domingo, 13 de novembro de 2011

AMÉRICA inexplicável!

AO SAIR para o intervalo no Engenhão (35.194 pagantes) tomado pela torcida tricolor (40.132 presentes), o americano Kempes, autor do único gol do primeiro tempo, aos 38, em falha de Diego Cavalieri, resumiu a estarrecedora situação vivida pelo Fluminense:
“Não podíamos ter perdido os três gols que perdemos, porque o Fluminense é muito bom, pode empatar e virar. Nós podíamos voltar muito mais tranquilos”.
De fato.
Não é que o América jogou melhor que o Fluminense, acostumado que está a calar 40 mil torcedores.
O América deu um baile no Fluminense no primeiro tempo.
E perdeu três gols feitos com Fábio Júnior em noite desafinada.
O primeiro, aos 26, ao bater pênalti inexistente, inventado pela arbitragem em lance normal de disputa de bola entre Fred e Willian Rocha.
Diego Cavalieri defendeu e a bola foi à trave, antes de ser mandada para escanteio.
Aos, 30, em bola cruzada pela direita, na risca da pequena área, Fábio Júnior se antecipou à zaga, mas mandou por cima.
E, aos 33, Fábio Júnior, à queima-roupa, chutou em cima do goleiro de virada.
Neneca, o goleiro mineiro, se quisesse, poderia ter tirado uma soneca, apesar do barulho, e das vaias, da torcida tricolor que via, incrédula, o desenho de uma nova tragédia.
Afinal, em sete jogos entre ambos pelo Campeonato Brasileiro, o América venceu quatro e empatou três.
Mas, para o time das 10 viradas neste Brasileirão, mesmo sem Deco para pensar o jogo, o segundo tempo teria de ser diferente.
Abel Braga voltou com Diguinho e Araújo nos lugares de Valencia e Lanzini.
O Flu melhorou, mas, uma pilha de nervos, seguiu pior que o rival que parecia jogar com 10 contra 12, tão bisonha a atuação do veterano Fábio Júnior.
Aos 20, saiu o lateral-esquerdo Jefferson e entrou Rafael Moura, o He-Man, pedido desde os 10 minutos do segundo tempo pela torcida.
O América tinha cinco jogadores com cartões amarelos, entre eles os seus três zagueiros.
Alessandro entrou no lugar de Kempes e Fábio Júnior continuou.
E, aos 33, em linda troca de bolas, numa verdadeira linha de passe, Alessandro recebeu no miolo da área, matou no peito e fez 2 a 0.
Parecia o fim do jogo, mas Rafael Moura conseguiu descontar em seguida, aos 36, depois de pegar um rebote da zaga provocado por ele mesmo.
Acoatumado às façanhas impossíveis, a massa acreditou que seria possível de novo e se pôs a gritar.
Finalmente, Givanilo tirou Fábio Júnior e pôs Gláuber.
Fred acertou lindo chute e Neneca, enfim, teve de fez uma bela defesa.
O Fluminense foi simplesmente lamentável e  não chegou à liderança enquanto o América deixou a lanterna, numa campanha inexplicável, com duas vitórias sobre o Flu, uma sobre o Corinthians e outra, por goleada, sobre o Vasco.
Dá para não cair?
Se continuar assim, claro que dá.
E os corintianos, vascaínos e botafoguenses agradecem.

Enquanto isso, em Floripa, o Galo começou melhor que o Figueirense, viu o dono da casa reagir, mas fez 1 a 0, ainda no primeiro tempo, com Werley, aos 37, diante de 10.271 torcedores.
E tentou defender o resultado.
Mas o Figueira empatou com Wellington Nem aos 6 do segundo tempo, em bola que quicou na linha da pequena área, traindo o goleiro Renan Ribeiro de maneira escandalosa.
Menos mal que, em seguida, ele fez milagre para evitar a virada catarinense, que foi ensaiada um sem-número de vezes, até que, aos 42, Júlio César complementou bela jogada e fez a justa virada: 2 a 1.
O Figueirense segue sendo a melhor surpresa do Brasileirão, vivo até para pensar em ser campeão, simplesmente porque joga organizadamente e tem bons jogadores, que se aplicam sem parar.
 
E, no Morumbi (10.643 pagantes) com dois gols de Luís Fabiano, aos 12 e aos 19 do segundo tempo, o São Paulo derrotou o agora lanterna Avaí por 2 a 0. (blog do Juca Kfouri)

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