sexta-feira, 22 de junho de 2018

JOSÉ Augusto Moita!


O Capital e a carteira de trabalho do Pantico


QUANDO o prussiano Karl Marx lançou em 1867 a obra que mudaria completamente a relação capital/trabalho, jamais imaginaria que um século e meio depois, um baterista filho de Jardim, no interior caririense do Ceará, Pantico Rocha, tiraria sua primeira carteira de trabalho aos cinquenta anos de idade.


Aí os marxistas leitores mais atentos me perguntarão: mas o que têm a ver as baquetas maviosas de um dos melhores baterista da Terra de Cabral, com a pena não menos iluminada do maior filósofo da Terra de Bismarck? E eu, obsequiosamente, vos respondo: como é que vou saber? Num sei porra nenhuma de Marx ou d'O Capital (livro difícil pra cacete, comecei a lê-lo umas quatro vezes e por oito fiquei enganchado no primeiro capítulo), muito menos sei de pratos, tambores e efeitos. 

Mas deve haver alguma relação.

Pantico já tocou com quase todos os bons nomes do mundo da MPB, de Nelson Gonçalves a Maria Bethânia, e hoje toca com o Lenine... peraí, seria esse o elo? Estaria Pantico para Lenine assim como Engels esteve para Marx? Quer dizer: o primeiro é colaborador no modelo de mais-valia atual, enquanto o segundo colaborava da maneira antiga, sem remuneração? Poxa, vou ter que tentar ler aquele livro quilométrico novamente...mas por que o Pantico foi tirar essa bendita carteira do trabalho logo agora, com o desemprego bretanhamente galopante?

Pantico, tal qual tecelão londrino de meados do sec XIX, vende sua força de trabalho ao capital e, também , igual ao fabril operário britânico e ao próprio Marx, passou a vida toda sem carteira do trabalho assinada. Então, para quê cargas d'água Pantico quer uma carteira do trabalho? Essa é uma pergunta tão intrigante quanto o próprio conteúdo social, econômico e filosófico dos três tomos da revolucionária obra do alemão.

No entanto, apesar de ambos, Marx e Pantico, serem grandes apreciadores de um goró -- o primeiro na forma de puro malte e o segundo na mais viçosa cevada --, não consta em suas biografias, pelo que se saiba, que o prussiano tenha sido exímio no chimbau ou, o mais improvável, que o jardinense seja formulador de teorias entre o trabalho social, o capital entesourador e a alienação mental. Afinal, qual a relação, caso haja, entre O Capital e a carteira do trabalho tirada recentemente pelo Pantico?

Ora, proletários leitores, penetrar na mente de um iluminado requer a arte de ler nas entrelinhas. Raciocinemos juntos: se Karl viveu sessenta e tantos anos sem nunca ter ido ao Sine para obter tal documento, por que Pantico, aos cinquenta e poucos, que sempre vendeu sua força de trabalho sem de carteira necessitar, se submeteria a tal incômodo? Simples: assim como Marx , com seus estudos e tratados revolucionou o Mundo, depondo monarquias e impérios, Pantico, sem calhamaços de milhares e milhares de folhas, mas com um simples livreto de poucas páginas, quase todas em branco, pretende derrubar o governo espúrio instalado atualmente no Brasil. 

Como fará tal revolução? Isso quem há de responder é ele, ora bolas. Em bunda de menino novo, mão de juiz, rascunho de filósofo e cabeça de músico a imprevisibilidade reina, nada se pode elencar. Creio que a intenção dele é, com a sua inclusão no rol dos procurando emprego, aumentar o índice de desemprego e tornar o governo do corno véi mais impopular ainda, ocasionando uma revolta incontrolável, só pode. Mas, de qualquer maneira, bem-vindo, Pantico, ao mundo laboral dos com carteira do trabalho, assinadas ou não.


A CRÔNICA supra, entre irônica e sábia, do autodidata progressista José Antonio Moita, muito diz sobre a precária situação atual do Brasil.

