quarta-feira, 19 de outubro de 2011

TIMES grandes e seus torcedores pequenos


De Vitor Birner 

QUEM torcer por uma equipe grande e acredita que o time do coração não pode viver sem treinador ou jogador “x”, não entende a grandeza da instituição que afirma amar.
Coloca o personagem acima do clube.
Pelé parou e o Santos está aí.
Zico pendurou as chuteiras e o Flamengo ganhou mais títulos.
O mesmo aconteceu com Telê e o São Paulo, Ademir da Guia e o Palmeiras, Roberto Dinamite e o Vasco, Romerito e o Flu, Garrincha e o Glorioso, Sócrates e o Corinthians….
Quando agremiações com mais de milhão de seguidores não se recuperam da saída do ídolo, a culpa é da má gestão, não da perda do atleta ou do treinador.
O Barcelona, pouco depois de Ronaldinho ser escolhido o melhor do mundo, não quis mais o então craque.
E seus torcedores, conhecedores e orgulhosos do tamanho e importância do time, confiaram na mudança.
Alguns reprovaram a decisão, todavia não houve chiliques em massa.
Lá, as pessoas cobram coerência administrativa, implementação da filosofia de trabalho longa e eficaz.
Na Catalunha, o personagem, o ídolo, entende o papel dele no clube.
A própria torcida o coloca no seu devido lugar.
E ele passa a compreender também a grandeza do melhor time da década.
Mesmo sem cantar muito durante os jogos, a ‘hinchada’ barcelonista é tão grande quanto a história do time.
Serve de exemplo para vários torcedores aqui no Brasil.
Obs: não mandei o recado do post para torcida de clube x ou y. Fui genérico, pois todo time, mais ou menos, possui seguidores que não compreendem a grandeza do time que diz amar.

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