quinta-feira, 6 de outubro de 2011

MUITAS emoções e falhas no empate ruim para Cruzeiro e São Paulo. O confuso time de Adilson foi superior


De Vitor Birner 


Cruzeiro 3×3 São Paulo
Sobraram erros e emoções no jogo da Arena do Jacaré. Adilson mudou o São Paulo e não conseguiu evitar a repetição dos equívocos das últimas partidas. Mesmo assim, Os visitantes foram melhores na maior parte do confronto. O maior mérito de Vágner Mancini foi montar o time celeste mais guerreiro.

A apatia cruzeirense, uma das grandes razões do fraco desempenho da equipe na temporada, não apareceu. Montillo merece elogios pela apresentação. Marquinhos Paraná, na etapa inicial, também.

Luís Fabiano, Cícero e Dagoberto se destacaram no time de Adilson que ficou mais perto da vitória.Farias e Rivaldo foram os piores do empate que não deixou ninguém feliz. 

Escalações
Cruzeiro – Fábio; Vitor, Léo, Victorino e Éverton; Marquinhos Paraná, Charles, Roger e Montillo; Farias e Keirrison.
São Paulo – Rogério Ceni; Jean, João Filipe, Rhodolfo e Juan; Denilson, Carlinhos, Cícero e Rivaldo; Dagoberto e Luís Fabiano. 

Os times
Vágner Mancini escalou Charles como volante de marcação e uma nova dupla de atacantes.Como o São Paulo erra muito a marcação pelos lados, o treinador explorou o defeito são-paulino. Deu bastante liberdade para o volante Marquinhos atacar  e ajudar Roger e Montillo na armação dos lances, quase sempre pelas pontas. 
Adilson também mudou a equipe. E deixou o São Paulo praticamente com 10 jogadores em campo na etapa inicial. Carlinhos e Denilson trabalharam bastante na marcação. Cícero ajudou e também foi o principal armador da equipe. Dagoberto, pelos lados do ataque, tentou abrir espaços e Luís Fabiano fez bem o pivô. Rivaldo, nulo na criação e desarmes, virou um peso morto. A entrada dele obrigou  Dagoberto a cooperar mais na marcação, pois o veterano e Luís Fabiano, sem as condições físicas ideais, não conseguem participar tal qual denecssário do sistema defensivo. 

Ruim na parte técnica
O momento ruim cruzeirense e o adversário mal-escalado proporcionaram uma partida tecnicamente fraco, mas emocionante por causa das falhas defensivas que geraram boas chances de gols. A Raposa utilizou bastante os lados do campo. Montillo se movimentou bastante para confundir os rivais. Marquinhos apareceu para as tabelas na esquerda. Vitor fez o mesmo na direita. O São Paulo utilizou o centro do campo e a direita, onde Jean apoiou bastante, em busca do gol. 

Sem segredos
Os erros cruzeirenses e sãopaulinos foram previsíveis. A diferença da equilibrada etapa incial acabou sendo quem soube aproveitá-los. Aos 9, a marcação do Cruzeiro no meio falhou e Luís Fabiano deixou Jean cara a cara com Fábio. O lateral, como aconteceu no primeiro semestre quando era titular, chutou mal e perdeu a oportunidade que acabaria provavelmente faria o rival, correndo risco de cair, se perder emocionalmente.

Aos 12, o Cruzeiro não deu mole. Os volantes sãopaulinos mal-posicionados deram espaço, Jean chegou atrasado, e Marquinhos  cruzou para Keirrison deixar o anfitrião em vantagem. A partida ficou aberta e os tradicionais erros de ambos os times continuaram aparecendo.
Aos 23, Jean de novo ficou de frente para Fábio. E ele perdeu outro gol. A redonda bateu na trave.
Em seguida os volantes visitantes falharam de novo e Farias recebeu a gorduchinha na área. Tinha tudo para ampliar a vantagem, todavia finalizou mal demais. 

Erro do árbitro
Cícero, o mais criativo do São Paulo, fez bela jogada de contragolpe, entrou na área, driblou Fábio e se atirou. Paulo Godoy Bezerra deu pênalti. O centroavante cobrou mal e o goleiro defendeu. 

Luís Fabiano
Luís Fabiano cometeu o grave pecado futebolístico de perder a penalidade. No mais, merece elogios pelo etapa inicial. Deu o passe para Jean, participou do lance da bola na trave e ainda doutra excelente chance perdida, dessa vez por Dagoberto, aos 43, também cara a cara com o goleiro. 

Perigoso
A Raposa, preparada para contra-atacar, levou perigo apenas nos arremates da entrada da área, contudo sempre deixou a impressão que poderia, a qualquer momento, colocar um dos atacantes de frente para Rogério Ceni. 

Fraco Farias
A péssima apresentação dele diminuiu muito a chance de vitória cruzeirense. Perdeu outro gol aos 9 do segundo tempo, após o cruzamento de Vitor.  E pior: Keirrison, aos 12, pediu para sair e o argentino continuou. Wellington Paulista entrou.

Cícero se destaca
Ele e Luís Fabiano eram os mais perigosos do São Paulo. Aos 14, o centroavante deixou o meia-volante na frente de Fábio e ele igualou. 

Erro do auxiliar?
Aos 19, o bandeirinha viu impedimento ou de João Filipe ou de Luís Fabiano. Acho que errou ao anular o gol de Luís Fabiano. Ele estava atrás da linha de bola. 

São Paulo vira e jogo fica maluco
Dagoberto, sumido primeiro tempo, jogou bem no segundo. Aos 20, em lance individual, virou o jogo. A partida ficou aberta, maluca, emocionante e lotada de erros e gols.
Aos 22, Elber ocupou o lugar de Roger, outro apagado no confronto.
Aos 26, Rivaldo fez falta desnecessária. Montillo cruzou, a defesa sãopaulina se atrapalhou e Charlos igualou.
Aos 31, a zaga cruzeirense devolveu a gentileza. Dagoberto cruzou de maneira perfeita, o baixinho Juan cabeceou livre (não pode) e fez 3×2.
No minuto seguinte, cansado da inutilidade de Farias, Mancini pôs Anselmo Ramon no lugar dele.
Aos 35, o Cruzeiro cobrou o escanteio, Rivaldo estava na primeira trave e não marcou, Everton desviou e Anselmo Ramon, livre, em baixo da trave, de novo empatou.
O São Paulo, superior na etapa complementar, foi para cima e o mandante apostou nos contragolpes.

Ninguém mais balançou a rede. Adilson ainda colocou Casemiro na vaga de Jean, aos 41, e Marlos no de Dagoberto, que pediu para deixar o gramado, aos 43.
Casemiro deu o passe curto, aos 46, que levou Denilson a fazer a falta e ser expulso por causa do segundo amarelo. 

Entre erros e erros de lado a lado, o empate acabou sendo mais amargo para o time de Adilson. E justo.

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