Golpistas, uma minoria de mal brasileiros aliados ao poderoso capital internacional, manipulam as massas e corrompem ainda mais o corrompido Congresso Nacional, a fim de depor uma presidente honesta e um projeto legitimamente brasileiro, comprometido com os reais e legítimos anseios populares, para, em vez disso, impor ao povo brasileiro os ditames infames do capitalismo selvagem, incluindo a precarização dos direitos trabalhistas.

Daí o tema bem explorado pelo cronista, em que o artista Pantico Rocha somente agora, depois de décadas vendendo sua força de trabalho de maneira informal, lança mão do documento num momento em que a força de trabalho vem cada vez menos valorizada.

Resultado:

Além da precarização trabalhista, do congelamento de investimentos sociais por vinte anos, que muito comprometerão ainda mais o futuro de nossas crianças, a entrega de bandeja do nosso petróleo e da nossa energia, vilipêndio cada vez maior à nossa pobre gente que, secularmente enganada e manipulada, mais enxerga o circo do hoje que o pão do amanhã. 

Se houver amanhã.

Corno Véi!


L. s.N.S.J.C.! 

quinta-feira, 21 de junho de 2018

ANÃO diplomático!


Aloysio Nunes (fonte: Internet)


QUARENTA e nove crianças brasileiras foram apartadas dos pais ao ingressarem ilegalmente nos Estados Unidos, segundo o cônsul-geral adjunto em Houston, Felipe Santarosa.

Santarosa contou à EBC de uma mãe presa que não sabia onde estavam os filhos.

Os adultos responsáveis, diz ele, devem contatar o serviço de assistência consular do Itamaraty, como se se tratasse de ir ao orelhão mais próximo.

A separação de famílias de imigrantes na fronteira dos EUA com o México, resultado da política de “tolerância zero” adotada por Donald Trump, causou uma onda de comoção mundial.

Em seis semanas, mais de 2 mil meninos e meninas, incluindo bebês, foram segregados e levados para “abrigos” — na verdade, jaulas improvisadas.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

NOTÍCIA velha


Desigualdade entre negros e brancos, e entre homens e mulheres


EM 10 anos, as desigualdades sociais relacionadas a etnia, gênero e situação de domicílio (urbano ou rural) diminuíram no país. Apesar disso, o Brasil ainda apresenta muitos contrastes entre a sua população – a exemplo dos negros, cuja renda média ainda é metade da dos brancos. É o que aponta um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com a Fundação João Pinheiro (FJP) e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado nesta quarta-feira (10).

O estudo analisa o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e outros 170 dados socioeconômicos por cor, sexo e situação de domicílio dos anos censitários de 2000 e 2010 para mostrar como a vida dos brasileiros mudou ao longo da década.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

A IGNORÂNCIA ao alcance de todos

Lula leu 21 livros em 57 dias



SÓ num lugar dominado por gente atrasada o tema podia virar polêmica. Mas esse lugar existe. E nem sou eu a dizer. Uma pesquisa divulgada no ano passado revela que a população brasileira é a segunda, entre 38 nações investigadas, com maior dificuldade em entender a própria realidade. Sempre foi assim, mas as redes sociais tornaram essa evidência gritante.


E por falar em social media, foi justamente no Twitter que o tema dos livros lidos por Lula ganhou força. A coisa acabou mesmo no plano da aritmética. Uma moça de nome Bruna Luiza produziu a seguinte pérola: “Se cada livro tem 150 páginas (o que é pouquíssimo para um livro normal), são 3150 páginas. Lula teria que ler 55 páginas por dia. Qualquer pessoa que costuma ler sabe que isso é irrealista, especialmente para um semi-analfabeto”. Viu?


Ora, é apenas ranço, preconceito e aquilo que podemos chamar ignorância petulante. O Brasil é um país onde persiste a lógica do apartheid social (ricos de um lado e pobres do outro) e ter um curso superior faz muita gente acreditar que é superior. Essa falta de noção faz com que muitos se sintam com autoridade para chamar o ex-presidente de analfabeto – ou semi-analfabeto, como no caso da moçoila.


