sábado, 15 de outubro de 2011

POR QUE não há favoritismo em dérbi campineiro?

do Blog do Ari 
 
DIFERENTE dos grandes clássicos paulistas, cariocas e mineiros, quando o clube que atravessa melhor fase tem maior probabilidade de vencer, em Campinas os ingredientes que cercam o dérbi campineiro servem para tirar até um suposto ligeiro favoritismo deste ou daquele.

Por que? Por ‘ene’ motivos, a começar pelo estado emocional dos jogadores envolvidos. Diferentemente dos jogadores de grandes clubes, calejados a intensa cobrança, entre os participantes do dérbi local não se pode afirmar seguramente que todos escapam daquele friozinho na barriga ou até mesmo de intestino desandado antes do jogo. 

Com o emocional abalado, o rendimento do atleta nem sempre é o mesmo. De repente pode cometer uma besteira como fez o lateral-direito Édson Abobrão, da Ponte Preta, em 1983, que ‘deu no meio’ do meia Neto do Guarani com 30 segundos de jogo, crendo que no máximo receberia uma advertência verbal do árbitro Almir Ricci Peixoto Laguna. 

Pois a tentativa de intimidação de ‘Abobrão’ custou caro. Foi expulso de campo e a Macaca jogou o tempo todo com dez homens. Por sorte, em lance de bola parada alçada na área, o zagueiro Osmar Guardelli marcou gol de cabeça pra Ponte, que depois segurou o bombardeio do Guarani, ganhando o jogo por 1 a 0. 

Isso é exceção. A regra indica que um jogador expulso em dérbi pode colocar a perder o trabalho planejado por sua equipe. 

Caso prevaleça a previsão de tempo chuvoso neste sábado, aumenta a indefinição sobre o vencedor. De repente um zagueiro escorrega num lance que teoricamente ganharia a jogada e coloca a tudo a perder. O fluente toque de bola desaparece. O tal de jogo aéreo ganha maior influência. E por aí vai. 

Não bastasse tudo isso, a imprevisibilidade de Guarani e Ponte Preta na competição não recomenda palpite. O Guarani tem se superado principalmente nos jogos em casa, mas ainda oscila bastante durante as partidas. A Ponte tem jogado só pro gasto e às vezes nem isso neste segundo turno do Campeonato Brasileiro da Série B.
É preciso reconhecer que alguns jogadores da Macaca que andam devendo de uma hora pra outra podem recuperar o bom futebol, casos do meia Renatinho e o atacante Ricardo Jesus. 

Gilson Kleina, técnico da Ponte, anuncia a manutenção do meia Caio ao lado de Renato Cajá. Suspeitem disso. Se contra adversários teoricamente mais fracos optou por três volantes, difícil acreditar que será tão ousado contra o principal rival. Além disso, com base no jogo contra Sport, Caio ainda está fora de forma. Vamos aguardar. 

No Guarani não há o que esconder. Pelo que se observou o meia Felipe de fato é dúvida, e se não jogar haverá perda de qualidade no setor. Quanto ao lateral-direito Chiquinho, não há reposição recomendável no setor e a tendência é que vai ele mesmo sem as melhores condições. 

E se num gramado pesado Chiquinho não suportar e pedir pra sair, o treinador bugrino Giba de certo sabe que é um terrível risco apostar em Ari como substituto. Pode estar ali a mina para o adversário. É óbvio que vale o risco de improvisação no setor, se necessário, com ou sem chateação do lateral Ari. 

Como apresentação de jogo é puro achismo, o jeito é esperar a bola rolar. E que vença o melhor.

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