sábado, 1 de outubro de 2011

NEM TANTO ao mar, nem tanto à terra


Lédio Carmona

NEM TANTO ao mar nem tanto à terra. A frase vale para todos. Torcedores ufanistas,imprensa empolgada, jogadores deslumbrados e Mano Menezes, aliviado. O Brasil venceu a Argentina por 2 a 0, no lotadíssimo Mangueirão, e ganhou a Copa Rocca (ou seria Superclássico das Américas) (ou sei lá mais o que). A dúvida já mostra que a conquista é o de menos na noite paraense. Ou alguém acredita mesmo que ver o Brasil com peças A, porém com muitas B, ganhando da Argentina C é algo espetacular? Claro que não. Mas é revigorante ver que o time jogou melhor. E que peças lançadas por Mano deram certo. Ou, com mais prudência (dever nosso de cada dia), trouxeram índicios animadores de que podem vingar com a camisa amarela.
 
Mais importante do que ver Ronaldinho Gaúcho, com atuação tímida, erguendo aquele troféu em forma de sol foi ver Lucas arrebentar. Jogou muito bem, como extremo pela direita. Seu pique em velocidade, após brilhante passe de Danilo, foi arrebatador. Gol do Brasil. Cortês, o lateral-esquerdo do Botafogo, começou a jogada. Jogou bem. Não sentiu o peso da camisa. Mano, por quem torço muito e respeito sempre, apostou. Deu certo. Danilo é útil pelo lado direito. A zaga funcionou, com Dedé e Réver. Rômulo, ao lado de Ralf, foi discreto e funcional. Borges teve iniciativa. Neymar vive um momento que nunca joga mal. É sempre bom. Marcou o segundo gol. E até Diego Souza acabara de entrar e fez o cruzamento para o gol do santista. Brasil, como na Era Dunga, voltou a ser forte nos contra-ataques. Só não pode virar samba de uma nota só.

Tudo certo. O Brasil ganhou da Argentina. Ronaldinho Gaúcho ergueu a Copa Rocca. No país das festas, mais uma, mesmo que forçada, não faz mal. Porém o jogo valeu mesmo para provar que há bons caminhos para a montagem de um time confiável. Isso, sim, é digno de festejo e de esperanças. O fato é esse. No jargão jornalístico, aí está o lead.

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