É fato. Num país como o Brasil, onde a educação sempre foi privilégio, o diploma ainda funciona como elemento de distinção. Mas a verdade é que o país está cheio de obtusos com diplomas. Todos sabemos que, na prática, há pessoas que obtêm um canudo sem terem lido pelo menos dois míseros livros inteiros (se duvida, fale com algum professor). Tudo o que essas pessoas têm são noções epidérmicas sobre os fatos.


A ignorância petulante é resultado desse mal calculado complexo de superioridade. É uma auto-ilusão que leva as pessoas a se imaginarem num patamar intelectual elevado, quando, muitas vezes, estão abaixo disso. Muito abaixo. É o que mostra o caso da moça do Twitter, que considera irrealista ler 55 páginas num dia. Ah, minha cara Bruna Luíza, nem sempre é fácil entender que as nossas limitações são apenas nossas.


O preconceito impede de ver as coisas mais óbvias. Se uma pessoa se julga melhor que as outras apenas porque lê (e aqui há muito a questionar) ou porque tem um diploma, então ela é parte do problema. Aliás, é um saco ver analfabetos funcionais - que às vezes sequer funcionam – arrotando superioridade apenas porque têm um canudo. Eita papo botocudo.


Enfim, parece muito provável que o ex-presidente tenha lido os tais 21 livros em 57 dias, até porque tem tempo de sobra. E, para finalizar, fica a dica: não tenho receio de afirmar que Lula entende mais de economia do que muito economista, de sociologia do que muito sociólogo, de administração que muito administrador. Entendedores entendem...


É a dança da chuva.

(Chuva Ácida, acesso em 12jun2018)

L.s.N.S.J.C.!



terça-feira, 12 de junho de 2018

QUAL o legado da Ditadura na educação básica brasileira?


“NA DITADURA militar a escola era boa”. Essa frase, repetida inúmeras vezes, pode soar como verdade para alguns. Os fatos, porém, não parecem corroborar essa tese. Diversos estudos e especialistas que se debruçam sobre o tema apontam que a Ditadura Civil-Militar (1964-1988) deixou marcas profundas na educação brasileira entre elas, a prática de expandir sem qualificar.

No período, houve um aumento significativo do número de matrículas na educação básica, mas com poucos recursos e pouca formação docente, ou seja, sem se preocupar com a qualidade ofertada.

A Constituição de 1967, aprovada pelo Regime Civil-Militar, promoveu duas alterações importantes na política educacional brasileira. Primeiro, desobrigou a União e os estados a investirem um mínimo, alterando um dispositivo previsto na Lei de Diretrizes e Bases, aprovada em 1961.

A legislação anterior, aprovada pelo Congresso Nacional durante o governo João Goulart, previa que a União tinha que investir ao menos 12% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação e também obrigava estados e municípios a alocarem 20% do orçamento na área. 

No artigo “O legado educacional do regime militar”, o professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Dermerval Saviani, cita estudo que mostra que o governo federal reduziu sucessivamente as verbas. Em 1970, esse percentual foi de 7,6%, caindo para 4,31% em 1975 e recuperando um pouco em 1978, quando foram gastos 5% do PIB na área.

Uma segunda mudança importante introduzida pela Carta de 1967 foi a abertura do ensino para a iniciativa privada.

“Sempre que possível, o Poder Público substituirá o regime de gratuidade pelo de concessão de bolsas de estudo, exigido o posterior reembolso no caso de ensino de grau superior”, previa o artigo 168.

Em 1969, o Regime reforçou esse caráter por meio da Emenda Constitucional nº 1, considerada por muitos como uma nova Constituição, que previa em seu artigo 176 que “Respeitadas as disposições legais, o ensino é livre à iniciativa particular, a qual merecerá o amparo técnico e financeiro dos Poderes Públicos, inclusive mediante bolsas de estudos”.
Mudanças na estrutura

Paralelamente, a ditadura civil-militar também transformou radicalmente a estrutura de educação básica no país. O modelo prévio, aprovado em 1939 durante a vigência do Estado Novo e mantido pela Lei de Diretrizes e Bases de 1961, dividia o ensino em pré-primário (maternal e jardim de infância), primário com duração de quatro anos, com opção de mais dois em caso de cursos de artes aplicadas, e médio com 7 ou 8 anos anos divido em ginasial (4 anos) e colegial (mínimo de 3 anos).

