quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ERROS e acertos de Botafogo 1, Cruzeiro 0


Loco Abreu mais uma vez salvou o Bota


ANTES do início do jogo no Engenhão, o zagueiro cruzeirense Leo, em entrevista ao canal PFC, disse que jogaria à direita, mas seria lateral ou terceiro zagueiro de acordo com o comportamento do adversário. 

Como o Botafogo iniciou no seu 4-2-3-1 habitual, com Herrera à direita, Leo ficou na lateral e Victorino e Naldo atuaram no miolo da zaga vigiando Abreu. Correto. Mas no 4-3-1-2 de Vagner Mancini, Roger atuou mais contido à esquerda, batendo com Renato, volante que qualifica a saída alvinegra. Charles atuou mais centralizado e Marquinhos Paraná pela direita, tentando compensar a falta de um lateral apoiador no setor. 

O time de Caio Júnior acertou ao forçar o jogo pelo lado de Diego Renan, com notórias deficiências na marcação e sem o devido auxílio de Roger. Mas não conseguiu ser efetivo pelos seguidos erros técnicos de Alessandro e Herrera. Até Renato falhou feio na conclusão após bela jogada pelo setor limpando, inclusive, Roger, que não criava, sobrecarregando Montillo, e muito menos marcava.
Numa das poucas jogadas pela esquerda, Elkeson foi ao fundo e serviu Herrera, que perdeu gol feito na pequena área. Em outro passe do meia, após roubar bola de Charles num momento de marcação avançada do Bota, o chute torto do argentino que irritou torcida e, provavelmente, Caio Júnior, que voltou com Caio depois do intervalo. A segunda substituição, já que Lucas Zen, lesionado, dera lugar a Léo.

A equipe mineira tentava esticar bolas para Anselmo Ramon e Farias, bem centralizados, no mano-a-mano contra Antonio Carlos e Fabio Ferreira. Mas faltava qualidade técnica para levar vantagem. Como de costume, Montillo, mesmo em fase descendente, levou o time nas costas. Pouco.
Formações iniciais: Botafogo no 4-2-3-1 forçando pela direita com Alessandro e Herrera, mas errando demais; Cruzeiro no 4-3-1-2 com dupla de centroavantes e Roger muito contido à esquerda no cerco a Renato, sobrecarregando Montillo na criação.

Apesar da mudança pela direita, o Bota voltou procurando mais o lado oposto, com Cortês aparecendo mais no campo de ataque e o revezamento de Elkeson e Maicosuel que já se mostrara tímido na etapa inicial. Por ali saiu o centro de Elkeson para Abreu ganhar de Naldo e testar certo, sem chances para Fábio.

Mancini lançou sua equipe à frente com Wellington Paulista, Élber e Keirrison nas vagas de Farias, Anselmo Ramon e Charles. Impossível condenar a iniciativa, mas é dever criticar a organização. Em um 4-2-2-2 descoordenado, quase 4-3-3, com Roger definitivamente como volante, o Cruzeiro criou muito pouco e escancarou o sistema defensivo. 

O Bota, com Everton na vaga de Elkeson, só não ampliou porque Abreu perdeu gol feito após ganhar de Victorino, limpar Fábio e bater para Naldo salvar. Uma inversão de papéis do gol único da vitória alvinegra que mantém o time na disputa do título.
No final, Cruzeiro no 4-2-2-2, quase um 4-3-3, atacando de forma desordenada e escancarando a defesa para os contragolpes de um Bota que se manteve no 4-2-3-1 e atacando pela esquerda com Cortês e Maicosuel.

O Cruzeiro, sem chama e ideias, segue no desespero da fuga da zona de rebaixamento. Sofre porque erra demais. Como o Bota tem falhado nos momentos em que tem a chance de chegar ao topo da tabela.

Erros e acertos que a cada jogo, numa alternância insana, tornam o campeonato ainda mais parelho. (blog Olho Tático)

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