Tuna Luso e Cametá, o blog rbrito apresentará o ranking de público pagante do Estadual. Os números mostram um contraste entre campo e arquibancada, principalmente, no primeiro lugar.

Todo mundo sabe que a torcida do Paysandu é apaixonada. E todos já sabem que a fase não é nada boa para o Papão. Isso fica evidente com a precoce eliminação na primeira fase e a liderança no ranking de público do Campeonato Paraense.

Sem se preparar para a complicada temporada 2012, o Paysandu amargou a quinta colocação e ficou fora das semifinais. Nas arquibancadas, porém, seu torcedor se manteve fiel. Em quatro jogos como mandante, o Bicolor conseguiu um total de 36.513 pagantes e média de 9.128.

O melhor público da competição também pertence ao Paysandu. No clássico contra o Remo, o Papão lotou o estádio com 26.706 pagantes. Antes de falarmos da exceção chamada Remo, vamos seguir na linha do contraste paraense. O São Raimundo é mais um exemplo.

Outro clube tradicional e que já figurou nas principais competições nacionais, o São Raimundo também conseguiu ficar de fora das semifinais. Mesmo assim, o Tufão está bem posicionado no ranking de público - terceiro lugar e média de 5.074 pagantes.

Ao contrário!
Tuna Luso e Águia vivem situações diferentes da dupla acima. Estes clubes foram muito bem em campo, mas decepcionaram nas arquibancadas. A Tuna Luso, por exemplo, é o único clube que não atingiu, sequer, a média de mil pagantes. Na lanterna, a Tuna - um dos semifinalistas - tem média de apenas 651 pagantes.

Na penúltima colocação do ranking de público, o Águia ostenta média de 1.318 pagantes. Número modesto para um clube da Série C do Brasileirão e semifinalista do Campeonato Paraense. Já o Cametá, também semifinalista, tem a quinta melhor média do Estadual (2.032).

Por fim, chegamos ao Remo. Um clube de tradição, com torcida apaixonada e que, até aqui, também faz boa campanha dentro das quatro linhas. Rival do Águia na semifinal, o Remo é responsável pela segunda melhor média do Estadual - 8.072 pagantes. O total de público do Leão é de 24.215.

Na primeira fase, em 28 jogos, o público total do Campeonato Paraense foi de 112.796 pagantes. A média é modesta de 4.028.

O blog rbrito acompanhará os públicos de TODOS os Estaduais. Fique sabendo da evolução das médias de público. E você, jornalista, lembre de dar crédito, caso utilize qualquer dado dos levantamentos de público do blog rbrito.

Só o blog rbrito acompanha as médias de público do Brasil. Ajude a divulgar o blog rbrito! Opine! Participe aqui ou através do www.twitter.com/rbrito1984

Confira o ranking de público do Paraense 2012:

1 - PAYSANDU (TOTAL: 36.513 / MÉDIA: 9.128)

Paysandu 1 x 2 Cametá (2.544)
Paysandu 2 x 1 Tuna Luso (1.652)
Paysandu 2 x 0 Remo (26.706)
Paysandu 0 x 1 São Raimundo (5.611)

2 - REMO (TOTAL: 24.215 / MÉDIA: 8.072)

Remo 1 x 0 Águia (10.201)
Remo 1 x 0 São Raimundo (8.525)
Remo 1 x 2 Tuna Luso (5.489)

3 - SÃO RAIMUNDO (TOTAL: 20.298 / MÉDIA: 5.074)

São Raimundo 1 x 1 São Francisco (10.423)
São Raimundo 2 x 1 Tuna Luso (2.868)
São Raimundo 2 x 2 Independente (4.513)
São Raimundo 1 x 1 Cametá (2.494)

4 - SÃO FRANCISCO (TOTAL: 11.097 / MÉDIA: 3.699)

São Francisco 2 x 1 Paysandu (4.223)
São Francisco 1 x 1 Cametá (4.896)
São Francisco 2 x 0 Remo (1.978)

5 - CAMETÁ (TOTAL: 6.096 / MÉDIA: 2.032)

Cametá 1 x 0 Independente (2.964)
Cametá 2 x 2 Remo (1.420)
Cametá 0 x 0 Águia (1.712)

6 - INDEPENDENTE (TOTAL: 7.352 / MÉDIA: 1.838)

Independente 1 x 2 Tuna Luso (2.339)
Independente 0 x 1 Remo (1.944)
Independente 1 x 1 São Francisco (1.137)
Independente 1 x 2 Paysandu (1.932)

7 - ÁGUIA (TOTAL: 5.272 / MÉDIA: 1.318)

Águia 3 x 1 São Raimundo (1.181)
Águia 2 x 1 Paysandu (1.697)
Águia 3 x 2 São Francisco (1.163)
Águia 1 x 2 Independente (1.231)

8 - TUNA LUSO (TOTAL: 1.953 / MÉDIA: 651)

Tuna Luso 0 x 1 Águia (794)
Tuna Luso 3 x 1 São Francisco (345)
Tuna Luso 1 x 1 Cametá (814) 
 
 
 
Comentário do bodegueiro:
 
"Os números enganam!

1 - PAYSANDU (TOTAL: 36.513 / MÉDIA: 9.128)
Paysandu 1 x 2 Cametá (2.544)
Paysandu 2 x 1 Tuna Luso (1.652)
Paysandu 2 x 0 Remo (26.706)
Paysandu 0 x 1 São Raimundo (5.611)

2 - REMO (TOTAL: 24.215 / MÉDIA: 8.072)
Remo 1 x 0 Águia (10.201)
Remo 1 x 0 São Raimundo (8.525)
Remo 1 x 2 Tuna Luso (5.489)

No Pará, meu caro R. Brito, não se costuma dar público só para o mandante no clássico Remo e Paissandu. Porque, na verdade, as duas torcidas se equivalem. No caso deste último Remo e Paissandu, a maioria absoluta dos presentes era remista, não porque a torcida do Remo é maior, mas porque o Leão Azul vinha de uma boa campanha em relação ao Paissandu, que havia perdido três partidas e ganho só uma até então.

Com o resultado do jogo - Paissandu 2 a 0 - a torcida do Remo decaiu no jogo seguinte, contra a Tuna.

Logo, não espelha a verdade computar para o PSC os 26.706 pagantes do clássico pelo simples fato de ter sido o mandante. Isso só seria verdadeiro se fosse igual na Argentina com o supermando entre Boca e River, em que cada um, como mandante, só admite a presença do próprio torcedor. O justo seria computar metade para cada um dos times, com o mesmo critério no segundo turno, quando o mandante será o Remo.

Os números dos outros jogos do PSC comprovam que estamos aqui comentando: 2.544 contra o Cametá (em que perdeu por 2 a 1), 1.652 contra a Tuna (em que ganhou por 2 a 1) e 5.611 contra o S. Raimundo (em que perdeu por 1 a 0), dando uma média de 3.269.

Obrigado pelo espaço.

www.bloguedovalentim.com"
 
Quem vê o mundo de maneira sensata também é visto assim por ele.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

NOVA camisa da Seleção




Melhor que a anterior com certeza! Se não fosse a tradição da amarelinha, a azul ficaria até melhor. É a minha opinião.