Apesar de mantida a essência da estrutura anterior, a LDB de 1961 tornava o ensino obrigatório apenas nos 4 primeiros anos (equivalente ao Fundamental I). Apesar disso, a legislação previa que em casos de pobreza dos pais, insuficiência de escolas e doença ou anomalia grave da criança, as famílias não eram obrigadas a realizar as matrículas de seus filhos.

Educação e economia


O início da década de 1960 no Brasil foi marcado por uma grande efervescência política. De um lado, o presidente João Goulart, diversos intelectuais e movimentos sociais propunham reformas populares. De outro, militares, empresários e pensadores que se posicionavam contra tais medidas.

sexta-feira, 8 de junho de 2018

MAURO Santayana!

Chamem os Três Patetas



Fonte: Mauro Santayana

COMO avisamos que iria acontecer, quando o governo fez seu teatrinho e anunciou, pela primeira vez o “acordo” com os caminhoneiros, não adiantou diminuir impostos nem tabelar em 36 centavos a queda de preço - os outros combustíveis continuam aumentando - que o valor do diesel não caiu nem a pau nas bombas dos postos de gasolina.

Segundo a ANP, pelo contrário, o lucro dos postos aumentou brutalmente durante a crise, mostrando que, neste maravilhoso sistema capitalista abençoado pelo deus argentário das igrejas multitudinárias que vendem água de torneira, em que vivemos, não existe solidariedade, patriotismo e cidadania e os interesses estão voltados, primeiro, para o próprio bolso, quando se trata do “empreendedor” brasileiro. (Mauro Santayana, acesso em 05jun2018)

Pois é!

L.s.N.S.J.C.!

quinta-feira, 7 de junho de 2018

ANHAMONA de Brito!

Racismo determina quem vai viver ou morrer nesta sociedade






O ATLAS da Violência 2018, divulgado nesta terça-feira (5) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) traça um panorama da violência no Brasil num intervalo de dez anos - 2006 a 2016. Entre os dados divulgados, há as mortes de jovens, o índice geral de homicídios e, ainda, as mortes de mulheres, além da violência sexual.

A advogada, ativista de Direitos Humanos e professora do curso de Direito da Uneb Anhamona de Brito conversou com o CORREIO sobre as violência contra jovens. Anhamona também é doutoranda em Difusão do Conhecimento pela Ufba, foi superintendente de Direitos Humanos do Estado da Bahia, secretária de Políticas de Ações Afirmativas do governo federal, ouvidora geral da Defensoria Pública da Bahia e presidente do Colégio Nacional das Ouvidorias das Defensorias Públicas do Brasil.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

JOSÉ Reinaldo de Lima!

O dia em que Reinaldo desafiou os militares



Fonte: Internet

ERA o gol de empate do Brasil. Foram poucos segundos para tomar uma decisão importante: erguer o braço direito, com o punho cerrado, ou “deixar pra lá”? Aos 21 anos, Reinaldo Lima, mineiro de Ponte Nova, já era o craque do Atlético-MG. Chegou à Copa do Mundo de 1978 como camisa 9 da seleção brasileira, que estreou no torneio em 3 de junho daquele ano, contra a Suécia, em Mar del Plata. O time escandinavo abriu o placar. Mas, aos 45 minutos do primeiro tempo, Toninho Cerezo cruzou da direita, Reinaldo se antecipou ao zagueiro Roy Andersson e empurrou para as redes. O ato que se seguiu ao gol foi encarado como uma afronta aos governos militares espalhados pela América do Sul. Uma decisão por impulso. Mas também por rebeldia.

Inspirado no movimento dos Panteras Negras e na dupla John Carlos e Tommie Smith, os atletas negros americanos que protestaram contra o racismo na Olimpíada de 1968, Reinado comemorava seus gols com o punho em riste. “No meu caso, era um gesto socialista, em protesto pelo fim da ditadura”, conta. Ele já havia acirrado sua postura combativa ao regime militar no Brasil três meses antes da Copa, quando alegou ter sido impedido de disputar a final do Campeonato Brasileiro diante do São Paulo por causa de uma punição manobrada entre cartolas e o Governo. Naquela época, a Confederação Brasileira de Desportos (CBD, atual CBF) era comandada por militares, sob a presidência do almirante Heleno Nunes. Reinaldo foi suspenso após julgamento por uma expulsão que acontecera no mês anterior. O centroavante, que não era visto com bons olhos por Nunes e seus subordinados, se convenceu de que o regime estava por trás da suspensão e passou a ser ainda mais crítico à ditadura.



