quinta-feira, 13 de outubro de 2011

BOTAFOGO joga muito no primeiro tempo, suporta pressão no segundo e consegue grande vitória contra o Corinthians


De Vitor Birner 


Corinthians 0×2 Botafogo 


O PRIMEIRO tempo do Botafogo foi digno dos times que lutam pelo título do campeonato brasileiro.
Perfeito na marcação, inteligente ao usar as falhas adversárias para atacar, eficaz nas finalizações e tranquilo quando teve o gol mal-anulado.
O Corinthians só começou a jogar com bola no segundo tempo, após o Glorioso recuar.
Passou grande parte do segundo tempo pressionando.
Parou na retranca guerreira, radical e ungida pela sorte dos comandados de Caio Jr.
Bela e merecida vitória do Botafogo no Pacaembu.

Escalações
Corinthians – Julio Cesar; Alessandro, Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos; Moradei e Paulinho;  William, Danilo e Jorge Henrique; Alex

Botafogo – Renan; Alessrandro, Antonio Carlos, Fábio ferreira e Cortês. Marcelo Mattos e Renato;   Elkesson, Maicosuel e Felipe Menezes; Loco Abreu

Inesperado
O Corinthians sempre inicia os jogos no Pacaembu marcando forte a saída de bola e pressionando os rivais.
Faz isso para de impor, mostrar quem é o anfitrião, tomar as rédeas do jogo, intimidar o adversário e obviamente vencer.
A equipe de Tite pretendia repetir o de hábito diante do Glorioso.
Não funcionou.

Botafogo, superior
Felipe Menezes começou entre os titulares e Herrera na reserva.
Caio Jr optou pelo boleiro capaz de prender mais a bola,  fator importante para quem deseja evitar pressão e irritar a torcida mandante.
Como não podia abrir mão do contragolpe, posicionou Elkesson, na direita, aberto.
Maicosuel atuou na esquerda.
Eles e a dupla de volantes fizeram excelente trabalho defensivo pouco a frente da linha do meio-campo.
Tite repetiu a formação que conseguiu os últimos bons resultados, com Alex quebrando o galho no comando do ataque, William, Danilo e Jorge Henrique na meia.
Ninguém pode acusar o treinador de falta de ousadia. Paulinho e Fábio Santos tinham liberdade para ajudar na criação.
Eles e os zagueiros falharam na saída de bola. o trio criativo e Alex se perderam entre os meio-campistas e a zaga botafoguenses.

Erro do auxiliar prejudica o Botafogo
O lance não era complicado, mas o auxiliar errou ao dar impedimento no lance que terminou com o gol de Marcelo Mattos. logo aos 4 minutos.

Só um ataque jogou
O Corinthians não criou uma chance de gol no primeiro tempo.
O Glorioso sobrou. Poderia ter se perdido depois do erro do bandeirinha, contudo manteve a tranquilidade e a inteligência para usar as lacunas do sistema defensivo corintiano.
Aos 11, Elkesson, avançou no espaço deixado por Fábio Santos e sem cobertura dos volantes, cruzou e Loco Abreu, de cabeça, fez 1×0.
O time cresceu ainda mais depois de ficar em vantagem. Cortês apoiou bastante. Perdeu o receio dos contra-ataques de William.
Renato e Marcelo Mattos foram perfeitos na cobertura.
Aos 27, Fábio Santos se machucou e Welder o substituiu.
Aos 33, Maicosuel cortou para dentro, chutou, a bola desviou na zaga, enganou Julio Cesar e acabou dentro do gol.
O 2×0 deixou o Botafogo em situação confortável. Tite precisava dar vida ao sistema ofensivo e não tinha grandes opções no banco.
Os atletas mais ofensivos na reserva eram Ramirez e o Imperador sem condições atléticas.

Botafogo recua; Corinthians pressiona
Não sei se o Botafogo recua por vontade de  Caio Jr ou porque os jogadores não suportam o repetir o ritmo da primeira parte.
Diante do São Paulo isso complicou a vida do Glorioso.
A mudança de postura também aconteceu no Pacaembu.
E resolveu boa parte das dificuldades ofensivas corintianas.
Os comandados de Tite ficaram com a redonda na frente e pressionaram.
Aos 3, Marcelo Mattos, de cabeça, evitou o provável gol de Paulinho.
Aos 7, de novo ele foi fundamental ao desviar o perigoso arremate de Castán.

Expulsão correta
Aos 14, Cortês chegou atrasado na dividida, acertou Willian e mereceu a expulsão por levar outro amarelo.

Tite não perde tempo
Assim que o Botafogo perdeu o lateral, Tite trocou Moradei por Adriano.
Alex recuou e formou o trio de meias com Danilo e Jorge Henrique.
Willian virou segundo homem de frente.

Mais alterações
Caio Jr, aos 19, recompôs o sistema defensivo colocando Luís Gustavo no lugar de Felipe Menezes.
Aos 23, Herrera entrou no lugar de Elkeson.

Congestionado
O Corinthians ficou dependente dos arremates de média e longa distâncias de Alex, e dos levantamentos na área para Adriano e Danilo.
Apenas aos 37 Paulinho conseguiu tabelar e finalmente ficar cara a cara com Renan. O goleiro, preciso ao fechar o ângulo, evitou o gol.
Maicosuel havia saído para a entrada de Bruno Tiago.
Tite ainda tentou reverter a situação trocando  Alessandro por Ramirez.
O cabeceio de Paulo André, livre, aos 46, para fora, e o chute dele na sequência encerram a série de tentivas frustradas do líder.
O congestionamento glorioso na entrada da área garantiu a merecida  vantagem adquirida na etapa inicial. (do blog do Birner)

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