quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

DO EMPREENDEDORISMO "quase" ao futebol

É DE CONHECIMENTO de todos que no mercado de trabalho e nas várias áreas de atuação, exige-se um perfil de profissional que seja compatível com o novo cenário de mudanças e turbulências econômicas, políticas e sociais. O profissional do futuro (e esse futuro já chegou) precisa saber se adaptar às várias situações, não se prender em conceitos rígidos e saber defender suas convicções com flexibilidade e cordialidade. Não é preciso (e nem deve) se desviar de princípios morais, religiosos de sua formação, mas é fundamental ser habilidoso para atingir o mais alto nível de atuação sem se "prostituir". A compreensão do bem comum, mais ecológico passa a ser uma prerrogativa do ambiente competitivo e um entendimento "neo-socialista" surge como um alicerce para quem necessita de estabilidade emocional para seguir seu caminho em sua área de atuação escolhida e assim podemos dizer que trabalho vai mais além do que conquistar degraus e alcançar cifras, aspirações estas que também não me faltam. Conhecer, se interessar e se preocupar com os problemas de cada setor profissional, bem como entender sua história de desenvolvimento e ter conhecimento e posicionamento político são comportamentos essenciais se quisermos contribuir para o crescimento de nossa área e, com ela, de toda sociedade.

Tenho observado tais condutas em empreendedores de vários seguimentos, profissionais liberais, funcionários diversos e estudantes.

Mas no que se refere ao futebol, não encontro discussões profundas sobre temas que realmente estão ávidos por estudos, por atitudes e por mudanças de comportamento de quem tem realmente possibilidade de fazê-lo mas uma renovação falsa camuflada pelas "caras novas" quem assume os cargos mais altos de gestão.

Uma pergunta inevitável vem à mente: Com o país mostrando sinais bem evidentes de crescimento econômico, social, vida praticamente plena de política democrática e melhoras no desempenho em vários setores, inclusive em outros seguimentos do esporte e educação, será que o futebol fará o caminho contrário?

Pensemos nos acadêmicos de Educação Física que se preparam pra engajar no meio futebolístico que geralmente se deparam com um mercado restrito de trabalho no chamado "país do futebol" (pra mim é ex) contraditório, não? Em conjunto a isto, a falta de encontros, fóruns, congresso e/ou qualquer evento onde possam ser discutidos, debatidos e divulgados para se construam informações que contribuam de maneira observável na rotina dos clubes do futebol brasileiro. E ainda, é bem observável, análises sem conhecimento de fatos por pessoas de dentro ou fora dos clubes, apenas pela ação de criticar por criticar. (ou seja, não existe formação ética no futebol brasileiro)

Aos leitores que chegaram até aqui tenho a dizer que existem pessoas que adoram esta ignorância e desprezam qualquer tipo comportamento crítico ou idealismo político que possa de qualquer forma "atrapalhar os negócios"(e estão errados, pois não atrapalham, só ajudam). O que é importante sabermos é que não somos terroristas e nem queremos sabotar o futebol brasileiro, não é de interesse deste autor derrubar ou desestruturar nenhuma instituição ou pessoa. Se quisermos andar junto com nosso país, é preciso estarmos vivendo a plena democracia e construirmos as mudanças de maneira sólida.

E é preciso avançar, caminhar em direção a estas mudanças e vencer este conservadorismo impregnado no futebol.
Obrigado. (blog Futebol Profissional)

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