segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A RODADA mostra a diferença entre técnicos inventores e os inventivos

Paulo Vinicius Coelho

CRISTÓVÃO Borges saiu por cima da 31a. rodada do Campeonato Brasileiro. Líder pela quinta vez -- o Vasco ficou em primeiro entre a 24a e a 27a rodadas --, Cristóvão teve como grande mérito mexer na estrutura da equipe no decorrer do primeiro tempo. E também... Inventar Diego Souza como centroavante.

A improvisação foi quase obrigatória, fruto da falta de opções do elenco e da lesão de Élton, de última hora. Pois imagine que o Vasco perdesse em Pituaçu, com Diego Souza no ataque. Cristóvão Borges seria professor pardal, inventor. Como deu certo...

Eis a diferença entre um técnico inventor e um inventivo.

O Vasco foi bem em Salvador. Seu técnico-interino também. Começou com Felipe na lateral, uma linha de três homens na armação, com Éder Luís à direita, Jumar à esquerda, Allan por dentro. O time ia bem, mas faltava chegada ao ataque. Éder veio para a esquerda, Felipe virou meia, Allan caiu pela direita.

A função de Diego Souza, como centroavante, não é novidade no Brasileirão. O Corinthians fez o mesmo com Alex, na ausência de Liédson e Émerson, nas partidas contra o Vasco, em São Januário, Atlético Goianiense, no Pacaembu. No Beira Rio, contra o Inter, quando trocou Liédson por Jorge Henrique, Tite também avançou Alex para atuar como centroavante. Deu certo. Alex sofreu a falta de D'Alessandro que resultou na expulsão do camisa 10 colorado e no gol, resultado também da falha do goleiro Muriel na montagem da barreira.

Como é inventivo esse Tite, hein...

Nenhum comentário:

Postar um comentário

MANDA ver um comentário aí!