Por ter seu inconfundível talento reivindicado na Copa pelo clamor popular, acabou convocado pelo treinador Cláudio Coutinho, que era capitão do Exército. Antes do embarque para a Argentina, jogadores e comissão técnica da seleção foram recebidos pelo presidente Ernesto Geisel no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Em discurso oficial, o general deixou implícita uma mensagem opressiva: “Ponham de lado os sentimentos pessoais e façam do time um conjunto que realmente possa trazer a vitória”. Ao cumprimentar Reinaldo, relata o ex-jogador, Geisel teria transmitido a ordem de forma mais clara: “Vai jogar bola, garoto. Deixa que política a gente faz”. Mais tarde, na concentração, André Richer, chefe da delegação brasileira, comunicou a Reinaldo que tanto a CBD quanto o regime militar consideravam o gesto ao celebrar os gols “revolucionário demais”. A recomendação era para que não repetisse aquele tipo de comemoração nos campos argentinos nem tecesse comentários sobre política em entrevistas. 

sábado, 2 de junho de 2018

ELISA Lucinda!

As portas estão fechadas para os negros


Fonte: Internet



A ATRIZ, cantora e escritora capixaba Elisa Lucinda sofre com o racismo em todas as suas áreas de atuação. Na literatura, mulheres negras são invisibilizadas. Na teledramaturgia também: “não vemos negras como protagonistas de uma novela. O Brasil é muito cruel. E o racismo é um câncer”, afirma, em entrevista a CartaCapital.

Elisa afirma que existe um Brasil que é do apartheid. “Se tem território, tem apartheid. Eu sei onde ir e encontrar só brancos e ir em outros e encontrar só negros”. Um dos problemas do racismo estrutural, afirma, é a naturalização da ausência de negros em inúmeros espaços: uma pessoa branca, por exemplo, que entra em local e só vê outros brancos, e acha a situação natural. “É preciso escolher se você vai ser um abolicionista moderno ou um escravocrata”, provoca.


Criadora da Escola Lucinda de Poesia Viva e da Casa-Poema, instituição socioeducativa, ela dá aulas de poesia para população transgênero e jovens em conflito com a lei. É autora de 14 livros, entre eles “Fernando Pessoa, o Cavaleiro do Nada”, uma biografia não autorizada. (Carta Capital, acesso em 01jun2016)


L.s.N.S.J.C.!  

quinta-feira, 31 de maio de 2018

HENRIQUE Teixeira Lott!

Como em 1955 o general Lott garantiu a posse de JK e Jango


Marechal Henrique Teixeira Lott (fonte: Zona Curva)


EM 1955, o general Henrique Teixeira Lott, infelizmente figura política pouco lembrada da história brasileira, impediu o golpe militar que setores conservadores das Forças Armadas e lideranças da UDN armavam para impedir a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek e o vice João Goulart, vencedores da eleição de outubro de 1955.

Os ataques virulentos do udenista Carlos Lacerda contra JK, chamando-o de corrupto e amoral, não impediram a vitória do político mineiro com 36% dos votos sobre seus oponentes: o militar Juarez Távora (UDN/PDC/PSB/PL), com 30%, Ademar de Barros (PSP), com 26%, e o integralista Plínio Salgado (PRP), com 8%, em 3 de outubro de 1955. No seu jornal Tribuna da Imprensa, Carlos Lacerda delirava e mentia descaradamente, criando pânico em setores da classe média antes da eleição. Segundo ele, Jango, com a ajuda do argentino Perón, do PCB e do dinheiro “espúrio” de JK, contrabandeava um arsenal bélico da Argentina para “implantar a ditadura sindicalista” no Brasil.